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Luzdalva Silva Magi
Especial para o Diário

21/09/2010 | 07:05


"Músico - poeta", palavra que possui vários sinônimos de acordo com o país. Os franceses chamam troubadours (trovadores), os alemães minnesang, os escandinavos skalds, os ingleses Scops, os irlandeses chamam bards (bardos), na Idade Média eram chamados menestréis. Assim é Arnaldo Dias Baptista, um menestrel moderno, suas canções derramam romantismo e poesia, mas também contestação e críticas sociais, existencialismo e questionamentos. Quem sente sua poesia percebe a nostalgia de um passado não vivido, a efervescência e rebeldia do rock contemporâneo e o futurismo de alguém a frente de seu tempo. Arnaldo é um artista completo.

A ironia trágica e contemplativa sentida em suas composições é herança de sua bagagem cultural?

ARNALDO BAPTISTA - Não; pois meus dois irmãos discordam de mim (musicalmente).

Você possui a rebeldia, a irreverência e a inocência do rock, mas também toca piano maravilhosamente e faz derramar em seus trabalhos uma suave nostalgia clássica. Explique esta mistura de elementos.

BAPTISTA - Meu lado pianístico é completado pelo som, que com amplificadores valvulados, flue suavemente.

Quais são suas influências literárias e musicais?

BAPTISTA - Literárias: Alexandre Dumas, Edgar Rice Burroughs, Monteiro Lobato e Pierre Closterman. Musicais: Bach, Debussy, West, Bruce and Laing, Beatles, Queen e Yes.

Você guarda a mesma convicção de futuro, a mesma esperança que demonstra nos versos "... Vivo a pensar pra frente/Quando não mais houver cidade/Eu vou te achar/Com mil anos de idade..."?

BAPTISTA - Entreter, com o prazer intelectual, conduz minha vida (quem Esphera sempre alcança).

Segundo Mikhail Bakhtin (teórico literário), o poeta enxerga o mundo através de si e age como um catalisador, que absorve esta visão reinventando a realidade ao seu redor em um processo criativo constante. É assim com você?

BAPTISTA - Em coma senti a imortalidade de quem foi capaz de transformar: a realidade. (Einstein, Pasteur, Cleópatra, Jesus, Allah e Buda)

Sinto traços de vários períodos e influências em sua poesia. Seria resultado da antropofagia do movimento modernista?

BAPTISTA - Quando o talento está lento, fico lendo antropófagos.

Pode-se dizer que o homem Arnaldo está descrito em cada letra, em cada acorde, em cada ‘navegar de novo'?

BAPTISTA - Fico contente com meu: tente (ser). A mente sente a semente e não mente.

Obrigada pela atenção, pela contribuição cultural que você dá ao mundo.

BAPTISTA - O meu sonho tocando em Londres era deixar todos estupefatos, com a qualidade do meu som e meus deuses nos instrumentos: Jack Bruce, Tony Kaye, Nigel Olson e Jimi Page. Mas não deu!

Luzdalva Silva Magi é poeta e professora formada em Letras pelo Centro Universitário Fundação Santo André e autora de artigos na revista ‘Conhecimento Prático de Literatura'



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