Com a entrega, a Prefeitura garante que as viagens vão ficar mais rápidas. A previsão é de que o novo sistema diminua o tempo do percurso das viagens em pelo menos 20 minutos, além de desafogar o trânsito na região central do município. Ao desembarcar no terminal, os usuários pegarão uma das 14 novas linhas alimentadoras, todas da Expresso Guarará – empresa responsável por toda a obra –, e esperar aproximadamente dois minutos para trocarem de ônibus. Os veículos servem os moradores de 14 bairros da cidade. A tarifa continua a ser R$ 1,40, com a baldeação gratuita entre um ônibus e outro.
Algumas linhas vão mudar de itinerários e parte vai deixar de fazer o percurso obrigatório até o Centro. Para isso, a empresa irá disponibilizar três linhas troncos que irão atender apenas aos usuários que utilizarem a condução a partir do terminal.
Os ônibus irão operar para diferentes destinos, mas a gerência aposta que a linha TR 101 (estação Santo André – via Capitão Mário Toledo de Camargo) será a mais usada por moradores da região porque é a que passa pelo corredor.
Além dela, serão oferecidas viagens rápidas com destino ao Paço (TR 103 – via Dom Pedro I e Perimetral) e à estação, com a TR 141 (via Vila Junqueira e Perimetral). Apesar de a frota pertencer à Expresso Guarará, a Viação Padroeira irá operar a linha B 47 (Terminal/Vila Palmares/Fundação Santo André).
As duas linhas perimetrais (antigas linhas T 35, T 37 e T 39) não passarão pelo terminal e seguem do bairro Represa e Clube de Campo diretamente ao Centro.
A diretora da empresa Guarará e do terminal, Rosângela Gabrilli, afirmou que a obra – que durou três anos e teve um atraso de cinco meses – custou R$ 18 milhões. “O investimento é alto, mas compensa porque temos a concessão para operar o sistema por 25 anos renováveis”, afirmou.
No projeto, a empresa ainda optou por trocar o número dos ônibus e substituir as linhas T por AL. Para evitar confusões, a EPT (Empresa Pública de Transportes) – gerenciadora e fiscalizadora do terminal – irá distribuir folhetos explicativos, já que os ônibus contarão apenas com a nova identificação. Porém, segundo a administrador do terminal, Mauro Kuriyama, o material ainda não está à disposição. “Deverá chegar sábado. Vamos ter uma equipe para orientar os passageiros”, disse.
Atraso – O terminal de Vila Luzita era previsto para ser concluído há cinco meses, mas atrasos na obra e na conclusão dos corredores adiaram sua inauguração. A licitação para a construção do terminal foi feita há três anos. Somente um ano depois as obras começaram a avançar.
A obra envolveu também a construção de duas pontes sobre o córrego Guarará, que corre em direção ao Centro, a partir da avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. As pontes, nas ruas Buri e Xavante, servem como opção de desvio aos motoristas que querem retornar pela avenida. A conversão direta foi proibida.
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