Palavra do Leitor

Sustentabilidade é o único caminho


A pauta meio ambiente tem crescido nos debates sobre políticas mundiais. Isso é bom – sem políticas públicas adequadas levaremos mais tempo para avançar. Mas o diálogo nem sempre é fácil. Por que insistir no conflito entre agenda ambiental e progresso econômico? Essa ditadura do ‘ou’ precisa dar espaço para a colaboração do ‘e’. E a pergunta é: como criar soluções que permitam avanços em todas as direções?

O próprio setor que eu faço parte (mobilidade) passa por mudanças e sustentabilidade está no centro delas. Estamos diante de cliente que repensa as práticas e consumo. Os carros híbridos são realidade desde 1997. O primeiro modelo, hoje, divide espaço com 15 milhões de carros eletrificados no mundo e a Toyota avança na construção de sociedade à base de hidrogênio, ou seja, com poluição perto de zero.

Estudos recentes, como o The Global Risks Report 2020, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, apontam que principais riscos a longo prazo no mundo estão ligados a prejuízos ao meio ambiente. Clima extremo, desastres naturais, perda de biodiversidade e crise hídrica estão no topo das preocupações.

Mais da metade do PIB (Produto Interno Bruto) mundial (cerca de U$ 44 tri) é dependente da natureza, como os setores de construção, agropecuária e alimentos e bebidas, que geram US$ 8 trilhões, US$ 4 trilhões e US$ 2,5 trilhões, respectivamente, em valor agregado bruto a cada ano.

No Brasil não é diferente. O Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil (2018) aponta que o valor econômico do serviço ecossistêmico de polinização para a produção de alimentos foi estimado em R$ 43 bilhões. Mais uma evidência de que a economia não avançará se não estiver em harmonia com o meio. A Covid-19 que o diga. O cenário atual demonstra que não estamos preparados para os desequilíbrios ambientais.

Precisamos acelerar a busca por respostas. Aqui no Sudeste, onde a Fundação Toyota realiza o projeto Águas da Mantiqueira, em parceria com a Fundepag, a agrofloresta – sistema de plantio de espécies agrícolas e florestais em mesmo local – tem se mostrado alternativa econômica e ambiental viável. São possibilidades que têm o potencial de ampliar a capacidade de produção de alimentos e avanço na infraestrutura verde.

Precisamos estimular a ciência e usá-la para ampliar caminhos e soluções, afinal, o mundo está mudando e é urgente a busca por construção sustentável para as condições de vida no planeta. E a sustentabilidade é o único caminho. Só precisamos admitir que ele é o mais rápido, melhor e menos custoso no longo prazo.

Viviane Mansi é presidente da Fundação Toyota do Brasil.


PALAVRA DO LEITOR

Adiada
A esperança dos eleitores brasileiros – até mesmo os do ‘contra’, que esperavam que houvesse ‘limpeza’ nas classes política e jurídica que administram esta Nação, conforme o prometido – terá de ser adiada novamente, até que realmente surja, como nos contos de fadas, o tal ‘cavaleiro justiceiro’ que liberte seu povo dos grilhões da injustiça. Enquanto isso, a população fica aguardando por novas fábulas. Aproveito para parabenizar o leitor Donaldo Dagnone, que foi muito feliz em seu raciocínio publicado nesta coluna Palavra do Leitor (Vão nos enganar!, dia 16).
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Net TV
Apresento reclamação contra a Net TV. Pago a essa prestadora de serviços a quantia mensal de mais ou menos R$ 240 em dois pontos de TV. Ocorre que o ponto instalado em meu quarto há vários meses não tem funcionado corretamente, pois não há captação de diversos canais. Assim, por diversas vezes reclamei por intermédio do telefone 10621. Todavia, tendo efetuado testes indicados pelos atendentes, via celular, a TV continua não funcionando. E, também, quando funcionários da empresa fazem manutenção ou verificações nas instalações existentes no poste de luz, no qual, aliás, há grande quantidade de fios embaraçados – o que indica que com instalações nessas condições não há mesmo como prestar bom serviço ao consumidor –, a TV e a internet ficam com o funcionamento prejudicado. Sendo assim, que a Net TV tome conhecimento da presente reclamação e apresente as justificativas da má prestação dos serviços. E restabeleça o bom funcionamento do aparelho de TV.
Antonio Candido de Oliveira Neto
Santo André

Brickmann
A coluna de Carlos Brickmann neste Diário (Política, dia 14) tem dois tópicos interessantes que não resisti ficar calado. Um, com título ‘Silvio Santos vem aí’, comenta a nomeação, por Bolsonaro, do deputado federal Fábio Faria, genro do todo-poderoso ‘Homem do Baú’ e proprietário do SBT. O outro, teor de duas cartas que recebeu com sérias ameaças. Quem as escreveu certamente não conhece o passado de Carlos Brickmann, que foi secretário de redação do antigo jornal Folha da Tarde, considerado ferrenho inimigo do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, tido como de extrema-direita. Certo dia, Brickmann parou de criticar Maluf, que o convidou para ser seu assessor de imprensa. Não acredito que seja realmente comunista. É, sim, jornalista de qualidade, com moral para criticar ou elogiar políticos, independentemente da sigla partidária a que pertençam. Acho que autores das cartas deveriam pensar mais e pesquisar melhor sobre antes de escrever besteiras.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Esquecimento
Pobre Brasil! Quando se pensava que tudo estava no caminho da prosperidade, vem a pandemia e dá rasteira nos brasileiros. De forma confortável o Congresso se arvora no direito de governar e, assim, assaltar os cofres públicos. Não se vê interesse em fazer reformas. Para quê fazê-las se todos estão ganhando com o caos? Quando cobrados, cada um dá desculpa esfarrapada. Trabalhar remotamente favoreceu ainda mais quem não se interessa para mudar o Brasil. A reforma administrativa ficou para 2021, ninguém quer mexer com a estabilidade dos funcionários públicos. Governo e imprensa não se entendem. A reforma tributária caminha para o mesmo fim, o esquecimento. O brasileiro parece estar cansado dessa velha política do toma lá dá cá, vendo o tempo passar e nada sair do lugar. Os trabalhadores que se prejudiquem e danem-se. Triste Brasil.
Izabel Avallone
Capital

Resposta
Referente à carta do leitor Reginaldo Santos (Até quando?, dia 15), a Ouvidoria de Santo André transcreve resposta do departamento responsável, encaminhada ao munícipe por meio do ofício 58OUV/20, de 23 de janeiro de 2020, referente ao protocolo 2395320190: ‘Informamos que essa rua e todo o bairro já receberam modernização de iluminação pública por meio do programa Banho de Luz. Não há definição de nova implantação para o bairro em específico, com adoção de tecnologia LED. A infraestrutura de cabeamento e posteamento encontra-se dentro de padrões semelhantes ao conjunto de toda a cidade. Em vistoria noturna realizada nesta semana, não foram observadas lâmpadas queimadas e a iluminação encontra-se dentro dos padrões normais para o tipo de luminária adotada na via’. Permanecemos à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.
Ouvidoria de Santo André 

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