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Orlando Mattos a um clique

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Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

04/04/2010 | 07:02


Enquanto o Museu de Arte Orlando Mattos não sai do papel em Diadema, a obra do artista plástico ganha um espaço virtual de exposição. Na quarta-feira (31), dia em que Orlando Mattos (1917-1992) completaria 93 anos, entrou no ar o site sobre a vida e obra do paranaense que se dedicou à pintura, fez carreira na imprensa paulista e carioca como cartunista e morou os últimos 40 anos de sua vida no Grande ABC.

Telas, desenhos, fotos, vídeo e a biografia do artista estão disponíveis em uma página eletrônica de fácil navegação e boa qualidade. Pode ser acessada no endereço www.cidadespaulistas.com.br. Também pode ser visto, digitalmente, o livro sobre Mattos que a Prefeitura de Diadema publicou em 2007.

Segundo Luiz Carlos Mattos, filho do artista, o site será importante para reavivar o trabalho do pai. "Ele era tímido, não era muito de divulgar. Agora, com esse resgate, podemos pensar em exposições em São Paulo e até no Exterior", afirma.

Um destaque é o vídeo gravado com Orlando Mattos seis meses antes de sua morte. "Infelizmente ele não viu a gravação. E agora é emocionante ouvir a voz dele, é de arrepiar", comenta o filho.

A diretora do Portal Cidades Paulistas, Luciana Gradilone Paternostro, classifica como "amor à primeira vista" seu primeiro contato com a obra de Mattos. Com formação em arte educação, Luciana acredita que a internet será útil para democratizar a produção do artista, mas entende que não substitui a visita presencial. "Ao vivo as telas possuem uma vibração diferente, como se viesse de dentro, do espírito dele. Nosso objetivo agora é dar força para que o projeto do Museu Orlando Mattos aconteça", diz.

O museu foi criado em 18 de março de 2008, por lei sancionada pelo então prefeito de Diadema José de Filippi Junior. "Agradecemos tudo o que a Prefeitura tem feito por nós, mas queremos saber se teremos esse espaço para expor e preservar as obras", afirma Luiz Carlos.

Em nota, a Prefeitura informa que no momento não há projeto de criação de novo museu na cidade. "No entanto, a Secretaria de Cultura estuda a possibilidade de implantar uma pinacoteca no município, com o nome do artista Orlando Mattos, o que depende de parceria da iniciativa privada", explica o comunicado.

Por enquanto, cerca de 2.000 obras, entre pinturas e desenhos, além de objetos e documentos, estão armazenados na casa da família, no bairro Eldorado. "Acondicionamos tudo da melhor maneira possível, mas nem sempre é a forma adequada", afirma Luiz Carlos.

Revolução com o fuzil e com a pena

"Ele (Orlando Mattos) fez duas revoluções: uma com o fuzil e outra com o bico de pena", diz Luiz Carlos Mattos, filho do artista plástico.

Aos 15 anos, Orlando Mattos adulterou seu documento para se alistar no Exército e ser combatente na Revolução de 1932. Alguns anos depois, passou a usar o desenho como forma de expressão. Aos 18, já colaborava para diversas publicações.

Como profissional da ilustração atuou em grandes jornais e revistas, desenvolvendo boa capacidade crítica. Aposentou-se em 1970, na Folha de S.Paulo. Teve passagens também por editoras e pela publicidade.

Nas artes plásticas, Mattos apresentou um traço original e criatividade surpreendente. Entre os temas que mais pintou estão a religiosidade, o trabalho e a sensualidade feminina. "Se Portinari é importante para o Brasil, Orlando Mattos também é. Seu trabalho é maduro, evoluído, criativo, expressivo", afirma a arte educadora Luciana Gradilone Paternostro, responsável pelo Portal Cidades Paulistas.

O artista participou de exposições coletivas em várias cidades do Estado e teve sala especial em salões de arte da região. Também expôs no Exterior, em países como Canadá (1971) e Japão (1980). Sua última mostra foi em 2007, uma retrospectiva realizada no Centro Cultural Diadema.

Luiz Carlos e sua mãe Edith Mattos lutam para preservar toda essa história. "Não queremos que tudo isso se acabe no vento", diz o filho.



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