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Ciro Gomes nega desistência de candidatura
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11/04/2010 | 07:55
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Alvo de nova ofensiva comandada pelo Palácio do Planalto para que retire sua pré-candidatura à Presidência, o deputado Ciro Gomes (PSB) negou ontem que esteja prestes a firmar acordo para integrar coligação de apoio à ex-ministra Dilma Rousseff (PT).

A negativa foi feita por telefone, no mesmo momento em que o vereador Gabriel Chalita (PSB) participava de ato com a petista no Grande ABC. "No que depender de mim, eu continuo candidato", afirmou Ciro. "Chalita pode bater palmas para quem ele quiser. Eu não me incomodo", minimizou o deputado.

Ciro confirmou que conversou nos últimos dias com a cúpula do PSB sobre a manutenção de sua pré-candidatura. Disse ter insistido no argumento de que sua entrada na disputa é essencial para o País.

"Eu disse claramente três coisas ao comando do meu partido. Primeiro, quero ser candidato, mas não se trata de brigar com ninguém. Segundo, acho que minha participação na disputa é essencial para o País e para o partido. Terceiro, enxergo na minha candidatura um imperativo moral", disse Ciro.

Questionado, negou que esteja incomodado com a pressão do Planalto, que já estuda lhe oferecer ministério estratégico em eventual governo Dilma. "Não se trata de pressão, todos estão conversando claramente."

Marina Silva - A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, reuniu-se ontem em Belo Horizonte (MG) com cerca de 10 denominações evangélicas com o objetivo de definir as formas de engajamento dessas igrejas em sua campanha. "As visitas aos Estados é importante para conhecer suas diferentes realidades e demandas. Temos que interagir com diferentes setores, não dá para pensar de forma genérica. Precisamos conhecer as necessidades regionais", disse.

Antes do encontro, fechado para a imprensa, Marina Silva comentou sobre o lançamento oficial da pré-candidatura de seu adversário, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), durante encontro do PSDB em Brasília.

Para a senadora , seu principal aliado para combater o "Golias", como ela mesma já havia comparado a disputa, será o discurso. "Para mim, o mais importante é a mensagem. As pessoas vão ter a oportunidade de ver a mensagem e os projetos de cada pré-candidatura e associar esses projetos com o que elas pensam para o futuro do Brasil", disse.

Sobre a falta de recursos do PV, em comparação com seus adversários, a ex-ministra do Meio Ambiente demonstrou confiança em seus seguidores. "Não temos grande estrutura, mas acho que temos a capacidade de mobilizar os corações e mentes dos brasileiros.

Temos jovens, diversos segmentos da sociedade, pessoas ligadas aos movimentos sociais. A luta socioambiental tem mais de 30 anos, com muitas experiências positivas sendo formuladas e até implementadas em diferentes partes do Brasil", afirmou.




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