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Aisha pega o bonde andando em ‘Alma Gêmea’


André Bernardo
Da TV Press

29/11/2005 | 08:16


Quando foi convidada para interpretar a sestrosa Ritinha em Cabocla (Globo), Aisha Jambo teve todo o tempo do mundo para se preparar para a personagem. Antes mesmo de a novela estrear, aprendeu a andar a cavalo, a ordenhar vaca e a arriscar uns pontos de bordado, costura e tapeçaria. Dessa vez, porém, foi diferente. Convocada pela direção da Globo para integrar o elenco de Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco, a moça não teve lá muito tempo para compor a misteriosa Sabina. O máximo que conseguiu foi assistir a alguns capítulos da novela, ler livros sobre regressão e pesquisar curiosidades sobre a Martinica, terra natal da personagem. “O convite me pegou de supetão. Como isso nunca tinha me acontecido antes, fiquei na maior adrenalina. Felizmente, me identifico com o tema da novela. Num mundo tão confuso como o que a gente vive hoje em dia, uma novela que fala de espiritualidade é sempre bem-vinda”, diz.

De fato, a adrenalina só não foi maior porque, além de se identificar com o tema da novela, a atriz não foi a única a pegar o bonde andando. Ao seu lado, estava Felipe Camargo, que interpreta o terapeuta Julian. Na trama de Walcyr Carrasco, os dois são chamados a Roseiral para fazer uma sessão de regressão em Serena, personagem de Priscila Fantin. “O Felipe também estava na maior ansiedade. Mas nós batemos altos papos e, logo, nos entendemos. O elenco também foi dez e nos recebeu de braços abertos”, ressalta. Em pouco tempo, a participação de Julian e Sabina começou a crescer. Depois de Serena, eles foram convocados também a desvendar os mistérios das vidas passadas de Alexandra, interpretada por Nívea Stelmann. E o que é melhor: Sabina já virou forte candidata ao solitário coração de Hélio, de Erik Marmo. “Como a Serena já tem a alma gêmea dela na novela, o Hélio não podia terminar sozinho, não é mesmo? Sorte a minha!”, brinca.

Aisha Jambo tem mesmo motivos para rir à toa. Apesar do incômodo de entrar numa produção em andamento, se orgulha de integrar, mesmo em caráter de participação especial, um projeto tão bem-sucedido quanto Alma Gêmea. Na última semana, a trama de Walcyr Carrasco registrou média de 43 pontos e share (parcela dos televisores sintonizados no programa) de 63%, a maior audiência do horário das seis nos últimos dez anos.

Polivalente – Aisha Jambo Ferreira Pelek ainda estava na barriga da mãe, Vanja, quando o pai, Jolt, um húngaro residente no Brasil há 20 e poucos anos, já havia escolhido o nome da filha. Aisha, em árabe, significa vida. E vivacidade não lhe falta: tudo ao mesmo tempo agora poderia ser um dos lemas de Aisha Jambo. A moça canta em coral, toca violino, pratica acrobacia aérea, joga capoeira, dança balé etc. “É, reconheço que sempre estou inventando uma coisa diferente para fazer”, admite, brincalhona. Tudo começou aos 11 anos quando os pais resolveram matricular os filhos no Conservatório Nacional de Música. Na época, Aisha escolheu violino e Damu, seu irmão, violoncelo. “Sempre achei o violino um instrumento bonito de se tocar”, justifica.

Mas Aisha não parou por aí. Aos 15, começou a ter aulas de acrobacia aérea com o pessoal da Intrépida Trupe. Um de seus exercícios favoritos era o aéreo em tecidos. Nele, o atleta enrosca o corpo em tiras de pano e improvisa os mais variados movimentos. Em seguida, a atriz passou também a ter aulas de dança. Dos muitos gêneros que experimentou, prefere dança flamenca. “Certa vez, cheguei a arriscar uns passos que misturavam salsa com street dance”, recorda.

Com tantas habilidades, Aisha não demorou para entrar para a TV. Durante três temporadas, viveu a Naomi de Malhação. A personagem enfrentou inúmeras situações polêmicas. Todas elas de natureza racial. Ao contrário de Naomi, porém, Aisha garante nunca ter sofrido qualquer espécie de preconceito ou discriminação. “Se sofri também, não lembro. Sempre fui desencanada para essas coisas”, desconversa, dando de ombros.


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Aisha pega o bonde andando em ‘Alma Gêmea’

André Bernardo
Da TV Press

29/11/2005 | 08:16


Quando foi convidada para interpretar a sestrosa Ritinha em Cabocla (Globo), Aisha Jambo teve todo o tempo do mundo para se preparar para a personagem. Antes mesmo de a novela estrear, aprendeu a andar a cavalo, a ordenhar vaca e a arriscar uns pontos de bordado, costura e tapeçaria. Dessa vez, porém, foi diferente. Convocada pela direção da Globo para integrar o elenco de Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco, a moça não teve lá muito tempo para compor a misteriosa Sabina. O máximo que conseguiu foi assistir a alguns capítulos da novela, ler livros sobre regressão e pesquisar curiosidades sobre a Martinica, terra natal da personagem. “O convite me pegou de supetão. Como isso nunca tinha me acontecido antes, fiquei na maior adrenalina. Felizmente, me identifico com o tema da novela. Num mundo tão confuso como o que a gente vive hoje em dia, uma novela que fala de espiritualidade é sempre bem-vinda”, diz.

De fato, a adrenalina só não foi maior porque, além de se identificar com o tema da novela, a atriz não foi a única a pegar o bonde andando. Ao seu lado, estava Felipe Camargo, que interpreta o terapeuta Julian. Na trama de Walcyr Carrasco, os dois são chamados a Roseiral para fazer uma sessão de regressão em Serena, personagem de Priscila Fantin. “O Felipe também estava na maior ansiedade. Mas nós batemos altos papos e, logo, nos entendemos. O elenco também foi dez e nos recebeu de braços abertos”, ressalta. Em pouco tempo, a participação de Julian e Sabina começou a crescer. Depois de Serena, eles foram convocados também a desvendar os mistérios das vidas passadas de Alexandra, interpretada por Nívea Stelmann. E o que é melhor: Sabina já virou forte candidata ao solitário coração de Hélio, de Erik Marmo. “Como a Serena já tem a alma gêmea dela na novela, o Hélio não podia terminar sozinho, não é mesmo? Sorte a minha!”, brinca.

Aisha Jambo tem mesmo motivos para rir à toa. Apesar do incômodo de entrar numa produção em andamento, se orgulha de integrar, mesmo em caráter de participação especial, um projeto tão bem-sucedido quanto Alma Gêmea. Na última semana, a trama de Walcyr Carrasco registrou média de 43 pontos e share (parcela dos televisores sintonizados no programa) de 63%, a maior audiência do horário das seis nos últimos dez anos.

Polivalente – Aisha Jambo Ferreira Pelek ainda estava na barriga da mãe, Vanja, quando o pai, Jolt, um húngaro residente no Brasil há 20 e poucos anos, já havia escolhido o nome da filha. Aisha, em árabe, significa vida. E vivacidade não lhe falta: tudo ao mesmo tempo agora poderia ser um dos lemas de Aisha Jambo. A moça canta em coral, toca violino, pratica acrobacia aérea, joga capoeira, dança balé etc. “É, reconheço que sempre estou inventando uma coisa diferente para fazer”, admite, brincalhona. Tudo começou aos 11 anos quando os pais resolveram matricular os filhos no Conservatório Nacional de Música. Na época, Aisha escolheu violino e Damu, seu irmão, violoncelo. “Sempre achei o violino um instrumento bonito de se tocar”, justifica.

Mas Aisha não parou por aí. Aos 15, começou a ter aulas de acrobacia aérea com o pessoal da Intrépida Trupe. Um de seus exercícios favoritos era o aéreo em tecidos. Nele, o atleta enrosca o corpo em tiras de pano e improvisa os mais variados movimentos. Em seguida, a atriz passou também a ter aulas de dança. Dos muitos gêneros que experimentou, prefere dança flamenca. “Certa vez, cheguei a arriscar uns passos que misturavam salsa com street dance”, recorda.

Com tantas habilidades, Aisha não demorou para entrar para a TV. Durante três temporadas, viveu a Naomi de Malhação. A personagem enfrentou inúmeras situações polêmicas. Todas elas de natureza racial. Ao contrário de Naomi, porém, Aisha garante nunca ter sofrido qualquer espécie de preconceito ou discriminação. “Se sofri também, não lembro. Sempre fui desencanada para essas coisas”, desconversa, dando de ombros.

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