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Diadema perde segunda UPA e Lauro culpa governo federal

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito diz que unidade do Piraporinha era ‘mentira’ e alega que recurso destinado era insuficiente; União já repassou R$ 1,95 milhão ao projeto


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

20/06/2015 | 07:00


A cidade de Diadema não terá a segunda UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas). A construção do posto de Saúde está autorizada desde abril de 2012, seria construída na Avenida Encarnação, bairro Piraporinha – em terreno localizado na frente da subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC –, o Ministério da Saúde liberou R$ 1,95 milhão à obra, mas o projeto nunca saiu do papel.

Em meio a duras críticas à União, o prefeito Lauro Michels (PV) culpou exclusivamente o governo Dilma Rousseff (PT) pelo imbróglio, argumentando que o repasse enviado é insuficiente para a construção da unidade.

“Para o projeto da UPA em Diadema, o governo federal fez orçamento cujo valor não fazia nem a segunda laje. Era em torno de R$ 2 milhões”, atacou o verde, ao anunciar o descarte da segunda unidade na cidade – a primeira está no bairro Paineiras, que também enfrenta problemas.

Licitada em R$ 2,6 milhões ainda governo Mário Reali (PT), a UPA Piraporinha ficou só no discurso. Logo que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2013, Lauro contestou o fato de o Executivo não ser o detentor do terreno – pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “(Reali) Quis fazer um projeto em local que nem pertencia à Prefeitura. Diversas UPAs no País estão paradas porque trata-se de uma mentira. Eu proponho o seguinte: eu construo a estrutura da UPA e o governo federal custeia. É muito mais fácil. Se quiserem, viabilizo duas unidades por ano, desde que se responsabilizem pela condução dos serviços”, provocou o chefe do Executivo.

Do total do contrato, R$ 1,95 milhão foi repassado aos cofres municipais. Lauro não informou se devolverá o dinheiro, apenas entoou ataques à União. “O governo quer fazer projeto de UPA e mandou o dinheiro faltando. Fica difícil porque, além de colocar verba do município, vou ter de custear. O tempero sai mais caro que o frango. O governo federal fica com essas falsas promessas e falsos projetos, mas o efetivo não aparece.”

HISTÓRICO

A unidade da UPA no Piraporinha foi promessa de campanha de Lauro e Reali durante embate eleitoral de 2012, como uma das principais ações visando desafogar atendimento no Hospital Municipal.

A UPA tinha projeto disponibilizando 20 leitos e capacidade estimada para atender 450 pacientes por dia. O equipamento tem função de acolher toda demanda do pronto-socorro do Hospital Municipal, que em média realiza 14 mil atendimentos por mês.

Nos primeiros meses da gestão do verde, em 2013, a Prefeitura, o INSS, e o Ministério da Saúde tentaram acordos para implementação da unidade no bairro. Não houve acerto.

Durante determinado período, a obra ficou completamente abandonada, se transformando em depósito de entulho. Hoje há estacionamento. Lauro tentou transferir a UPA para região central, em área próxima ao Shopping Praça da Moça, porém não obteve sucesso.

Diadema inaugurou o primeiro posto em dezembro de 2011, no Jardim Paineiras. A unidade, porém, que deveria ficar funcionar 24 horas, não opera à noite por falta de funcionários.



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