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Brasileiro gasta 26% do ganho em bobagem

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/08/2010 | 07:02


Não contabilizar pequenos gastos nas idas às padarias, supermercados, lan houses e cinema, por exemplo, pode causar um desfalque de até 26% do valor que normalmente se gasta durante a semana. O pior é que o consumidor brasileiro não costuma se lembrar aonde o montante foi gasto.

Isso foi o que constatou pesquisa divulgada pela operadora de cartões Visa, com 12 mil entrevistados em 12 países, sendo 1.000 brasileiros. Com renda mensal entre dois e três salários-mínimos, o auxiliar técnico de segurança Danilo Schalk Aoi, de São Bernardo, estima que dos R$ 50 que gasta semanalmente, R$ 13, ou 26%, não são identificados.

No mês, suas despesas ‘invisíveis' somam R$ 52. Multiplicando essa quantia pelo período de 12 meses, o auxiliar gasta R$ 624 com itens supérfluos ou que não se recorda. "Em momentos de lazer o controle do cartão de débito é quase zero. Quando vou ao barzinho com os amigos e estou me divertindo, nem percebo o quanto gasto", brinca.

A pesquisa da Visa diz que o brasileiro desembolsa por semana R$ 159,30. Desse montante, R$ 40,71, ou 26%, sequer sabe no que é gasto. No ano, o valor é de R$ 1.954,08. Não foi divulgada a renda média dos participantes.

O diretor executivo de Produtos da empresa, Percival Jatobá, defende que a utilização dos cartões auxilia na hora de traçar o quanto foi gasto no fim do mês. "A diferença básica é que o dinheiro dificulta a auditoria posterior."

Por outro lado, Jatobá concorda que o cartão facilita o descontrole de gastos, tendo em vista que o pensamento do consumidor é que sua conta ainda tem dinheiro.

Ele acrescenta que a empresa mantém o Programa Finanças Práticas de educação financeira geral, com eventos e por meio do www.financaspraticas.com.br.

Conforme a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmaram que os gastos com alimentação são de fácil esquecimento. Em seguida, 35% concordaram que as despesas com lazer ou itens não essenciais são propensas ao esquecimento.


Planejamento financeiro dá acesso a sonhos

Com o valor médio anual que o brasileiro gasta sem lembrar em qual finalidade - R$ 1.954,08, segundo a Visa - é possível fazer a viagem dos sonhos de muita gente.

Se a pessoa economizar esse dinheiro, ela pode viajar para Barbados, no Caribe, ou para Bariloche, na Argentina. Segundo site da CVC, os pacotes para ambos destinos, com café da manhã incluso, saem cada um por R$ 1.986,48, ou seja, basta acrescentar R$ 32,40 ao montante.

Se a intenção é conhecer o Nordeste, a economia feita no ano pagaria pacotes, para um casal, a Porto Seguro, Fortaleza, Natal e Maceió.

Mas a economia do personal trainer de Santo André Fábio Augusto Negrão terá outro destino. "Minha mulher está grávida de quatro meses. E o dinheiro vai para os gastos com o bebê", diz.

Com o que aprendeu no curso de administração, Negrão desenvolveu uma planilha no computador, onde tabula as receitas e despesas. "Faço controle dos meus gastos, mesmo aqueles que não me recordo."

Ele explica que no controle há um campo denominado ‘não sei onde foi gasto', em que anota os gastos que não se recorda.

Segundo a pesquisa, o gasto médio semanal desconhecido do brasileiro é de R$ 40,71.

Negrão afirma que em julho a sua despesa ‘oculta' foi próxima ao apontado no levantamento - R$ 46,54. Mas em junho, conforme a planilha, ele gastou R$ 92,49. "Fiquei bravo que eu não lembrava para onde foi tudo aquilo", relembra.



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Brasileiro gasta 26% do ganho em bobagem

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/08/2010 | 07:02


Não contabilizar pequenos gastos nas idas às padarias, supermercados, lan houses e cinema, por exemplo, pode causar um desfalque de até 26% do valor que normalmente se gasta durante a semana. O pior é que o consumidor brasileiro não costuma se lembrar aonde o montante foi gasto.

Isso foi o que constatou pesquisa divulgada pela operadora de cartões Visa, com 12 mil entrevistados em 12 países, sendo 1.000 brasileiros. Com renda mensal entre dois e três salários-mínimos, o auxiliar técnico de segurança Danilo Schalk Aoi, de São Bernardo, estima que dos R$ 50 que gasta semanalmente, R$ 13, ou 26%, não são identificados.

No mês, suas despesas ‘invisíveis' somam R$ 52. Multiplicando essa quantia pelo período de 12 meses, o auxiliar gasta R$ 624 com itens supérfluos ou que não se recorda. "Em momentos de lazer o controle do cartão de débito é quase zero. Quando vou ao barzinho com os amigos e estou me divertindo, nem percebo o quanto gasto", brinca.

A pesquisa da Visa diz que o brasileiro desembolsa por semana R$ 159,30. Desse montante, R$ 40,71, ou 26%, sequer sabe no que é gasto. No ano, o valor é de R$ 1.954,08. Não foi divulgada a renda média dos participantes.

O diretor executivo de Produtos da empresa, Percival Jatobá, defende que a utilização dos cartões auxilia na hora de traçar o quanto foi gasto no fim do mês. "A diferença básica é que o dinheiro dificulta a auditoria posterior."

Por outro lado, Jatobá concorda que o cartão facilita o descontrole de gastos, tendo em vista que o pensamento do consumidor é que sua conta ainda tem dinheiro.

Ele acrescenta que a empresa mantém o Programa Finanças Práticas de educação financeira geral, com eventos e por meio do www.financaspraticas.com.br.

Conforme a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmaram que os gastos com alimentação são de fácil esquecimento. Em seguida, 35% concordaram que as despesas com lazer ou itens não essenciais são propensas ao esquecimento.


Planejamento financeiro dá acesso a sonhos

Com o valor médio anual que o brasileiro gasta sem lembrar em qual finalidade - R$ 1.954,08, segundo a Visa - é possível fazer a viagem dos sonhos de muita gente.

Se a pessoa economizar esse dinheiro, ela pode viajar para Barbados, no Caribe, ou para Bariloche, na Argentina. Segundo site da CVC, os pacotes para ambos destinos, com café da manhã incluso, saem cada um por R$ 1.986,48, ou seja, basta acrescentar R$ 32,40 ao montante.

Se a intenção é conhecer o Nordeste, a economia feita no ano pagaria pacotes, para um casal, a Porto Seguro, Fortaleza, Natal e Maceió.

Mas a economia do personal trainer de Santo André Fábio Augusto Negrão terá outro destino. "Minha mulher está grávida de quatro meses. E o dinheiro vai para os gastos com o bebê", diz.

Com o que aprendeu no curso de administração, Negrão desenvolveu uma planilha no computador, onde tabula as receitas e despesas. "Faço controle dos meus gastos, mesmo aqueles que não me recordo."

Ele explica que no controle há um campo denominado ‘não sei onde foi gasto', em que anota os gastos que não se recorda.

Segundo a pesquisa, o gasto médio semanal desconhecido do brasileiro é de R$ 40,71.

Negrão afirma que em julho a sua despesa ‘oculta' foi próxima ao apontado no levantamento - R$ 46,54. Mas em junho, conforme a planilha, ele gastou R$ 92,49. "Fiquei bravo que eu não lembrava para onde foi tudo aquilo", relembra.

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