Nario Barbosa/DGABC

A tradicional Banda Lyra, que há 74 anos está em Mauá, pode se transferir para Santo André. As reclamações dos vizinhos, que já fizeram com que o grupo não ensaiasse mais em sua sede, agora podem causar a mudança de endereço.
Desde a polêmica do excesso de barulho, a banda suspendeu os ensaios práticos realizados na sede. Agora, as aulas estão sendo ministradas a céu aberto na Praça da Bíblia, no Centro de Mauá.
Há 15 dias, os moradores fizeram novo registro junto à polícia sobre o incômodo do barulho dos ensaios dos cerca de 350 componentes do grupo. "A polícia esteve na sede e depois disso resolvi parar de vez, pois não há condições. Estamos ensaiando na praça, mas quando chove, por exemplo, os trabalhos ficam comprometidos", disse o presidente Carlos Binder.
Nesta semana, Binder reuniu-se com o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), para saber como está o processo para doação de uma área na região central, que já havia sido cogitada e avaliada pela gestão do ex-prefeito Leonel Damo (PV), e obteve o retorno de que a Prefeitura irá verificar a possibilidade.
A Câmara Municipal enviou requerimento ao Executivo apoiando a aquisição de uma área para a banda. "É importante para a cidade e temos de dar o apoio para que tenham um novo espaço", disse o presidente da vereador Rogério Santana (PT).
Apesar da tentativa de se manter em Mauá, os integrantes da banda se reunirão, nos próximos dias, com o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, Edson Salvo Melo, para discutir uma possível ida para o município vizinho.
Além de tentar um espaço para continuar funcionando, os integrantes da banda também esperam que a Prefeitura de Mauá retorne com o projeto Musicalizando. "Estamos parados desde novembro. Tenho receio de que vamos perder alunos", disse Binder.
O projeto objetiva a formação de monitores, coordenadores e maestros e é realizado com cerca de 2.500 crianças de escolas do município.
Quanto à situação da banda, a Prefeitura de Mauá informou que ainda estuda as questões.
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