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Vereador diz que há
propina no governo Lauro

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governista, Reinaldo Meira revela que ex-funcionário
da Prefeitura de Diadema cobrava suborno de feirantes


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

15/03/2015 | 07:00


Vereador do bloco de sustentação do governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), Reinaldo Meira (PR) revelou a prática de cobrança de propina e existência de funcionário fantasma dentro da administração verde. A afirmação foi gravada em diálogo do parlamentar com uma de suas apoiadoras eleitorais. O áudio, ao qual o Diário teve acesso, está nas mãos do Ministério Público para investigação da promotoria local.

Na gravação de 42 minutos realizada no segundo semestre de 2013, Reinaldo Meira tenta convencer uma mulher a ir trabalhar na Prefeitura numa cota dada pelo prefeito em troca de apoio na Câmara. Durante o diálogo, o republicano relata que dois de seus apadrinhados no Paço cometeram crimes administrativos.

Um funcionário é José Eliezer Júnior, conhecido como Júnior Costa. Ele foi indicado para trabalhar na Secretaria de Segurança Alimentar na gestão de Manoel José da Silva, o Adelson, presidente do PSB municipal e que não faz mais parte do governo Lauro. “Você sabe o que o Eliezer estava fazendo? Era para ser líder entre os ambulantes, feirantes e comerciantes, mas ele estava querendo cobrar propina, aterrorizando a todos e afastando eles de mim”, conta o vereador.

Segundo a Prefeitura de Diadema, Eliezer ficou cinco meses na administração, entre abril e setembro de 2013. Foi desligado “por não atender ao perfil exigido ao cargo”. O governo não citou se a acusação de cobrança de propina pesou na exoneração. Com o apelido Júnior Costa, ele foi candidato a deputado federal na eleição de 2014, pelo PEN. Recebeu 54 votos.

Na sequência, Reinaldo Meira detalha mais uma irregularidade no governo Lauro. Uma de suas indicadas, identificada como Célia, estava nomeada, mas não trabalhava. O republicano conta, no áudio, que a servidora, em vez de dar expediente normal, passava as manhãs em instituição de ensino. “Olha o que a Célia fez comigo. ‘E sua faculdade, dá para fazer?’ (Meira reproduz diálogo que teve com Célia). ‘Resolvi o problema da minha faculdade, vou fazer à noite’ (ela responde ao vereador). ‘Beleza, então dá para mandar você para Prefeitura’ (ele complementa). Ela está indo para faculdade de dia, faltando de dia e à tarde no serviço. Isso dá cassação até para o prefeito. Como você comprova que ela está em dois lugares ao mesmo tempo?”, afirma o parlamentar, admitindo a ilegalidade no caso.

A existência de funcionário fantasma é caracterizada como peculato, que é o desvio de dinheiro público, porque o servidor recebia recursos normalmente sem cumprir com suas obrigações contratuais.

“A Célia quase foi expulsa da Prefeitura. Fazendo faculdade de manhã e indo trabalhar à tarde? O prefeito ficou louco. Dá cassação de mandato”, reforçou Reinaldo Meira, na conversa com sua apoiadora.

O governo Lauro informou que não encontrou registros de Célia no banco de dados de funcionários. A administração verde não comentou se abrirá medida disciplinar para apurar as acusações feitas pelo vereador governista.

Reinaldo Meira evitou comentar o áudio, alegando não se recordar do teor da conversa. “Não posso opinar porque não sei que conversa poderia ser essa nem com quem.” 



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