O comando da campanha petista encontrou um imóvel para abrigar o comitê eleitoral de Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República pela legenda, mas ainda não fechou o negócio porque está pechinchando o valor do aluguel.
O prédio fica bem próximo ao Diretório Nacional do PT, no Setor Comercial Sul de Brasília, local de grande movimento.
O aluguel pedido é de R$ 42 mil mensais. A sigla, entretanto, tenta reduzir o valor para R$ 30 mil, sob a alegação de que o metro quadrado da sede do diretório, próximo ao local, é mais barato. Além disso, os três andares a serem ocupados precisam de reformas.
Fora o comitê central, que será inaugurado em julho, o PT vai alugar uma casa e um escritório para Dilma despachar. O partido também pagará salário de aproximadamente R$ 10 mil mensais para a candidata, que é ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula.
O PT tem R$ 40 milhões de dívida, herança da época do tesoureiro Delúbio Soares - o único expulso do partido, em 2005, no rastro do escândalo do Mensalão.
O atual tesoureiro, João Vaccari Neto, é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como responsável por desvio de recursos na Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários). Ex-presidente do órgão, ele nega que o dinheiro da entidade tenha migrado para campanhas do PT.
A indicação de Vaccari para a Secretaria de Finanças do PT, no mês passado, passou pelo crivo de Lula.
A campanha de Dilma, porém, terá outro tesoureiro. Dirigentes do PT tentam convencer o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior a assumir a tarefa.
Candidato a deputado federal, Filippi cuidou da parte financeira da campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 2006.
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