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IBGE lança mapa diferente e coloca o Brasil no centro; entenda

Com o País no centro em tons de verde, projeção destaca biodiversidade e questiona visão tradicional do mundo

05/05/2026 | 14:28
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FOTO: IBGE
FOTO: IBGE Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O novo mapa-múndi divulgado pelo IBGE tem chamado atenção nas redes sociais por um detalhe incomum: o Brasil aparece no centro e o planeta surge invertido, com o Sul no topo. Mas a proposta vai muito além de estética ou provocação.

Batizado de Riqueza de Espécies 2025, o material apresenta um indicador que mede a quantidade potencial de espécies, como anfíbios, aves, mamíferos, répteis e peixes, em áreas distribuídas pelo planeta.

No mapa, regiões com maior biodiversidade aparecem em tons mais intensos de verde, e é aí que o Brasil ganha destaque, especialmente por causa da Amazônia, uma das áreas mais ricas em espécies do mundo.

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A inversão não é erro. Mapas não têm uma orientação correta por natureza, colocar o Norte para cima é apenas uma convenção histórica, ligada à tradição europeia.

Ao inverter a lógica e centralizar o Brasil, o IBGE propõe uma leitura menos eurocêntrica e mais alinhada ao chamado Sul Global, além de reforçar o papel do país em debates ambientais e geopolíticos atuais.

A principal mensagem do mapa é ambiental: destacar onde está a maior concentração de vida no planeta. E nesse recorte, o Brasil aparece como protagonista.

O país abriga a maior biodiversidade do mundo, com mais de 128 mil espécies animais catalogadas e dezenas de milhares de espécies vegetais.

Mais do que reposicionar o Brasil no centro do mapa, a ideia é reposicionar o debate: evidenciar que as regiões mais ricas em biodiversidade, muitas delas no hemisfério Sul,são essenciais para o equilíbrio ambiental global.

Além da leitura científica, o material também tem um peso simbólico. Ele questiona a forma como o mundo foi historicamente representado e convida o público a repensar conceitos aparentemente óbvios, como “o que está em cima” ou “o que está no centro”.




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