Economia

Mudanças em superferiado não convencem presidente da Coop




O superferiado adotado pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC a partir de hoje, até o dia 4 de abril, promete modificar a procura do público por compras nos supermercados. De acordo com a decisão adotada pelas sete prefeituras da região, setores considerados essenciais deverão encerrar suas atividades às 17h, com menos horas de atendimento do que o normal – que pode se estender até as 21h.

Segundo Marcio Francisco Blanco do Valle, presidente executivo da Coop, cooperativa de consumo sediada em Santo André, a mudança de horário não se mostra uma boa solução para conter aglomerações e evitar a proliferação da Covid-19.

A ideia é de que a decisão faça com que a maioria das pessoas fique ao máximo em casa e evite o contágio do novo coronavírus. “Restringir o horário de funcionamento irá acabar concentrando um alto fluxo de pessoas em vários momentos”, comentou Valle durante em entrevista coletiva on-line concedida na quarta-feira, na qual falou sobre os números da empresa no ano passado e as expectativas para esta temporada, quando perguntado sobre as alterações impostas pela nova restrição.

“Em Piracicaba, vai fechar todo o comércio. Ontem (terça-feira), por exemplo, nós vendemos o dobro do previsto, mas tivemos mais gente aglomerada na loja para se abastecer para ficar os próximos dias em casa”, citou. “Esse processo não resolve muito. Acho que não nos (os supermercados) encaixamos bem nesse controle de pessoas. Estamos tentando administrar tudo e pensando em abrir mais cedo.”

Algumas unidades da rede estão realmente atendendo a partir das 6h desde ontem, casos de algumas lojas e drogarias internas espalhados por Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá.

Drogarias de rua, por sua vez, fazem parte da lista de exceções e ficam abertas até às 18h aos domingos e até às 21h de segunda a sábado, na maioria das cidades da região – a localizada em Diadema funciona somente até às 17h de segunda a domingo, por exemplo.

O executivo revelou que avaliava tirar um turno de operações para tentar deixar alguns trabalhadores em casa, mas a Coop informou que a medida citada não aconteceu.

Valle ainda se mostrou a favor da ideia de apenas um integrante da família entrar em uma unidade para realizar compras nesse período mais restrito no combate à pandemia, o que diminuiria a quantidade de pessoas pelos corredores. 

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