A melhora da economia local, que ajudou o setor a crescer 10% em 2011, com vendas de 12,8 milhões de veículos, também deu o tom ao evento, que teve como vedete a exposição de significativo número de automóveis de pequeno porte e tecnologias alternativas de combustíveis, cenário oposto ao de salões anteriores, quando predominavam carrões de elevado consumo de gasolina.
A indústria promete 65 lançamentos para este ano de modelos totalmente novos e mais 80 em 2013. Analistas projetam acréscimo de mais de 1 milhão de carros às vendas de 2011. Montadoras estão reabrindo linhas de montagem desativadas e voltando a contratar, mas o movimento de recuperação é marginal.
Em 2007, no pré-crise, a indústria automobilística empregava 900 mil trabalhadores, metade deles em Detroit, lembra Rick Hanna, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) nos EUA. Naquele ano, as vendas atingiram recorde de 17 milhões de veículos. Esse número, na visão de Hanna, não será repetido ao menos nos próximos cinco anos. No processo de reestruturação, uma exigência do governo para liberar crédito ao setor, 400 mil vagas foram extintas."Os empregos perdidos na indústria automobilística não vão voltar", afirma Hanna. Além do encolhimento das empresas, com o fechamento de cerca de 15 fábricas de carros e componentes, os sistemas produtivos são mais eficientes e a produtividade é maior. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.