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Sem nenhum apoio, Banda Lyra de Mauá definha

13/06/2009 | 07:01
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Esquecida pelo poder público, a tradicional Banda Lyra de Mauá está agonizando. Sem a subvenção de R$ 150 mil prometida pela Prefeitura, o grupo musical corre risco de ter reduzido em dois terços o número de integrantes - de 300 para 100 - em setembro. Há dois dias de completar 75 anos, o conjunto que por 12 vezes foi campeão nacional do Concurso de Bandas e Fanfarras passa por dificuldades financeiras e teme não poder participar da disputa em agosto.

"Se a Prefeitura não fizer o repasse da verba, reduziremos a banda em setembro porque não temos condições de arcar com os custos", afirmou o maestro Carlos Binder.

Por mês, são gastos cerca de R$ 30 mil com manutenção de instrumentos musicais, água, luz, telefone e uniformes para as apresentações. O subsídio anual da Prefeitura representa quase metade dos gastos. O restante é resultado de parcerias com empresas privadas.

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Binder afirma que, para reduzir os custos, desde janeiro quatro instrutores que ensinavam técnicas musicais aos alunos - com idade entre seis e 22 anos - não recebem salários. "Estão trabalhando de forma voluntária."

Segundo a presidente da banda, Ana Maria de Freitas Silva, o prefeito Oswaldo Dias (PT) tem conhecimento da falta de recursos. "No dia 16 de março, tivemos uma reunião com ele, que prometeu estudar uma solução para o problema, mas até agora nada."

Sem dinheiro, até a quantidade de apresentações do grupo ficou comprometida. Segundo o maestro, em 2008 foram realizados 160 performances - média de três por semana. Este ano, foram apenas oito. "Fica difícil porque também não temos local para ensaiar e preparar o grupo."

A sede no Centro de Mauá não possui isolamento acústico. A repetição de trechos de músicas incomoda a vizinhança, que chegou a procurar a polícia para impedir os ensaios. "Temos de nos deslocar até a Praça da Bíblia", reclama Binder. Por ser uma área aberta, a prática em dias de chuva ou frio fica comprometida.

No fim de 2008, o então prefeito Leonel Damo (que se desfiliou do PV)enviou projeto à Câmara de doação de terreno para construção de nova sede. O propositura sequer foi à votação. A pedido dos então vereadores petistas - que hoje estão no governo - José Luiz Cassimiro (hoje secretário de Governo) e Paulo Eugênio Pereira Júnior (atual vice prefeito e secretário de Saúde), a matéria saiu da pauta.

O projeto da Prefeitura Música na Escola, coordenado pela banda , também perdeu dez dos 30 instrutores. A administração deixou de repassar R$ 180 mil ao programa.




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