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Quanto custa uma xícara de café?

08/06/2002 | 18:35
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Tomar uma xícara de café com a comodidade de não precisar prepará-lo e ainda ser servido por um atendente pode custar de R$ 0,50 a R$ 1,10 no Grande ABC, dependendo do estabelecimento escolhido pelo consumidor. Considerando-se que o quilo do café em grão, que rende aproximadamente 80 xícaras, é comercializado em média por R$ 13, o que equivale a R$ 0,16 por xícara, o preço cobrado pelos comerciantes parece alto, apesar de pagável apenas com uma ou duas moedas.

A justificativa para o valor praticado pelos estabelecimentos, de acordo com os comerciantes ouvidos pelo Diário, são os custos do cafezinho expresso. “Embutimos os gastos com a infra-estrutura, como manutenção e aluguel da máquina, além do consumo de açúcar ou adoçante e ainda as despesas com mão-de-obra e demais impostos”, disse o gerente da Padaria Cristal, de Santo André, Roque Teixeira da Silva. Segundo ele, tanto a xícara de chá quanto a de café são vendidas a R$ 0,50, e o lucro, após o abatimento dos custos fixos, não chega a 50%. “Se as despesas se resumissem ao café e à água, poderíamos vender o expresso por R$ 0,30.”

Para o presidente da Aciarp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Pires), Eduardo Antonio dos Santos Nogueira, também proprietário de uma padaria no mesmo município, a solução para que a discrepância de preços possa ser balanceada seria uma reforma tributária “urgente”. “Os impostos cairiam e conseqüentemente os preços para os consumidores seriam revistos para baixo.” No seu estabelecimento, o cafezinho é vendido a R$ 0,50. “O valor está em vigor desde 1994. Neste período, os custos com energia elétrica, salários e aluguel já sofreram vários reajustes, que não foram repassados ao consumidor.”

Acompanhamento – Na rede de franquias Kopenhagen, o café expresso puro custa R$ 1. No entanto, para a proprietária da loja do bairro Jardim, de Santo André, Marília Rodrigues Dias, o valor praticado não é considerado elevado devido aos acompanhamentos oferecidos pela rede. “O cliente opta entre três pastilhas de chocolate, um canudinho de waffle com chocolate ou dois cookies.” Segundo ela, considerando-se as despesas fixas da loja mais os gastos com os acompanhamentos – três pastilhas custam R$ 0,49 –, o valor praticado pela rede passa a ser visto como baixo. “Mesmo porque há lugares que não oferecem nenhum acompanhamento e vendem o cafezinho por R$ 0,80.”

DGABC

Na franquia Fran’s Café, a tabela dita o valor de R$ 1,10 para os pedidos de café expresso. De acordo com a proprietária das unidades da rede em São Caetano, Rosimeire Micheletti, o cálculo utilizado pelo Fran’s é baseado nos custos com o plantio e fabricação do café de marca própria. “Há três fazendas responsáveis pela plantação do café utilizado pelo Fran’s. A mercadoria é, portanto, melhor selecionada, e por isso comercializada por um valor um pouco acima da média do mercado.” Nas lojas da rede, o café expresso é acompanhado por uma pastilha de menta.




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