Economia Titulo
Sindicato rejeita reajuste de autopeças
Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC
26/08/2010 | 07:11
Compartilhar notícia


A FEM/CUT (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/São Paulo) voltou a reprovar ontem proposta de aumento salarial feita pela bancada patronal do Grupo 3, que representa trabalhadores do setor de autopeças. O sindicato patronal ofereceu reajuste de 7%, apenas 0,50% acima do proposto na semana passada, quando a FEM também rejeitou proposta.

Segundo a federação, o índice oferecido pelo sindicato patronal representaria aumento real de apenas 2,5%, valor muito abaixo do esperado pela federação. Uma nova rodada de negociação foi agendada para terça fera, às 10h, na sede do Sindipeças. "Estamos na reta final da nossa campanha, a nossa data-base está chegando (dia 1º). Esperamos construir na próxima rodada proposta econômica que atenda aos anseios da nossa categoria", enfatizou o presidente da federação, Valmir Marques, o Biro Biro.

Montadoras - Aconteceu ontem também a primeira rodada de negociação entre FEM/CUT e a Sinfavea (Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares). O encontro ocorreu na sede do sindicato patronal e discutiu as matrizes da campanha salarial deste ano.
Neste primeiro encontro não foi discutido valores de reajuste, no entanto, dirigentes da federação enfatizaram a importância da ampliação da licença-maternidade de 120 dias (quatro meses) para 180 dias (seis meses).

A reivindicação refere-se ao programa Empresa Cidadã da Receita Federal - criado pela lei federal 11.770, que entrou em vigor em janeiro e beneficia a mãe trabalhadora com o aumento da licença-maternidade de 120 para 180 dias e a empresa participante com a dedução de impostos. A adesão ao programa tanto da empresa quanto da trabalhadora é voluntária e a companhia que opta por aderir ao processo, ganha benefício fiscal. A negociação sobre o tema continua na amanhã às 15h, novamente no Sinfavea.

Até agora apresentaram propostas econômicas as bancadas patronais do Grupo 8, que representa o setor de trifilação - (6%, INPC + 0,68% de aumento real); Grupo 3, que representa autopeças - (7%, INPC + 2,5% de aumento real) - e fundição (6,53%, INPC + 2% de aumento real). Todas foram reprovadas pela federação.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;