Política

Após críticas, Palacio participa de evento com Tite e cria embaraço




A agenda de autorização de obras de reforma da Estação São Caetano da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) colocou no mesmo palanque o prefeito Tite Campanella (Cidadania) e o ex-prefeiturável Fabio Palacio (PSD), no mesmo dia em que o Diário trouxe declarações críticas de Palacio ao atual chefe do Executivo. Ficou nítido o constrangimento e Tite foi cobrado nos bastidores pelo fato de oposicionista conseguir explorar politicamente um assunto ligado ao governo municipal.

O pessedista minimizou o poderio eleitoral de Tite em eventual nova eleição, rechaçando por completo qualquer possibilidade de composição. “A posição de vice, ou ela te agrega votos ou te agrega imagem. O problema é quando ela não agrega nem em voto nem em imagem”, disparou Palacio, em alfinetada a Tite – presidente da Câmara que exerce o mandato de prefeito diante da anulação dos votos do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) na eleição do ano passado.

Antes da solenidade ter início, a equipe do Diário perguntou a Tite sobre as declarações do ex-prefeiturável. O chefe do Executivo discorreu que não havia lido o jornal e que não iria comentar as falas de Palacio. Até então, a presença de Palacio não era aguardada. Quando ele apareceu, figuras governistas não esconderam a contrariedade.

Palacio surgiu na atividade ao lado da deputada estadual Carla Morando (PSDB), de São Bernardo, e com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. O trio apareceu quase duas horas depois do horário marcado inicialmente. Houve cumprimentos secos entre as autoridades.

Na solenidade, Palacio ficou no palanque juntamente de Carla, Tite, do deputado estadual Thiago Auricchio (PL), do presidente da CPTM, Pedro Moro, e de Baldy. Vereadores da sustentação a Tite ficaram escanteados, sem disfarçar irritação. Tanto que na foto oficial, Palacio chega a segurar o documento formal que autoriza as obras na estação. Nos bastidores, cobraram do prefeito de São Caetano postura mais enfática em não permitir que uma agenda política pró-Palácio da Cerâmica seja explorada quase que em sua totalidade pela oposição. 

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