Motivos não faltam para a Casa do Hip Hop celebrar hoje os 11 anos de intensa produção cultural em Diadema, afinal o trabalho alcança resultados. "Hoje temos pessoas em outros países. Há professores, donos de grupos, grandes dançarinos", exemplifica um dos fundadores, Nelson Triunfo, que está entre os pioneiros do hip hop nacional.
O aniversário recebe programação extensa a partir das 13h. Na abertura, haverá discotecagem, batalha de b-boys (nome dado aos artistas que se dedicam ao breakdance) e rimas de improviso.
O Coletivo 5 Zonas, que tem na formação o andreense Antonio Duque - mais conhecido como Tota -, faz lançamento às 14h30 da terceira edição da revista Graffiti Poético, cuja proposta é divulgar e perpetuar grafites e poemas.
Nomes conhecidos nacionalmente integram a agenda festiva. Este é o caso de Antônio Luiz, que carrega o pseudônimo Rappin Hood. O rapper será homenageado às 15h com o prêmio Flores em Vida, criado pela Casa do Hip Hop para agraciar pessoas que contribuíram de alguma forma com o trabalho desenvolvido em Diadema.
Rappin Hood comandou algumas apresentações gratuitas. "Também produziu um documentário aqui e fez matérias jornalísticas para alguns canais", aponta Renato de Souza, um dos produtores da agenda comemorativa.
Em seguida, às 15h30, Fernandinho Beat Box, artista que já gravou trabalho com Marcelo D2, mostra que não precisa de instrumentos para fazer sua performance. Bastam microfone e amplificador.
O show envolve a manifestação que lhe rendeu o sobrenome artístico Beat Box. Trata-se de arte vocal que simula efeitos variados como scratches, sonoridade produzida pelo vinil quando arranhado pela agulha.
Outro nome de peso, programado para subir ao palco às 18h, é o Doctors Mc, grupo de rap, formado no fim dos anos 1980, na Zona Leste da Capital.
O encerramento ficará por conta de Emicida, que se apresenta a partir das 20h. "Ele é considerado por alguns como o principal MC da nova geração, marcada por grandes batalhas de MCs", explica Souza.
História - A Casa do Hip Hop surgiu da reivindicação de jovens. A solicitação era um espaço para realizar encontros, ensaios, apresentações e oficinas. Hoje, enquanto de Ponto de Cultura, trabalha com a divulgação do movimento hip hop e das artes em geral.
Em 11 anos, o projeto se consolidou. "É conhecido em todo o Brasil. Referências internacionais, como Afrika Bambaataa, sabem da existência e querem vir para ver o que acontece aqui", aponta Souza.
Os resultados são nítidos, mas ainda há expectativas. "Queremos manter os projetos atuais e precisamos de apoios mais fortes para investir em equipamentos, arte-educadores", declara o dançarino Triunfo.
11 Anos da Casa do Hip Hop - Música, dança, literatura. Hoje, a partir das 13h. Na Casa do Hip Hop (Centro Cultural Canhema) - Rua 24 de Maio, 38, Diadema. Tel.: 4075-3792. Grátis.
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