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Moinho São Jorge completa meio século

21/04/2001 | 19:58
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Moinho São Jorge, de Santo André, comemora neste ano seu 50º aniversário e aproveita a data para inaugurar uma nova fábrica, na qual investiu US$ 1,2 milhão. A unidade, localizada em suas instalações no município, será destinada a produzir uma nova linha de produtos, a farinha pré-mistura, que terá a marca Lydia Mix. O lançamento está marcado para 1º de maio, quando a unidade entra em operação.

O investimento inclui compra de equipamentos, instalações, desenvolvimento do novo item e lançamento comercial. A planta a ser inaugurada, que ocupa 2 mil m² dentro da área com total construído de 76 mil m², terá capacidade para produzir 10 mil toneladas por mês do produto. No entanto, a intenção é expandir esse volume aos poucos, de acordo com a demanda, segundo o superintendente, Roberto Faconti. A meta é alcançar, no primeiro ano, 2 mil toneladas.

O superintendente afirmou que a fábrica agrega o que há de mais moderno em tecnologia, em um processo totalmente automatizado. Por conta da automação, foram contratados apenas 12 funcionários para a operação, e mais dez para a área de vendas. “Mas, indiretamente, esse sistema gera empregos pela grande quantidade de embalagens e pela logística necessária.”

A nova fábrica já entrará em funcionamento dentro dos requisitos de qualidade da ISO 9002. A companhia está no processo de obtenção da ISO, que deverá será alcançada até o fim deste ano. “Já que estávamos nos preparando para isso, quisemos montar uma planta dentro do modelo dos padrões exigidos”, afirmou Faconti. A modernização para se adequar à ISO insere-se em um contínuo processo de desenvolvimento. Nos últimos três anos, foram investidos US$ 6 milhões em melhorias tecnológicas. Com silos para 50 mil toneladas e uma capacidade instalada para 3,8 mil toneladas por dia, a companhia é considerada hoje a maior e mais moderna indústria de moagem do Brasil.

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Referência – A história da companhia é marcada pelo pioneirismo e por ser uma referência tanto do ponto de vista econômico quanto cultural. Nilo Sírio, do conselho de administração das Indústrias Reunidas São Jorge, lembra que, no início de 1951, assim que o presidente Getúlio Vargas foi empossado, conclamou os empresários brasileiros para que se dedicassem à moagem do trigo.

Sírio afirmou que, naquela época, o Brasil não tinha uma indústria de trigo que atendesse ao consumo interno. Ele disse ainda que o grupo São Jorge, fundado pelo empresário Jorge Chammas, foi o primeiro a atender o apelo oficial e, no mesmo ano, iniciou as obras de construção do Moinho São Jorge, em Santo André.

A fábrica da região, porém, não se destacou apenas como uma das principais do país em seu segmento. Também é lembrada pelo Palácio de Mármore, como é conhecido o salão de festas oficial do moinho. No oitavo andar do prédio, o salão, forrado com mármore carrara rosa italiano, marcou época com seus bailes e shows musicais. Visitaram o Palácio nomes como os dos presidentes da República João Goulart e Jânio Quadros. O local também abrigou shows de cantores como Ray Charles e Roberto Carlos durante os anos 60.




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