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Sindicato quer vaga no Sesi para inadimplentes


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

23/11/2007 | 07:05


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC abriu uma ação por meio do MP (Ministério Público) para tentar garantir a rematrícula dos alunos que estão inadimplentes nas escolas do Sesi (Serviço Social da Indústria).

Desde o início do ano as unidades do Sesi passaram a cobrar mensalidades de até R$ 250 dos alunos do Ensino Médio.

Segundo o secretário-geral do sindicato, Rafael Marques, com a implantação da mensalidade a taxa de inadimplência já chega a 40% em algumas unidades do Estado. “Na unidade de São Bernardo esse índice atinge os 30%”, alerta.

Com as dívidas, esses alunos ficam impossibilitados de fazer a rematrícula, que deve ser solicitada até 31 de dezembro.

“A cobrança de mensalidade está expulsando os alunos das escolas do Sesi e isso não podemos permitir”, afirma o secretário-geral do sindicato.

Ele explica que o Ministério Público reconheceu a cobrança que está sendo feita pelo Sesi. “Mas mesmo assim estamos aguardando uma posição do MP sobre essa ação que movemos agora.”

A posição do sindicato é que, como as unidades do Sesi já recebem dinheiro público, elas têm de oferecer ensino de qualidade e gratuito. Por isso, a entidade é contra a cobrança.

Em outras palavras, segundo o sindicato, o trabalhador paga duas vezes para seu filho estudar, via mensalidade e via impostos.

O Sesi justifica a cobrança pelo fato de que as suas unidades escolares fecharam o balanço de 2006 no vermelho. Mas, segundo Marques, isso não aconteceu.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em 2007 o Sesi paulista recebeu cerca de R$ 11 bilhões, e sua receita é positiva. Em 2005, o Sesi terminou o ano com R$ 140 milhões em caixa.

Os diretores do sindicato levaram essa posição para Paulo Skaf, presidente do Sesi, para tentar reverter a situação.“Queremos preservar o direito de estudar dos filhos dos trabalhadores”, disse Marques.

Serviço – Pais de alunos do Sesi que são sócios do Sindicato podem entrar na ação. É só ligar para o Departamento Jurídico pelo telefone 4127- 4222 e falar com Silvana.



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