Economia Titulo Crédito

Lojas tentam fidelizar
clientes pelo cartão

Private Label está ganhando cada vez mais espaço no País;
o consumidor deve ficar atento a taxas e limitações de uso

19/12/2011 | 07:30
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


No Natal, as lojas são ainda mais incisivas ao oferecer aos consumidores o seu cartão, quem faz o cadastro ganha brindes e ainda tem condições facilitadas para pagar. Além dos prazos extensos, alguns estabelecimentos permitem que o cliente comece a quitar o que comprou só no ano que vem. E o chamado Private Label nome da modalidade de cartão emitida por varejistas, está ganhando cada vez mais espaço no País.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, os cartões de rede e loja somaram faturamento de R$ 21 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 15% em relação a 2010. Além disso foram realizadas 365,5 milhões de transações.

"Geralmente o consumidor que aceita já tem problemas com outros cartões que possui. O limite está estourado ou não pagou a fatura", comenta o professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração Caio Torralvo.

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ANUIDADE - Normalmente as lojas não cobram anuidade, o que é para os especialistas a maior vantagem do cartão de loja. Mas é ideal que o consumidor ateste a informação no papel. "É preciso ler o contrato de prestação de serviço do cartão para saber se realmente não terá de arcar com a taxa no médio prazo", comenta Torralvo.

De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel José Ribeiro, apesar do custo reduzido para usar o cartão, a opção é uma tentação para o consumidor. "Dependendo do tipo do cartão, o cliente tem de pagar a fatura só na loja, por isso é seduzido a comprar algo a mais quanto retorna ao estabelecimento", diz Ribeiro da Anefac.

DESVANTAGENS - Segundo Ribeiro, os cartões, em sua maioria, só são aceitos no próprio estabelecimento, assim, o cliente deixa de pesquisar o preço do produto em outros comércios, o que pode minar a tentativa do consumidor que quer economizar.

Outro agravante são os juros. Caso o usuário do cartão opte por parcelar o pagamento da compra durante um prazo maior, com a condição de pagar juros, irá desembolsar mais dinheiro. Nesse caso, os juros do parcelamento serão entre 6% e 8% ao mês.

Há também o seguro para a inadimplência que as lojas oferecem para o consumidor na hora de usar o cartão pela primeira vez. "Caso fique desempregado, a operadora tem de pagar as prestações que faltam ao estabelecimento", comenta o vice-presidente da Anefac. No entanto, o cliente pode recusar o pagamento da taxa, que varia entre os estabelecimentos. Além disso, algumas lojas insistem em cobrar uma taxa para emitir o boleto, mas a prática é considerada proibida, segunda a Anefac.

ORGANIZAÇÃO - Quem já tem um cartão, por exemplo, e está interessado em adquirir um novo, deve organizar o pagamento de acordo com o fluxo de caixa. Quem recebe o salário em duas parcelas mensais pode programar o pagamento das faturas para duas datas diferentes.




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