
Ainda na segunda-feira, segundo a polícia, eles confessaram ter praticado oito estupros e disseram que não esperavam ser capturados pela polícia. Eles estão detidos na Delegacia Sede de Ribeirão Pires. Segundo a declaração das vítimas, os acusados agiam sempre em dupla, a bordo de um Escort branco, e as abordavam como assaltantes, usando uma arma.
Como a dupla confessou oito estupros, o chefe de investigação de Ribeirão Pires, Antonio Francisco Nunes Lopes, acredita que outras mulheres violentadas, que não teriam registrado ocorrência, vão procurar a polícia nos próximos dias. “Provavelmente algumas vítimas tiveram medo de contar o que aconteceu com elas”, disse Nunes.
Os acusados alegaram ter usado uma arma de brinquedo, que já foi encontrada pela polícia, para praticar os crimes. No entanto, em busca na casa de Moraes, a polícia achou um revólver calibre 38. A arma, entretanto, está devidamente registrada no nome do pai do suspeito, que afirmou à polícia nunca ter se descuidado ao manter o revólver guardado.
“Ainda não sabemos qual arma foi usada nos estupros”, disse Nunes. Apenas uma das vítimas afirmou à polícia ter certeza de que a arma era verdadeira. Segundo o delegado titular da Delegacia Sede de Ribeirão Pires, Mariano Rosa, o uso de uma arma de brinquedo pode até agravar o crime do indiciado. “Além de submetê-las, eles também teriam enganado as vítimas”, disse.
Moraes e Ferreira estão em prisão provisória até sábado, data do prazo máximo para que a polícia entregue o inquérito com todas as provas e, com isso, consiga a prisão provisória dos suspeitos, que deve se estender até o julgamento. “Apenas o reconhecimento de uma vítima é o suficiente para pedir a prisão provisória”, afirmou Nunes.
A advogada de Moraes, Lelimar dos Santos, afirmou ao Diário que seu cliente nega os estupros. “Ele falou que transou com essas mulheres com o consentimento de todas elas”, contou Lelimar. A advogada disse que ainda não sabe qual será a defesa de Moraes. Se condenados, os acusados podem pegar de 6 a 30 anos de prisão. Moraes e Ferreira não tinham passagem anterior pela polícia.
Ferreira disse à polícia que o Escort branco é de seu irmão. No entanto, o irmão do acusado, ouvido nesta quarta pelo Diário, afirmou que o carro é mesmo de Ferreira. O documento está no nome do antigo dono, que vendeu o carro há cerca de nove meses.
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