Andréa Iseki/DGABC

Dezesseis cadeiras motorizadas estão paradas no almoxarifado da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano para conserto.
A direção da instituição diz que desde o início do ano aguarda posição da Prefeitura para a manutenção dos equipamentos.
"Geralmente, fazemos o orçamento e encaminhamos para que a administração providencie o conserto já que foram os doadores. De fevereiro para cá, os cálculos para reparos já somam cerca de R$ 35 mil", disse o encarregado de almoxarifado Edson Martin Ferreira.
O custo para o conserto das cadeiras motorizadas chega a cerca de R$ 2.000. Os problemas são quase sempre de motor, bateria e carregadores.
"Muitas vezes, um motorista nosso vai até a casa do munícipe para apanhar a cadeira para analisarmos a possibilidade de um conserto rápido na própria Apae", salientou a diretora Magali de Cássia Rosolem.
Reféns do problema e muitas vezes impossibilitados de mandarem por conta própria o aparelho para a assistência técnica, devido a falta de condições financeiras, os usuários recorrem às cadeiras manuais, que dependendo da deficiência física tornam-se até prejudiciais.
Em nota, a Prefeitura se comprometeu a realizar o conserto dos 16 equipamentos, e informou que está fazendo um novo cadastro dos usuários das cadeiras motorizadas. Antes, os dados eram de responsabilidade da Apae e desde janeiro tornaram-se da Secretaria de Assistência e Inclusão Social.
Origem - Em 2004, na gestão de Luiz Tortorello (morto no moesmo ano), foi feita a doação dos equipamentos para munícipes por intermédio da Apae. Na época foram distribuídas 100 cadeiras. Atualmente estão em uso 98 delas.
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