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Oposição derrota Lauro e emplaca verba ao Carnaval

Anderson Silva/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Por 12 votos a oito, a proposta, que prevê
repasse às escolas de samba, foi aprovada


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

09/07/2015 | 07:00


O governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), sofreu ontem inesperada derrotada para a bancada de oposição, que conseguiu modificar texto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), emplacando emenda de R$ 4,3 milhões para a realização de festas populares no município no ano que vem, como o Carnaval – realizado pela última vez, em 2012, na gestão Mário Reali (PT).

Os oposicionistas também triunfaram nas demais emendas, como a institucionalização do OP (Orçamento Participativo) e retomada do hospital infantil na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim das Nações.

Por 12 votos a oito, a proposta, que prevê repasse às escolas de samba do município, foi aprovada após bancada do PT (detentora de seis votos) conseguir apoio dos governistas Ricardo Yoshio (PRB), Reinaldo Meira (sem partido) e Luiz Paulo Salgado (PR). Também apoiaram a propositura Célio Boi e Vaguinho do Conselho, ambos do PSB, e Cida Ferreira (PMDB).
<EM>O governo tentou vetar proposta, justificando medidas para ajuste fiscal. Desde que assumiu o Paço em 2013, Lauro destinou apenas um dia para pequeno desfile das agremiações locais.<EM>

Autor da alteração na LDO, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), atacou as justificativas do chefe do Executivo ao defender propositura. “Todo e qualquer tipo de festa é importante para cidade. Não se pode deixar cultura e lazer de lado. O prefeito não disse que reduziria secretarias e funcionários comissionados? Ele não cumpriu o que prometeu em campanha”, alegou.

Líder do governo na Câmara, Atevaldo Leitão (PSDB) partiu para cima dos governistas que contrariaram orientação do Paço, atacando duramente o posicionamento de Yoshio. “O Reinaldo e o Luiz Paulo já vinham manifestando posicionamento (a favor da emenda). A surpresa foi o Yoshio. Ele viu que o Reinaldo votaria contra e se aproveitou. Sem conversar nada”, criticou.

Acusado, Yoshio contestou ataques do líder do governo, garantindo “autonomia” para definir votos em matérias. “Sou vereador em segundo mandato e tenho minhas conclusões, de acordo com minha ideologia. O PRB está na sustentação, mas não precisamos nos submeter a nada”, considerou.

Outro vereador da sigla, pastor João Gomes votou junto com o governo, expondo desarticulação da bancada na votação de matérias.

A oposição conseguiu emplacar emendas modificativas que garantem retomada do hospital infantil, promessa de campanha de Lauro, em 2012.

A alteração obteve adesão de maneira unânime entre os parlamentares, que também aprovaram a LDO, cuja receita prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão no município para o ano que vem. 

Tio do prefeito e petistas voltam a brigar

Tio do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), Pedro Michels voltou acirrar os ânimos com a bancada do PT durante a sessão de ontem na Câmara. Semana passada, ele compartilhou em sua página do Facebook material que descrevia parlamentares do petismo local como favoráveis à corrupção.

Diante de sua presença no Legislativo, os seis vereadores do PT pediram o uso da palavra para repudiar comportamento de Michels.

O mais exaltado era Josa Queiroz, que fez várias ofensas. “É um vagabundo e desocupado. Covarde a gente trata desse jeito, porque ele atestou um material apócrifo e deixou publicado por vários dias”, detalhou.

A publicação ocorreu na semana passada pela página do Facebook do vereador governista Lúcio Araújo (PV), que retirou horas depois.

“Tenho família e mais duro é ter de explicar para meus filhos se sou favorável à corrupção. Não houve responsabilidade deste homem”, adicionou Josa.

Michels, que fez BO (Boletim de Ocorrência) contra Josa, alegando calúnia e difamação, defendeu-se. “Posso compartilhar o que acho que devo na rede social. Não é por isso que preciso ser agredido verbalmente por esse vereador”, opinou.



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