"Trabalhamos dia e noite, perdemos domingos e feriados em busca de melhor situaçao financeira para as nossas famílias e caímos no maior golpe", lamentou Edson Tsuyoshi Koga, de 36 anos, uma das vítimas. Dois inquéritos apuram a acusaçao contra Osugi. Um no 16.º Distrito Policial, em Vila Clementino, onde o empresário já está indiciado por estelionato. O outro foi aberto no 35.º DP, no Jabaquara, bairro onde está instalada a sede da New Brás, também por estelionato.
Terreno - Osugi defende-se dizendo nao ter aplicado nenhum golpe. Adiantou ter investido o dinheiro na compra de um terreno em Suzano, na Grande Sao Paulo, para a sede da New Brás e em material para a construçao. "Pretendo devolver o dinheiro assim que puder". A Nipomed, ao saber da acusaçao, rescindiu o contrato que tinha com a New Brás e ingressou com interpelaçao contra Osugi na 2.ª Vara Criminal do Jabaquara. Hoje, as 23 pessoas que acusam Osugi reuniram-se na sede da Associaçao dos Imigrantes no Brasil (Asibras), no centro de Sao Paulo.
Quando descobriram o golpe, em dezembro de 1998, as 23 pessoas procuraram a Asibras e o presidente, Sérgio Massanori Morinaga, encaminhou-as para a delegacia do Jabaquara. Segundo Morinaga, a esperança das vítimas de Osugi é que a Justiça consiga recuperar o dinheiro que entregaram a ele e ganharam com "sacrifício" trabalhando em fábricas do Japao.
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