Expresso turístico Operação especial, que vai da Capital ao distrito andreense, transporta 33 mil pessoas por ano
FOTO: Divulgação

Em abril de 2009, começou a operar o serviço de turismo ferroviário Expresso Turístico. Segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com base nos dados de 2024 e 2025, o trem transporta em média 33 mil passageiros por ano até Paranapiacaba. Apenas no primeiro trimestre deste ano, foram registrados 9.000 viajantes.
O serviço também realiza viagens para Jundiaí e Mogi das Cruzes, com partida da Capital. O Expresso Turístico para Paranapiacaba parte da Estação da Luz e tem parada em Santo André antes de seguir para seu destino final. A passagem custa R$ 50, inclui ida e volta, e o serviço opera aos fins de semana e em alguns feriados.
A viagem em si já é uma atração. O percurso é realizado em uma locomotiva da década de 1960, que no passado levava passageiros da Capital para cidades do Interior. Para reforçar o clima histórico, os chefes de carro usam uniformes inspirados nos profissionais da época. O trem conta com quatro vagões e possui 352 lugares.
O Expresso Turístico possui wi-fi, power bank para os usuários carregarem a bateria do celular e lanches, vendidos à parte, com bebidas quentes e frias e petiscos como salgadinhos, bolo e biscoitos. A composição circula a uma velocidade reduzida, de 50 km/h (enquanto os trens convencionais operam a 90 km/h), o que permite que os turistas apreciem as paisagens naturais durante o percurso, que dura aproximadamente 1h30.
A procura por visitas a Paranapiacaba, um dos principais destinos turísticos de Santo André, é alta, e os ingressos do Expresso Turístico geralmente se esgotam em poucos minutos.
“Adorei, valeu a pena esperar. Já vim algumas vezes para Paranapiacaba e sentia vontade de vir de expresso. Apreciei bastante o passeio porque fui aproveitando a paisagem e gosto muito de natureza”, conta o engenheiro mecânico Jonatas Mota, 38 anos, que viajou com o seu companheiro, o bancário Mario Cainan, 28.
As irmãs Lene Goulart, 56, secretária de Diadema, e Marlene Pauline Paquiel, 52, dona de casa que mora em Osasco, também viveram a experiência pela primeira vez no último dia 19.
“É uma volta no tempo. Achei bacana esse resgate da época e eu nunca tinha viajado de trem. Melhor do que vir de carro. Gostei muito de Paranapiacaba, não tinha ido ainda”, disse Lene.
A vila ferroviária da época inglesa, tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), recebe aproximadamente 600 mil visitas por ano. Durante eventos de grande porte, como o Festival de Inverno, realizado todos os anos em julho, o distrito fica bastante cheio, o que pode dificultar o acesso.
A subprefeitura de Paranapiacaba já buscou negociar com a CPTM a ampliação do número de viagens, com o objetivo de incentivar o turismo local, porém não há previsão de aumento. Segundo a companhia, o trecho da malha ferroviária utilizado pelo Expresso Turístico também é compartilhado por trens metropolitanos e de carga, o que torna mais complexa a operação das viagens turísticas em dias úteis.
LEIA TAMBÉM
CPTM terá operação com intervalos mais longos durante o Dia do Trabalhador
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.