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Empresa de robótica expande operações

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/08/2011 | 07:30


Um segmento sobre o qual ainda pouco se fala no País, mas muito se lucra, é a robótica. A fabricação de robôs para a automação industrial não atinge 10% do que é produzido nos Estados Unidos, mas, sem dúvida, é um setor promissor. A Motoman Robótica do Brasil está investindo cerca de R$ 1 milhão na expansão de sua sede e mudança de São Bernardo para Diadema.

A alteração de endereço, da Via Anchieta para a Avenida Piraporinha teve o fator espaço como determinante. "Não encontramos nenhuma área ampla em São Bernardo. Tentamos negociar com a Makita e a Kalunga, mas não deu certo", conta o gerente de engenharia Gustavo Barini. A nova sede terá 4.500 metros quadrados, espaço três vezes maior que o anterior.

O aporte só não foi maior porque a empresa negociou com um investidor, que adquiriu o terreno em Diadema e empregou cerca de R$ 3 milhões, para alugar o local - que, segundo Barini, está sendo construído de acordo com as necessidades da Motoman, que tem contrato de locação por dez anos. A mudança deve ocorrer em novembro e as novas operações terão início em janeiro.

"Não tínhamos mais espaço para construir os robôs. Se continuássemos no local, teríamos de brecar o crescimento da empresa", explica o engenheiro. A Motoman fatura em torno de R$ 40 milhões por ano e, só no ano passado, cresceu 50%. A expectativa é manter percentual médio de expansão anual entre 15% e 20%.

CENÁRIO - No País, muitos empresários têm receio de adquirir um robô, avalia Barini, por medo de arriscar no novo. "É cultural. E, por ser um segmento novo, muitos ainda preferem manter sua linha de produção, ainda que despendam mais com isso", conta. Ele se refere ao fato de se dar preferência ao uso de máquinas dedicadas, específicas para uma determinada linha e com custo até três vezes maior. "O robô funciona com qualquer tipo de caixa ou pallet (espécie de estrado de madeira que transporta mercadorias). Ele é muito flexível."

Um robô tem variação de preços entre R$ 40 mil e R$ 300 mil, porém, é necessário investir também no restante do sistema. Por exemplo, uma das funções que ele pode exercer é a pintura que inclui, além da máquina, as pistolas e o tanque de tinta. Barini avisa que a maioria dos pacotes de automação industrial é customizada. Outros usos do robô são solda, manipulação e lixamento.

Dentre os setores que a Motoman atua estão as indústrias automotiva, alimentícia, de implementos agrícolas e siderúrgicas. A automobilística, porém, responde por 80% de seus clientes.

A empresa, que integra o grupo japonês Yaskawa, abastece as montadoras Toyota e Honda. De acordo com o engenheiro, cada fabricante tem de cumprir acordo global, portanto, como as duas são também são japonesas, o sistema de automação utilizado é deles.

 

Formação para atuar no setor ainda é escassa no País

Embora o segmento de robótica esteja conquistando seu espaço no País, ainda falta mão de obra, o que é um grande percalço. Isso porque não existe por aqui, ainda, uma graduação que já forme o profissional para atuar com automação industrial. "Hoje é muito difícil achar um jovem que, além de fazer faculdade de engenharia, realize, por fora, cursos extracurriculares para obter a especialização", desabafa o gerente de engenharia da Motoman Robótica do Brasil, Gustavo Barini.

Com a expansão da sede da empresa no Brasil, a empresa vai aumentar também seu quadro de funcionários que, em 2007 era de 12 trabalhadores diretos, passou a 70 (mais 15 indiretos) e deve chegar a 80. Os profissionais que serão contratados estão entre engenheiros mecânicos, elétricos, mecatrônicos, assistente administrativo, gerente, técnico em montagem e estagiário. "Um dos nossos problemas nós já resolvemos, que era a falta de espaço. Agora resta encontrar profissionais qualificados."



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Empresa de robótica expande operações

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/08/2011 | 07:30


Um segmento sobre o qual ainda pouco se fala no País, mas muito se lucra, é a robótica. A fabricação de robôs para a automação industrial não atinge 10% do que é produzido nos Estados Unidos, mas, sem dúvida, é um setor promissor. A Motoman Robótica do Brasil está investindo cerca de R$ 1 milhão na expansão de sua sede e mudança de São Bernardo para Diadema.

A alteração de endereço, da Via Anchieta para a Avenida Piraporinha teve o fator espaço como determinante. "Não encontramos nenhuma área ampla em São Bernardo. Tentamos negociar com a Makita e a Kalunga, mas não deu certo", conta o gerente de engenharia Gustavo Barini. A nova sede terá 4.500 metros quadrados, espaço três vezes maior que o anterior.

O aporte só não foi maior porque a empresa negociou com um investidor, que adquiriu o terreno em Diadema e empregou cerca de R$ 3 milhões, para alugar o local - que, segundo Barini, está sendo construído de acordo com as necessidades da Motoman, que tem contrato de locação por dez anos. A mudança deve ocorrer em novembro e as novas operações terão início em janeiro.

"Não tínhamos mais espaço para construir os robôs. Se continuássemos no local, teríamos de brecar o crescimento da empresa", explica o engenheiro. A Motoman fatura em torno de R$ 40 milhões por ano e, só no ano passado, cresceu 50%. A expectativa é manter percentual médio de expansão anual entre 15% e 20%.

CENÁRIO - No País, muitos empresários têm receio de adquirir um robô, avalia Barini, por medo de arriscar no novo. "É cultural. E, por ser um segmento novo, muitos ainda preferem manter sua linha de produção, ainda que despendam mais com isso", conta. Ele se refere ao fato de se dar preferência ao uso de máquinas dedicadas, específicas para uma determinada linha e com custo até três vezes maior. "O robô funciona com qualquer tipo de caixa ou pallet (espécie de estrado de madeira que transporta mercadorias). Ele é muito flexível."

Um robô tem variação de preços entre R$ 40 mil e R$ 300 mil, porém, é necessário investir também no restante do sistema. Por exemplo, uma das funções que ele pode exercer é a pintura que inclui, além da máquina, as pistolas e o tanque de tinta. Barini avisa que a maioria dos pacotes de automação industrial é customizada. Outros usos do robô são solda, manipulação e lixamento.

Dentre os setores que a Motoman atua estão as indústrias automotiva, alimentícia, de implementos agrícolas e siderúrgicas. A automobilística, porém, responde por 80% de seus clientes.

A empresa, que integra o grupo japonês Yaskawa, abastece as montadoras Toyota e Honda. De acordo com o engenheiro, cada fabricante tem de cumprir acordo global, portanto, como as duas são também são japonesas, o sistema de automação utilizado é deles.

 

Formação para atuar no setor ainda é escassa no País

Embora o segmento de robótica esteja conquistando seu espaço no País, ainda falta mão de obra, o que é um grande percalço. Isso porque não existe por aqui, ainda, uma graduação que já forme o profissional para atuar com automação industrial. "Hoje é muito difícil achar um jovem que, além de fazer faculdade de engenharia, realize, por fora, cursos extracurriculares para obter a especialização", desabafa o gerente de engenharia da Motoman Robótica do Brasil, Gustavo Barini.

Com a expansão da sede da empresa no Brasil, a empresa vai aumentar também seu quadro de funcionários que, em 2007 era de 12 trabalhadores diretos, passou a 70 (mais 15 indiretos) e deve chegar a 80. Os profissionais que serão contratados estão entre engenheiros mecânicos, elétricos, mecatrônicos, assistente administrativo, gerente, técnico em montagem e estagiário. "Um dos nossos problemas nós já resolvemos, que era a falta de espaço. Agora resta encontrar profissionais qualificados."

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