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Por que não pode nadar depois de comer?

Edmilson Magalhães/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nayara Fernandes
Especial para o Diário

23/05/2010 | 07:02


Gustavo Freitas de Oliveira, 9 anos, de São Caetano, não entra no mar depois que come. Sua mãe diz que quem faz isso pode passar mal, se afogar e morrer. "Uma vez vi um homem se afogando e pensei que ele devia ter comido antes de entrar na água", diz.

Os médicos recomendam não se exercitar muito, como nadar, após a refeição porque, nessa hora, parte do sangue vai direto para o sistema digestivo auxiliar o organismo a digerir a comida. Com isso, diminui o fluxo sanguíneo em outras partes do corpo, como pernas, braços e cérebro.

Quando alguém pratica atividade física logo depois de comer, o organismo envia mais sangue para os músculos que estão em movimento e diminui a quantidade que ajudaria na digestão. Isso pode provocar enjoos, vômito e mal-estar, já que a digestão fica mais lenta. Se estiver na água, por exemplo, pode desmaiar e até se afogar.

Para não correr riscos, os especialistas recomendam esperar, no mínimo, uma hora e meia para poder nadar ou praticar atividade física. No entanto, o tempo depende do alimento ingerido. Quem come carne, feijoada ou outro prato de difícil digestão, deve esperar pelo menos duas horas para entrar na piscina ou brincar. Caminhadas e brincadeiras, que não exigem muito esforço, estão liberadas.

Tomar banho rápido de chuveiro não faz mal. Mas se a água estiver fria, pode comprometer a digestão, já que parte do sangue é desviada para a pele para aquecer o corpo. Com isso, o alimento permanece mais tempo no estômago e intestino. Isso provoca algumas reações que, apesar de incômodas, também não fazem mal.

O processo assemelha-se com o que ocorre durante o exercício; porém, nesse caso, o sangue se espalha mais pelo corpo todo, diminuindo o fluxo para a digestão.

  Barriga ronca muito com fome

A barriga produz barulho o tempo todo e não só quando sentimos fome. É que no abdômen (região da barriga) estão localizados vários órgãos que se contraem quando estão digerindo os alimentos. O estômago e os intestinos são formados por músculos que trabalham para ajudar a digerir os alimentos. Entre uma digestão e outra, ficam cheios de líquidos e gases. Quando essa mistura se movimenta, produz o barulhinho que chamamos de ronco. Mas não precisa se assustar, o processo é natural, e o movimento indica que o corpo está bem, por isso os médicos colocam o estetoscópio na barriga para ver se os órgãos estão fazendo ruído.

O barulho aumenta quando bate aquela fome danada ou enquanto os alimentos são digeridos. Quando isso acontece, os músculos se contraem com muita força e balançam o ar e o líquido de lá de dentro, como forma de receber a comida e digeri-la em seguida. Isso também ocorre quando estamos muito nervosos, pois o estresse faz o intestino se contorcer mais.

Saco vazio não para em pé

Antes de nadar, brincar ou se exercitar é preciso ingerir alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras. Afinal, saco vazio não para em pé. É isso mesmo: para que o corpo funcione direitinho é preciso que a gente se alimente bem. O ideal são seis refeições por dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Muitos não gostam de comer quando acordam. Isso não é legal. A primeira refeição do dia é a mais importante porque tem de fornecer energia para todas as atividades. Deve ser composta por leite ou derivados, cereais e frutas. Os nutricionistas recomendam comer diariamente nutrientes e proteínas, essenciais ao crescimento na infância e adolescência. É recomendado também carne vermelha três vezes por semana, alternando com frango e peixe. E nada de substituir as refeições por lanches, salgadinhos e outras guloseimas. Um lanche, como o de fast-food, pode ser rico em gordura e pobre em nutrientes, só fazendo a gente engordar.

A viagem do alimento é longa

Até ser digerido, o alimento percorre longo caminho pelo sistema digestivo. Na mastigação, os dentes diminuem o tamanho da comida e a mistura com a saliva. A língua se movimenta e a transforma num bolo, empurrando-a pela garganta. Ao ser engolido, cai no esôfago, tubinho que o leva ao estômago, onde ocorre a digestão. Os nutrientes são transportados pelo sangue por todo corpo. A viagem continua até o intestino delgado, onde as substâncias importantes são absorvidas. O que não é aproveitado vai para o intestino grosso e é eliminado como cocô. O processo todo demora, no mínimo, seis horas.



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