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Vai um goulash aí?

Heloísa Cestari
Enviada à Hungria
21/07/2011 | 07:41
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A gastronomia húngara é tão diversa quanto suas influências. As opções vão desde o refinado foie gras (patê de fígado de ganso) até pratos à base de peixes fluviais, como a sopa halászlé. Mas nenhum é tão tradicional quanto o goulash, caldo feito com batata, cenoura, cebola e carne.

Enquanto os gaúchos dos pampas assam o churrasco na vala, os vaqueiros das planícies húngaras preparam a sopa para se esquentar no inverno. E haja páprica picante para conter o frio! No cardápio de especialidades húngaras, o condimento extraído do pimentão é ingrediente onipresente, seguido da cebola e da pimenta preta.

Além de calorosa - os lábios chegam a inchar com tanto ardor -, a comida dos magiares é calórica e abusa da banha de porco.

DGABC

Para conter os excessos à mesa, o governo tem estudado a possibilidade de introduzir um novo imposto: a ‘taxa-hambúrguer'. "Estudos recentes sobre os hábitos alimentares da população e seus reflexos na saúde mostram que os problemas relacionados a um grande consumo de gordura e sal aumentaram", justificou o ministro da Economia György Matolcsy no site do parlamento húngaro.

O imposto deverá incidir sobre qualquer alimento gorduroso ou com altos níveis de sódio, mas promete criar ainda muita polêmica até ser aprovado pelos parlamentares. As redes de restaurantes fast-food, por exemplo, poderão recorrer à Justiça com o argumento de discriminação, já que a culinária típica húngara também nunca foi conhecida por sua leveza.

Discussões à parte, aproveite os preços e a baixa cotação do forint (a moeda da Hungria) frente ao real para se fartar nos boxes do Mercado Municipal de Budapeste enquanto é tempo. Com R$ 15 já dá para comprar uma porção do cobiçado foie gras ou uma garrafa de palinka, a aguardente dos magiares, extraída do bagaço de frutas como pera e ameixa.

Também é possível encontrar garrafas pequenas de Tokaj a R$ 10; latas de páprica doce ou picante; e provar o premiado Aszu, vinho branco bem doce, de sobremesa, fruto do microclima e de um processo de fermentação com fungos patenteado pela Hungria.

Aos mesmo tempo em que o país difundiu a tradição do goulash e dos guisados entre austríacos e tchecos, a culinária húngara absorveu várias influências dos povos invasores. A própria páprica foi herdada dos turcos. E os strudels alemães fazem o maior sucesso nas confeitarias de Budapeste, ao lado, é claro, do tradicionalíssimo somlói galuska, doce coberto de creme de laranja ou rum. Nem pense em deixar a cidade sem experimentar esta delícia.

 

GUIA DE VIAGEM

 

COMO CHEGAR

A TAM opera voos de São Paulo a Viena, na Áustria, com preços a partir de R$ 1.156. O valor não inclui taxa de embarque e pode variar conforme a disponibilidade de assentos. Site: www.tam.com.br.

 

De Viena, partem barcos e trens para Budapeste diariamente. As locomotivas de alta velocidade da Railjet cumprem o percurso em praticamente três horas, com passagens em torno de 43 euros (R$ 95) na segunda classe e 62 (R$ 138) na primeira. Também é possível comprar passes a R$ 119 no site www.raileurope.com.br.

 

PACOTES

A Inspiration Active & Luxury Travel possui pacotes que aliam Hungria e República Tcheca. A viagem inclui visita a Holoko (vilarejo habitado por descendentes dos antigos magiares), ao Parque das Estátuas e ao Museu do Terror em Budapeste; encontro privativo com o diretor da comunidade judaica em Budapeste; aula particular de culinária no restaurante Bagolyvar; tour VIP pela famosa livraria do Monastério Strahov; backstage tour no Teatro Estates; e passeios pelas cidades de spas na Boêmia do Oeste, pelos pontos turísticos de Praga, campos de batalha de Austerlitz e vinícolas da Morávia. Preços sob consulta. Tel.: 3071-4590. Site: www.inspirationtravel.com.br.

 

Para o outono europeu, a AMA Waterways montou quatro roteiros fluviais aos apaixonados por vinho, com direito a desgustações, palestras, visitas a vinhedos e cenários incríveis. O cruzeiro intitulado Danúbio Romântico, de sete noites, a bordo do navio AmaDolce, custa a partir US$ 1.999 por pessoa (mais US$ 690 pelo opcional de três noites em Praga). Parte de Vilshofen e segue até Budapeste passando por Passau, Linz, Melk, Durnstein/Krems, Viena e Bratislava. As saídas estão programadas para os dias 14 e 21 de novembro. Mais informações pelo telefone 3253-7203 ou pelo e-mail [email protected]r.

 

E a CVC possui pacotes de 12 dias pelo Leste Europeu com preços a partir de R$ 6.402,84 por pessoa. O valor inclui o transporte aéreo entre Brasil, Munique (Alemanha) e Budapeste (Hungria); dez noites de hospedagem com café da manhã (duas em Budapeste, duas em Viena, três em Praga e outras três em Berlim); três jantares; serviço de maleteiro; acesso à sala VIP no aeroporto de Guarulhos; seguro-viagem; roteiro de barco pelo Danúbio; Goulash Party e passeios com guia por Budapeste, Viena, Praga, Berlim e Postdam. Tel.: 2191-8700. Site: www.cvc.com.br.

 

ONDE FICAR

Hotel Hilton - Fica num dos melhores pontos da cidade, no Bairro do Castelo, perto de construções históricas como o Bastião dos Pescadores e os quartos têm belíssima vista para o Danúbio. Sua construção demonstrou sensibilidade em relação ao patrimônio arquitetônico do local. O projeto incorpora as ruínas de uma igreja do século 13. Diárias a partir de 110 euros (R$ 245) por casal, sem café da manhã, mais 21% de taxas. Endereço: Hess András, ter 1-3, 1014, Budapeste. Tel.: +36 1 889-6600. Site: www.budapest.hilton.com. E-mail: [email protected].

 

Four Seasons - É um dos mais imponentes de Peste. Tem tarifas a partir de 310 euros (R$ 690) por casal, com café. Endereço: Roosevelt Tér 5-6, 1.051. Tel.: +36 (1) 268-6000. Site: www.fourseasons.com/budapest.

 

Hotel Gellert - É famoso pelos banhos termais e pela decoração refinada. As diárias giram em torno de 200 euros (R$ 445), com café e acesso às piscinas de água quente. Fica em Buda, às margens do Danúbio. Site: www.danubiusgroup.com/gellert.

 

Hotel Spa Rácz - O novíssimo hotel do grupo Leading Hotels tem diárias entre 200 e 850 euros (R$ 445 a R$ 1.888) por casal, com acesso à área de banho termal, que inclui sauna e várias piscinas. O café da manhã é pago à parte e custa 25 euros (R$ 56). Quem não é hóspede também pode usar os banhos e áreas comuns do hotel ao custo de 40 euros (R$ 90) por dia. Vale conhecer o balneário, datado de 1865. Endereço: Hadnagy Útca 8-10, 1.013. Tel.: +36 (1) 266-0606. Site: www.raczhotel.com.

 

ONDE COMER

Onyx - É premiado pelo Guia Michelin como Bib Gourmand e pelo Gault Millau. Boas dicas no cardápio são a torta de fígado de ganso com geleia de vinho Tokaj Furmint e brioche para entrada; o lombo de cordeiro com cebola e vegetais cozidos como prato principal e a torta Esterházy com sorvete de nozes para sobremesa. Endereço: 1051 Budapeste, Vörösmarty, ter 7-8. Tel.: + 36 1 429-9023. Site: www.onyxrestaurant.hu. E-mail: [email protected].

 

Spoon - As refeições são servidas em um barco ancorado às margens do Rio Danúbio, com vista para a Ponte das Correntes, que fica ainda mais linda iluminada à noite. Se você não se incomoda com o sabor picante da páprica, não deixe de experimentar o goulash. O salmão servido no restaurante completa o tour gastronômico a bordo. Os pratos à base de peixe custam cerca de R$ 40, e os preços das carnes e pastas variam de R$ 25 a R$ 30.

 

Restaurante 21 - Fica no Bairro Antigo de Buda, próximo ao Bastião dos Pescadores. Entre as opções do cardápio, sopa húngara de peixe (1.690 forints ou R$ 14), salada mista com queijo e ovos mexidos (1.840 forints ou R$ 15), carpa com pasta e molho de páprica (3.860 forints ou R$ 31,50), perna de ganso com pretzel (3.760 forints ou R$ 31) e panqueca brulée (1.280 forints ou R$ 10,50). Tel.: +36 (1) 202-2113. Site: www.21restaurant.hu. Endereço: H-1014 Budapeste, Fortuna.

 

Gundel - É o restaurante tradicional mais famoso da Hungria. Vale pedir o menu nem que seja para tomar um suco. Endereço: Allatkerti ut, 2, ut City Park, em Peste. Tel.: +36 (1) 468-4040. Site: www.gundel.hu.

New York Café - É uma joia arquitetônica do século 19. Só o ambiente, com tapetes vermelhos, lustres de cristal e som de piano ao vivo, já vale o jantar, mas a comida também é espetacular, com preços em torno de 8.000 forints (R$ 65). Fica na Erzsébet krt. 9-11.1073. Tel.: +36 (1) 8866-111. Site: www.newyorkcafe.hu.

 

Café Reteshaz - Intitula-se como a primeira casa de strudels de Peste. Vale parar ali à tarde para tomar um chá ou chocolate quente e conferir a farta variedade de recheios do folhado mais famoso da capital húngara, chamado de réteseink na língua deles. Tem recheio de ginja (cereja ácida, semelhante à amarena) com sementes de papoula, túros (o requeijão da Hungria), queijo cotage com cerejas, damasco e ameixa, além do tradicional apfelstrudel de maçã. Funciona todos os dias, das 10h às 23h. Endereço: 1.051 Budapest, Október 6. str.22. Tel.: +36 (1) 428-0134. Site: www.reteshaz.com.

 

Café Gerbeaud - É o paraíso de turistas e chocólatras saudosistas. O piano escapou por pouco de afundar no Titanic (só não embarcou no transatlântico porque não ficou pronto a tempo) e suas mesinhas ao ar livre ocupam uma agradável praça na Vörösmarty, onde músicos de rua costumam dar suas palhinhas e passar o chapéu. Site: www.gerbeaud.hu.

 

CLIMA

Temperado continental, com inverno úmido e verão quente. A temperatura média anual é de 9,7ºC, com extremos de -29°C e 42°C.

 

MOEDA

Forint, cotado a R$ 0,008. Ou seja, com R$ 1 é possível comprar 123 forints. Mas a maioria dos estabelecimentos comerciais também aceita euros.

 

TELEFONE

Para chamadas interurbanas dentro do país (exceto para quem liga da capital), disque 06 antes do código da cidade. O código telefônico de Budapeste é 1.

 

TRANSPORTE

O sistema de ônibus, bondes e metrôs de Budapeste é barato e eficiente. Ajuda a poupar as pernas, desde que você memorize o nome certo da estação onde pretende descer. Além das ferrovias, as estradas foram repaginadas e apresentam boas condições para quem prefere alugar um carro. Também é possível seguir a outras cidades e países, como Viena e Bratislava, a bordo das várias embarcações fluviais que circulam pelo Danúbio.

 

BUDAPEST CARD

Dá direito a transporte público, ingressos em museus e atrações turísticas, restaurantes, programas, eventos etc. Há cartões com validade de 48 e 72 horas. Confira as condições no site www.budapestcard.com.

 

COMPRAS

O calçadão da Váci útca é a principal rua de compras. O trecho que vai da Praça Vörösmarty até a altura da Ponte Elizabeth, em especial, concentra uma infinidade de lojas de grife como Gucci ou Louis Vitton. Já o espaço entre a ponte e o Mercado Municipal reúne lojinhas de suvenires, antiquários e banquinhas de artesanato. Vale entrar no mercado para comprar páprica, garrafas de Tokaj ou apenas curtir o vai e vem de húngaros e turistas em meio a camisetas e ímãs de geladeira com símbolos magiares.

 

GUIA

Os guias de turismo Bencze Péter (lá, o sobrenome é escrito na frente, mas pode chamá-lo de Péter) e Piros Ákos (idem) são fluentes em português e conhecem cada pedacinho de Budapeste como a palma da mão. Vale contatar o Péter pelo telefone +36 (70) 942-2652 ou pelo skype: peter.bencze. Para falar com Ákos, ligue no número +36 (30) 335-5823.

 

PASSEIOS

Memento Park - Abre todos os dias, das 10h até o pôr do sol. As entradas custam 1.500 forints (R$ 12). Estudantes pagam 1.000 forints (R$ 8). Fica meio afastado da cidade, na esquina da Balatoni út com a Szabatkai utca.Tel.: +36 (1) 424-7500. Site: www.mementopark.hu.

 

RiverRide - Os passeios a bordo do ônibus anfíbio são realizados todos os dias, com saídas da Praça Roosevelt às 11h, 13h e 15h. As passagens custam 7.500 forints (R$ 61) para adultos e 5.000 forints (R$ 41) para crianças de 6 a 14 anos. Menores de 6 anos não pagam. Tel.: +36 (1) 3322-555. Site: www.riverride.com.

 

Bastião dos Pescadores - Paga-se 500 forints (R$ 4) para subir até a parte de cima da fortificação e 990 forints (R$ 8) para visitar a Igreja de Nossa Senhora de Buda (ou do Rei Matias, como preferem os locais). Crianças de até 6 anos têm acesso gratuito. Já estudantes e idosos pagam 250 e 650 forints (R$ 2 e R$ 5), respectivamente.

 

Hospital da Rocha - Custa 3.000 forints (R$ 24) para visitar o abrigo subterrâneo, que fica aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 19h. O labirinto não pode ser percorrido sem a companhia de um guia local.

 

Parlamento - Brasileiros pagam 3.400 forints (R$ 28) para visitar o edifício. Na entrada, é necessário apresentar passaporte (ou outro documento com foto) e passar por um detector de metais.




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