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Avenida dos Estados é expressa só no nome

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

André Vieira
Do Diário do Grande ABC

26/08/2010 | 07:01


A Praça da Sé, marco zero da Capital, está distante cerca de 20 quilômetros da Praça Quarto Centenário, no Centro de Santo André. Se a distância não é assim tão longa, os problemas para atingir um ponto e outro são muitos, pois faltam alternativas e sobram veículos.

O histórico e consolidado caminho da roça para chegar até São Paulo a partir de Santo André é feito pela Avenida dos Estados, opção para os que vão para o Centro e para a Zona Leste.

A via expressa seria a alternativa ideal, não fossem os muitos registros de congestionamentos, que têm se agravado por conta de obras, interdições e buracos.

Segundo motoristas ouvidos pelo Diário, o primeiro pico de grande movimento na Avenida dos Estados acontece no período da manhã, das 7h30 e se estendendo até por volta das 10h.

O segundo momento tem início às 16h30 e só mostra os primeiros sinais de alívio perto das 20h, quando a iluminação precária em alguns pontos da via esconde os buracos e aumenta o risco para o motorista.

Embora a hora do rush seja conhecida, escapar por caminhos alternativos é a grande dificuldade.

Desviar por São Caetano e cair no Ipiranga para depois acessar o Centro, ou voltar para São Bernardo e seguir para a Zona Sul de São Paulo são caminhos que nem sempre se mostram mais rápidos.

Cortar pelas ruas de bairro, que têm menor fluxo de veículos, é uma saída que pode ser perigosa e provocar outros problemas na opinião do o presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Cyro Vidal.

"Geralmente essas vias são mais tranquilas, têm sinalização com outras características e o asfalto não está preparado para receber muito tráfego ou veículos pesados", ponderou.

Em um ano, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a frota de veículos de Santo André cresceu 6,62%, saltando de cerca de 374 mil para 399 mil veículos - quase 25 mil motos, carros e caminhões.

Na praça há 14 anos, o taxista Osvaldo Nunes, 63 anos, que trabalha em Utinga, nas margens da Avenida dos Estados, não vê solução.

"Hoje não existe mais lugar bom para correr quando se precisa ir para o Centro de São Paulo. Não tem dia, não tem hora, o trânsito é quase sempre muito lento."
Na edição de amanhã, reportagem sobre São Bernardo

Caminhos alternativos estão saturados

De forma unânime, os motoristas profissionais e taxistas ouvidos pelo Diário apontaram que não existem rotas alternativas que levem de Santo André para São Paulo que escape de congestionamento ou encurte em muito o caminho.

A opção mais comum é desviar da Avenida dos Estados por São Caetano, seguindo pelas avenidas Guido Aliberti, depois Presidente Wilson, já na Capital, ou pela Almirante Delamare.

Outra alternativa é seguir para o Centro ou para a Zona Sul de São Paulo pela Via Anchieta. Neste caso, é preciso encarar vias também congestionadas, como a Avenida Prestes Maia, ainda em Santo André, ou Lions, em São Bernardo.

Para o lado Leste da Capital, as saídas estão em maior oferta, mas o tráfego pesado também existe, sobretudo em trechos da Rua do Oratório na direção da Avenida Sapopemba.

Trabalhando como taxista há um ano, Ismael Santos, 55 anos, já está com saudade do tempo em que era metalúrgico. "São muitos carros na rua no horário de pico, às vezes as alternativas funcionam, às vezes não."

 

Caminho de casa vira sinônimo de estresse

O consultor informática Fernando Rodrigues Cervantes, 44 anos, nasceu e mora no Grande ABC, mas trabalha em São Paulo. Encontrar congestionamento no trajeto de casa para o trabalho é uma rotina.

"Trabalho na Rua Tabapuã, no Itaim (na Capital), e estou acostumado a enfrentar lentidão em São Paulo e também no Grande ABC", afirmou Cervantes.

Apesar da convivência cotidiana com o problema, na quarta-feira, dia 18, o consultor contou que viveu um dia atípico, em que nenhuma das alternativas funcionou e não houve como escapar dos engarrafamentos.

Cervantes saiu do trabalho por volta das 17h20 e só chegou em casa depois de duas horas de muito trânsito e estresse em São Bernardo e Santo André, onde mora.
Depois de cruzar a Via Anchieta e entrar no Centro de São Bernardo, tentou cortar caminho pelos bairros Nova Petrópolis e Baeta Neves, mas nada resolveu.

"O que preocupa é que em toda a região está aumentando o número de condomínios com vários blocos de apartamentos que irão trazer mais e mais veículos para estas ruas e avenidas já entupidas", reclamou. AV


Prefeitura promete melhora na engenharia

A Prefeitura de Santo André não citou qualquer rota alternativa para os motoristas que precisam fugir das vias mais congestionadas do município.

Sem apontar as ruas e avenidas que podem ser percorridas como opção aos corredores mais movimentados, a administração garantiu que minimiza o problema no momento em que o verifica.

"Quando constatado grandes congestionamentos, as equipes de operação orientam os motoristas a desviarem para vias alternativas" informou em nota.

Segundo o levantamento da Prefeitura, a Avenida dos Estados não está entre as vias mais congestionadas de Santo André.

Os corredores que apresentam problemas de tráfego fazem, na maior parte, ligação bairro/Centro e divisa com São Bernardo e Mauá, como as avenidas Pereira Barreto, Ramiro Colleoni, Edson Danillo Dotto e Giovanni Batista Pirelli.

Para melhorar as condições do trânsito, a administração listou que pretende instalar mais câmeras de monitoramento, sincronizar o tempo dos semáforos e colocar semáforos inteligentes, que podem ser ajustados para dinamizar o tráfego. AV



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