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Qualidade de vida em Zurique
Adriana Ferraz
Enviada à Suíça
23/10/2008 | 07:07
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Antes de desembarcar na principal cidade da Suíça - deixei o melhor por último -, uma passagem por mais uma montanha para guardar na memória a beleza dos Alpes. Desta vez, a escolhida foi a badalada Titlis. Para chegar lá, é preciso seguir a Engelberg, mais uma pequena cidade que serve como porta de entrada aos picos gelados. Prepare-se para entrar em um percurso de 40 minutos por três conjuntos de teleférico. Um deles, giratório, permite uma visão de 360 graus. Para quem não tem medo de altura, é um prato-cheio.

Já no topo, não tenha pressa ao visitar o primeiro mirante. A bandeira vermelha e branca na sacada lembra ao turista que a beleza é suíça. Tire fotos e comece a experimentar a sensação de pisar na neve. Os guias locais fornecem todas as informações necessárias a um dia completo de diversão. "Temos áreas, inclusive, para iniciantes que desejam se arriscar no esqui", avisa Gabriela Sigrist.

Em um dos trechos da volta, é possível apelar novamente aos patinetes e ficar de cara com a natureza exuberante do local. Para quem tem pressa, porém, a saída é encarar a altura novamente e seguir os bondinhos. Era meu caso. O objetivo era conhecer Zurique, antes de pegar o avião em direção a São Paulo. O roteiro, apertado, só me permitiu quatro horas na cidade. De olho no relógio, peguei meu swiss pass (espécie de bilhete único sofisticado, que libera entrada em qualquer veículo público) e desci na estação principal da cidade. De Lucerna, são apenas 45 minutos.

Era hora do rush, sexta-feira. As pessoas corriam para voltar pra casa após o trabalho, encontrar os amigos para um happy hour ou pegar o trem e fugir da agitação.
Para mim, o agito era um colírio aos olhos. Sem perder tempo, comecei a percorrer a principal avenida do Centro. Na Bahnhofstrasse não passa carro, apenas os tradicionais ônibus elétricos que mais parecem bondes antigos. São tão onipresentes que os semáforos dedicam sinais específicos a eles.

No centro comercial, lojas vendem roupas e acessórios elegantes (do tipo Chanel e Louis Vuitton), com a cara dos europeus. As mulheres usam maquiagem marcante nos olhos e casacos essencialmente pretos. Não espere ver cores fortes nas ruas. O máximo que você vai encontrar são tons beges ou avermelhados. Os homens, sempre bem vestidos, são educados, mas apressados. No dia da minha visita, a correria tinha motivo: a cidade estava organizando mais uma edição da Oktoberfest. Os suíços também apreciam uma boa cerveja.

Se possível, organize um roteiro mais confortável. Vale a pena passear pelo Lago Zurique com calma, como fazem os moradores - o local é ponto de encontro -, visitar a Igreja Peterskirche (São Pedro) e os museus Gestaltung (dedicado ao design e arquitetura) e Kunsthaus, com obras de arte em exposição permanente. E, não se esqueça, é claro, de guardar tempo e dinheiro para os famosos e deliciosos chocolates. Não é à toa que Zurique é considerada a primeira cidade em qualidade de vida.

Depois do agradável passeio, segui para o aeroporto. Infelizmente, era hora de voltar. Para minha surpresa, o embarque atrasou 30 minutos. Alguma coisa tinha de dar errado.




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