Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 18 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

USF de Sto.André aplica vacina vencida em crianças

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mãe de bebê de 2 meses percebeu problema dias depois, em casa; Prefeitura garante tratar-se de casos pontuais


Daniel Macário
Especial para o Diário

05/03/2015 | 07:00


Um bebê de 2 meses tomou vacina contra o rotavírus vencida na USF (Unidade de Saúde da Família) Vila Linda, em Santo André. Há pelo menos mais um caso de criança imunizada com a vacina fora da data de validade.

Segundo a responsável pela criança de 2 meses, a auxiliar de departamento de compras Kelly de Oliveira Sonoda, 31 anos, apesar de a dose ter sido ministrada no dia 18 de fevereiro, somente no início deste mês ela tomou conhecimento de que o lote estava vencido desde janeiro. “Estava tudo certo até então. Quando fui olhar a carteirinha dela, percebi na etiqueta que o lote estava vencido na data que foi aplicado em minha filha. Fiquei desesperada e fui até a unidade onde aconteceu o fato”, relata.

De acordo com a mãe de Kayumi de Oliveira Soneda, ao se dirigir à USF, ela ouviu dos próprios funcionários a confirmação da falha. “Quando mostrei a carteirinha, assumiram o erro e falaram que a única coisa que poderia ser dita naquele momento era um pedido de desculpa e a confirmação de que o lote seria encaminhado para a Vigilância Sanitária.”

Segundo Kelly, os funcionários da USF se prontificaram em atender o bebê na ocasião para diagnosticar seu quadro clínico, mas ela preferiu recusar. “Decidi ir à unidade do meu convênio para escutar outros especialistas. Lá fui atendida por pediatra e infectologista. Na ocasião, eles apontaram que minha filha estava bem, porém, fizeram ressalvas de que deveria acompanhar se as fezes não teriam sangue.”

Apesar disso, a responsável por Kayumi decidiu não recusar outra avaliação clínica na USF, que está agendada para o dia 10. “Quero que ela fique em observação durante o tempo que for necessário.”

Em nota, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, afirmou tratar-se de casos pontuais. Foi instaurado inquérito administrativo para apuração de responsabilidades dos trabalhadores da USF da Vila Linda, ressaltando que os funcionários envolvidos serão penalizados. “Após conhecimento dessa situação, está sendo realizada a busca ativa das crianças vacinadas no período de 2 a 27 de fevereiro, além de 2 de março, nesta unidade específica, além dos outros 32 postos da atenção básica, como medida preventiva. O lote já foi descartado na unidade, procedimento de rotina em casos de validades vencidas.” Há pelo menos mais um caso confirmado, que está sendo investigado, segundo o Executivo.

A nota ressalta que a Vigilância Epidemiológica já foi comunicada na segunda-feira, inclusive com o envio da ficha de procedimento inadequado por parte da direção da unidade de Saúde, para providências cabíveis.

Além disso, a Secretaria de Saúde informa que promove educação permanente para os profissionais da área, a fim de capacitá-los em suas tarefas, neste caso, cuidados básicos e aplicação de vacinas. Em média, por mês, cerca de 30 mil usuários do SUS são imunizados na rede municipal de Saúde, sem qualquer tipo de intercorrência.

Especialista descarta necessidade de revacinação

O médico Valter Pinho dos Santos, chefe do serviço de Infectologia Pediátrica da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), afirma que é improvável que a vacina contra o rotavírus vencida aplicada em crianças em USF (Unidade de Saúde da Família) de Santo André cause algum efeito colateral. Isso porque ele explica que há uma margem de segurança na data de vencimento dos medicamentos. “Claro que vacinas vencidas não devem ser aplicadas, mas com pouco tempo de vencimento, como é o caso, é difícil causar efeitos adversos.”

Ele explicou também que não há necessidade de revacinação das crianças, que estarão protegidas contra o rotavírus. Porém, Santos fez questão de alertar sobre a importância da imunização. “Diante de casos pontuais, os pais não podem deixar de levar seus filhos para serem protegidos. A doença pode matar. A vacinação é o meio de proteger a criança contra a patologia.”

Vale ressaltar que o Brasil foi o primeiro País a incluir a vacina contra o rotavírus no SUS (Sistema Único de Saúde). Desde 2006, todos os brasileiros se beneficiam da vacina, que previne o vírus que causa principalmente a gastroenterite, infecção que agride o estômago e o intestino.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

USF de Sto.André aplica vacina vencida em crianças

Mãe de bebê de 2 meses percebeu problema dias depois, em casa; Prefeitura garante tratar-se de casos pontuais

Daniel Macário
Especial para o Diário

05/03/2015 | 07:00


Um bebê de 2 meses tomou vacina contra o rotavírus vencida na USF (Unidade de Saúde da Família) Vila Linda, em Santo André. Há pelo menos mais um caso de criança imunizada com a vacina fora da data de validade.

Segundo a responsável pela criança de 2 meses, a auxiliar de departamento de compras Kelly de Oliveira Sonoda, 31 anos, apesar de a dose ter sido ministrada no dia 18 de fevereiro, somente no início deste mês ela tomou conhecimento de que o lote estava vencido desde janeiro. “Estava tudo certo até então. Quando fui olhar a carteirinha dela, percebi na etiqueta que o lote estava vencido na data que foi aplicado em minha filha. Fiquei desesperada e fui até a unidade onde aconteceu o fato”, relata.

De acordo com a mãe de Kayumi de Oliveira Soneda, ao se dirigir à USF, ela ouviu dos próprios funcionários a confirmação da falha. “Quando mostrei a carteirinha, assumiram o erro e falaram que a única coisa que poderia ser dita naquele momento era um pedido de desculpa e a confirmação de que o lote seria encaminhado para a Vigilância Sanitária.”

Segundo Kelly, os funcionários da USF se prontificaram em atender o bebê na ocasião para diagnosticar seu quadro clínico, mas ela preferiu recusar. “Decidi ir à unidade do meu convênio para escutar outros especialistas. Lá fui atendida por pediatra e infectologista. Na ocasião, eles apontaram que minha filha estava bem, porém, fizeram ressalvas de que deveria acompanhar se as fezes não teriam sangue.”

Apesar disso, a responsável por Kayumi decidiu não recusar outra avaliação clínica na USF, que está agendada para o dia 10. “Quero que ela fique em observação durante o tempo que for necessário.”

Em nota, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, afirmou tratar-se de casos pontuais. Foi instaurado inquérito administrativo para apuração de responsabilidades dos trabalhadores da USF da Vila Linda, ressaltando que os funcionários envolvidos serão penalizados. “Após conhecimento dessa situação, está sendo realizada a busca ativa das crianças vacinadas no período de 2 a 27 de fevereiro, além de 2 de março, nesta unidade específica, além dos outros 32 postos da atenção básica, como medida preventiva. O lote já foi descartado na unidade, procedimento de rotina em casos de validades vencidas.” Há pelo menos mais um caso confirmado, que está sendo investigado, segundo o Executivo.

A nota ressalta que a Vigilância Epidemiológica já foi comunicada na segunda-feira, inclusive com o envio da ficha de procedimento inadequado por parte da direção da unidade de Saúde, para providências cabíveis.

Além disso, a Secretaria de Saúde informa que promove educação permanente para os profissionais da área, a fim de capacitá-los em suas tarefas, neste caso, cuidados básicos e aplicação de vacinas. Em média, por mês, cerca de 30 mil usuários do SUS são imunizados na rede municipal de Saúde, sem qualquer tipo de intercorrência.

Especialista descarta necessidade de revacinação

O médico Valter Pinho dos Santos, chefe do serviço de Infectologia Pediátrica da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), afirma que é improvável que a vacina contra o rotavírus vencida aplicada em crianças em USF (Unidade de Saúde da Família) de Santo André cause algum efeito colateral. Isso porque ele explica que há uma margem de segurança na data de vencimento dos medicamentos. “Claro que vacinas vencidas não devem ser aplicadas, mas com pouco tempo de vencimento, como é o caso, é difícil causar efeitos adversos.”

Ele explicou também que não há necessidade de revacinação das crianças, que estarão protegidas contra o rotavírus. Porém, Santos fez questão de alertar sobre a importância da imunização. “Diante de casos pontuais, os pais não podem deixar de levar seus filhos para serem protegidos. A doença pode matar. A vacinação é o meio de proteger a criança contra a patologia.”

Vale ressaltar que o Brasil foi o primeiro País a incluir a vacina contra o rotavírus no SUS (Sistema Único de Saúde). Desde 2006, todos os brasileiros se beneficiam da vacina, que previne o vírus que causa principalmente a gastroenterite, infecção que agride o estômago e o intestino.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;