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Problemas e falta de segurança marcam os 40 anos da Rodovia Índio Tibiriçá

19/03/2010 | 08:22
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) completa 40 anos sem perder o apelido de Estrada da Morte. A via de 37,2 quilômetros de extensão - que liga São Bernardo a Suzano, passando por Santo André e Ribeirão Pires - é considerada insegura por pedestres e motoristas. Eles culpam a imprudência e a falta de pontos de travessia da pista pelo alto índice de acidentes.

Segundo policiais responsáveis pelo patrulhamento da estrada, ocorrem em média três acidentes com vítimas feridas por semana. A maioria dos casos é de colisões frontais que acontecem devido a ultrapassagens em locais proibidos. Procurados, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e a Polícia Militar Rodoviária não apresentaram estatísticas oficiais.

Notícias sobre acidentes na rodovia são a primeira coisa que a dona de casa Cláudia Adriana Reis, 39 anos, ouve do filho Evander, 8, quando ele volta da escola, no Centro de Ribeirão Pires, para a casa no Parque Andreense, em Santo André. O menino realiza o trajeto de cerca de dez quilômetros pela SP-31 em perua escolar. "Ele sempre está falando de um acidente novo."

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Motorista de caminhão há 16 anos, Lucivaldo Gomes de Almeida, 41, conta que testemunha quase diariamente os acidentes na rodovia. Ele acredita que a duplicação da Índio Tibiriçá poderia reduzir o número de colisões. "Já tive que desviar de muita gente que faz ultrapassagens arriscadas por não ter paciência de ficar atrás de caminhão. Por isso, acho que é importante que a rodovia tenha pelo menos quatro faixas."

Para o ex-prefeito de Ribeirão Pires Antônio Simões - um dos defensores do projeto de construção da rodovia, nos anos 1960 - o Estado precisa investir em segurança. "Faltam pontos de travessia, mais sinalização e policiamento ostensivo."

Segundo o DER, desde 2008 foram investidos R$ 90 milhões em obras de recuperação da rodovia, entre recuperação de pavimento, mudanças na infraestrutura e na sinalização

Obras do DER na SP-31 serão concluídas no segundo semestre

Segundo o diretor regional do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) na Grande São Paulo, Deni Loretti Filho, até o segundo semestre deste ano está prevista a conclusão das obras de recuperação da Rodovia Índio Tibiriça (SP-31), iniciadas no fim de 2008.

Dentre as intenvenções feitas pelo órgão estão a restauração do pavimento da rodovia, a instalação de nova sinalização, novas rotatórias, sistemas de drenagem e pontos para travessia de pedestres.

Em relação à duplicação da SP-31, Loretti informou que não existem planos nesse sentido. A previsão do DER é que parte dos 18 mil veículos que passam diariamente pela rodovia sejam desviados para o Rodoanel. EE

Poucos pontos de travessia para pedestres ao longo da estrada

O canteiro central no km 37,8 da Rodovia Índio Tibiriçá é único ponto de travessia nos 20 quilômetros que separam São Bernardo de Ribeirão Pires. Com isso, moradores de bairros cortados pela via precisam caminhar até este local, ou se arriscar na travessia em qualquer trecho.

Moradora do Parque Andreense há 18 anos, a dona de casa Dejanira Rossetini, 51 anos, defende a instalação de mais pontos de travessia. "Muita gente atravessa em qualquer lugar", disse.

Cruzar a pista no ponto de travessia, porém, não é garantia de segurança. "Os motoristas não respeitam. Já fiquei mais de dez minutos só para cruzar de um lado para o outro", comentou a dona de casa Cláudia Adriana Reis, 39.




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