
O caso mais recente ocorreu no município de Itararé, onde os agentes sanitários atuavam nesta sexta-feira, 12. Em abril deste ano, surgiram casos suspeitos e pelo menos um bovino morreu com sintomas da doença. Amostras foram enviadas para análise, mas o resultado ainda não saiu. A Secretaria Municipal de Agricultura distribuiu um alerta à população. A raiva pode ser transmitida para pessoas e geralmente é letal, embora não haja registro de casos recentes.
De acordo com o médico veterinário César Augusto Batalha, do Escritório da Defesa em Itapeva, os morcegos hematófagos - que se alimentam de sangue - vivem em colônias abrigadas em locais úmidos e escuros. Nesses abrigos são instaladas armadilhas para a captura de alguns exemplares que são tratados com uma pasta venenosa e soltos em seguida. Como os morcegos têm o hábito de se lamberem, um espécime capturado leva à morte outros cinco ou seis. Esse controle se tornou necessário, segundo ele, em razão da falta de predadores desses morcegos na natureza - aves, como algumas espécies de coruja e de gavião.
Casos de raiva em bovinos ocorrem principalmente nas regiões com matas do Estado de São Paulo, como o Vale do Ribeira e sudoeste paulista. Além do caso deste ano, Itararé teve pelo menos três mortes de bois atribuídas à raiva em 2013. Em Pilar do Sul, região de Sorocaba, a morte de 15 bovinos e dois equinos com sintomas da doença está sendo investigada. Nessa região, os técnicos já concluíram o trabalho de controle dos morcegos hematófagos. Em um único esconderijo, mais de 100 exemplares foram mortos.
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