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Violência contra gays esta intensa no RJ

01/11/1999 | 22:11
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Menos de 24 horas depois de policiais da 5ªDP (Mem de Sá, no Rio de Janeiro) terem prendido o aplicador de golpes contra homossexuais Elias do Nascimento, eles já estao às voltas com outra denúncia de violência contra homossexuais.

Representantes das entidades de defesa dos homossexuais Atobá e da organizaçao nao-governamental 28 de Junho, denunciam que os ataques aos gays continuam intensos. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por exemplo, a açao de um assassino serial pode estar ligada a pelo menos quatro entre 10 assassinatos de gays nos últimos dois anos.

Segundo Eugênio Ibiapino dos Santos, secretário-geral do Grupo 28 de Junho e também voluntário do Disque Defesa Homossexual (DDH) - serviço criado pela Secretaria de Segurança para receber denúncias de casos de violência contra gays - das 10 mortes, quatro aconteceram no mesmo bairro, a Vila Zenith, em Austin, Nova Iguaçu.

Até agora, a polícia avançou apenas em uma das 10 mortes, a do cantor evangélico Gastao Martins, morto em 1998. Os policiais da 55ªDP (Queimados) prenderam Robson Abreu de Oliveira, que confessou o crime. Nos outros casos as investigaçoes avançaram pouco.

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"A violência contra os gays na Baixada acabam ficando no esquecimento, porque pouca coisa acaba sendo feita", denunciou Eugênio. "Depois da criaçao do DDH houve uma mudança de mentalidade da polícia. Estes casos estao recebendo mais atençao", defendeu Sílvia Ramos, coordenadora do DDH.

As quatro mortes que podem ter tido a mesma autoria aconteceram entre julho de 1997 e outubro deste ano. Todas as vítimas foram mortas a tiros. "Temos até um suspeito forte, conhecido como Marcos", diz.

Eugênio afirma ainda que os casos denunciados pela 28 de junho sao apenas uma parte dos homicídios contra homossexuais que acontecem com freqüência na Baixada. "Estes sao os que acontecem mais próximos de nós e temos mais informaçoes."

No Rio, a coordenaçao do DDH espera que a divulgaçao das fotos dos homens que roubavam homossexuais, aplicando o golpe conhecido como Boa Noite Cinderela possam servir para que mais vítimas sejam descobertas. Nesse domingo mesmo, o publicitário G.A.M., 32 anos, voluntário do DDH, reconheceu o homem que o roubou depois de tê-lo dopado há sete anos, no Centro.




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