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Mais um condenado pela morte de prefeito de Rio Grande


Michelly Cyrillo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2010 | 07:15


José Zito Jacinto da Silva foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão ontem pela coautoria do assassinato do ex-prefeito de Rio Grande da Serra José Carlos Arruda.

O julgamento, realizado no Fórum de Ribeirão Pires, começou às 10h e terminou por volta das 17h. A defesa afirmou que vai entrar com recurso para tentar reduzir a pena. Também pretende aguardar pelo julgamento de outro suspeito do crime, Ademir Miranda, conhecido como Brinquinho, que ocorrerá no dia 26. O resultado pode até anular a decisão de ontem.

O réu foi ouvido pelo juiz no início do julgamento e negou a autoria do crime. Estavam presentes as três filhas do prefeito assassinado, sendo uma delas a vice-prefeita de Rio Grande da Serra, Helenice Arruda, além dos familiares do réu.

O julgamento, anteriormente marcado para 15 de julho, foi adiado em razão de problemas de saúde de Zito.

Helenice acredita que a Justiça está sendo feita. "Acredito em Deus, e acredito que a Justiça está cumprindo o seu papel. Estava claro que Zito estava envolvido. Mas, sabemos que está longe do desfecho, porque tem muita gente envolvida e acredito que todos os nomes citados nos depoimentos têm uma parcela de culpa".

A promotoria afirmou que existem diversos depoimentos e provas físicas que incriminam Zito. A defesa do réu rebateu que ele não é o responsável pelo crime, e acusou uma das testemunhas (Luis Condado) de ser o real autor do crime.

"Os depoimentos de Luis são ricos em detalhes e provam que ele estava na cena do crime. Depois armou uma história como se fosse Zito que estivesse no local", disse o advogado Roberto Soares, durante a defesa.

Zito foi preso em julho do ano passado, capturado em Tapiramutá, no interior da Bahia. Ele está no CDP (Centro de Detenção Provisória)de Mauá e será transferido para uma penitenciária no interior do Estado.

O CASO
Em março de 1998, o ex-prefeito desapareceu após ser rendido na porta de casa, no bairro Santa Terezinha, em Rio Grande da Serra. A polícia realizou buscas pela cidade, mas o corpo só foi localizado três dias depois, em um barranco nas proximidades da Estrada do Sertãozinho, em Suzano. Arruda foi assassinado com cinco tiros.

Foram seis acusados de matar o ex-prefeito, dois executores, Reinaldo Dionísio Alves (o Pilica) e Zito; um intermediário, Ademir Miranda, o Brinquinho, e três mandantes, que eram vereadores do município na época do crime - Valdir Mitterstein, o Gaúcho, Ramon Velásquez e Expedito Oliveira.

RESULTADO
Apenas Valdir Mitterstein e os dois executores foram condenados. Gaúcho foi condenado a 14 anos de prisão como um dos mandantes. Atualmente, ele cumpre a pena em regime semiaberto. Zito foi condenado ontem e Pilica, único réu confesso, indicou os mandantes e o outro executor e pegou 12 anos de prisão.

Já o ex-prefeito de Rio Grande da Serra Ramon Velásquez teve o processo arquivado pelo Tribunal de Justiça por falta de provas. O único acusado já absolvido em dois julgamentos é Expedito Oliveira, que ocupava a presidência da câmara.

O acusado de intermediar o crime, Ademir Miranda (Brinquinho), teve anulado o julgamento realizado em Ribeirão Pires. Já está marcado outro para dia 26 no Fórum de Santo André.

O promotor de Justiça Abner Castori afirmou que novas provas podem surgir e indicar outros responsáveis pelo assassinato.



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Mais um condenado pela morte de prefeito de Rio Grande

Michelly Cyrillo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2010 | 07:15


José Zito Jacinto da Silva foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão ontem pela coautoria do assassinato do ex-prefeito de Rio Grande da Serra José Carlos Arruda.

O julgamento, realizado no Fórum de Ribeirão Pires, começou às 10h e terminou por volta das 17h. A defesa afirmou que vai entrar com recurso para tentar reduzir a pena. Também pretende aguardar pelo julgamento de outro suspeito do crime, Ademir Miranda, conhecido como Brinquinho, que ocorrerá no dia 26. O resultado pode até anular a decisão de ontem.

O réu foi ouvido pelo juiz no início do julgamento e negou a autoria do crime. Estavam presentes as três filhas do prefeito assassinado, sendo uma delas a vice-prefeita de Rio Grande da Serra, Helenice Arruda, além dos familiares do réu.

O julgamento, anteriormente marcado para 15 de julho, foi adiado em razão de problemas de saúde de Zito.

Helenice acredita que a Justiça está sendo feita. "Acredito em Deus, e acredito que a Justiça está cumprindo o seu papel. Estava claro que Zito estava envolvido. Mas, sabemos que está longe do desfecho, porque tem muita gente envolvida e acredito que todos os nomes citados nos depoimentos têm uma parcela de culpa".

A promotoria afirmou que existem diversos depoimentos e provas físicas que incriminam Zito. A defesa do réu rebateu que ele não é o responsável pelo crime, e acusou uma das testemunhas (Luis Condado) de ser o real autor do crime.

"Os depoimentos de Luis são ricos em detalhes e provam que ele estava na cena do crime. Depois armou uma história como se fosse Zito que estivesse no local", disse o advogado Roberto Soares, durante a defesa.

Zito foi preso em julho do ano passado, capturado em Tapiramutá, no interior da Bahia. Ele está no CDP (Centro de Detenção Provisória)de Mauá e será transferido para uma penitenciária no interior do Estado.

O CASO
Em março de 1998, o ex-prefeito desapareceu após ser rendido na porta de casa, no bairro Santa Terezinha, em Rio Grande da Serra. A polícia realizou buscas pela cidade, mas o corpo só foi localizado três dias depois, em um barranco nas proximidades da Estrada do Sertãozinho, em Suzano. Arruda foi assassinado com cinco tiros.

Foram seis acusados de matar o ex-prefeito, dois executores, Reinaldo Dionísio Alves (o Pilica) e Zito; um intermediário, Ademir Miranda, o Brinquinho, e três mandantes, que eram vereadores do município na época do crime - Valdir Mitterstein, o Gaúcho, Ramon Velásquez e Expedito Oliveira.

RESULTADO
Apenas Valdir Mitterstein e os dois executores foram condenados. Gaúcho foi condenado a 14 anos de prisão como um dos mandantes. Atualmente, ele cumpre a pena em regime semiaberto. Zito foi condenado ontem e Pilica, único réu confesso, indicou os mandantes e o outro executor e pegou 12 anos de prisão.

Já o ex-prefeito de Rio Grande da Serra Ramon Velásquez teve o processo arquivado pelo Tribunal de Justiça por falta de provas. O único acusado já absolvido em dois julgamentos é Expedito Oliveira, que ocupava a presidência da câmara.

O acusado de intermediar o crime, Ademir Miranda (Brinquinho), teve anulado o julgamento realizado em Ribeirão Pires. Já está marcado outro para dia 26 no Fórum de Santo André.

O promotor de Justiça Abner Castori afirmou que novas provas podem surgir e indicar outros responsáveis pelo assassinato.

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