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Pela segunda vez, S.Caetano lidera ranking nacional de saneamento


Pelo segundo ano consecutivo, São Caetano lidera o Ranking ABES da Universalização do Saneamento, e entre 1868 municípios – divididos entre os de grande e médio portes, com mais de 100 mil habitantes; e os de pequeno porte, com até 100 mil moradores – aparece com a pontuação máxima (em uma escala que vai até 500). O levantamento, que tem base nos dados informados pelas próprias cidades ao SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), apresenta o percentual da população dos municípios brasileiros com acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de medir o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos sólidos têm a destinação adequada.

São Caetano divide a liderança com Piracicaba e Rio Claro, ambas no Interior paulista. O município é o único da região a figurar no grupo das cidades com maior pontuação (de 489 a 500), classificadas no grupo “rumo à universalização”. Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires estão no grupo das cidades com “empenho para universalização”. Rio Grande está entre os municípios de pequeno porte, no mesmo grupo de “empenho para universalização”. Mauá é a terceira colocada no ranking nacional com “compromisso com a universalização”.

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), destacou que o esforço da cidade está na manutenção dos bons indicadores, na renovação da tubulação e em aplicar métodos mais modernos aos serviços. “É um ajuste fino. Temos colhido os resultados na saúde, especialmente entre crianças e jovens. A atenção ao saneamento é permanente”, afirmou.

Professor da Universidade Metodista e consultor na área de saneamento e resíduos sólidos, Carlos Henrique de Oliveira ponderou que a situação do Grande ABC ainda está longe do ideal e do que estabelece a Lei Nacional de Saneamento: a universalização do acesso aos serviços de saneamento.

Oliveira lembrou que a falta de saneamento gera doenças que acometem principalmente as crianças, comprometendo o seu desenvolvimento. O levantamento também analisa a taxa de internações causadas por doenças relacionadas à falta de saneamento.

Santo André e Diadema apresentaram resultado inferior no relatório de 2019 em comparação com o de 2018. “A queda nos resultados pode representar redução ou retração dos investimentos em saneamento ou, também, redução da velocidade de implementação de redes ou da melhoria dos serviços”, afirmou Oliveira.

O presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy, chamou a atenção para o fato de que os municípios com piores resultados são banhados pela Represa Billings, que abastece 1,6 milhão de habitantes em Santo André, São Bernardo e Diadema. “Se o saneamento vai mal, a represa vai mal, porque existe uma relação direta com a qualidade ambiental”, afirmou. “As administrações precisam priorizar os recursos para saneamento”, concluiu.

O Semasa afirmou que a queda no ranking se deve a divergências no sistema de medição do esgoto enviado para tratamento junto à Sabesp. Diadema não comentou até o fechamento desta edição.

Mauá é destaque em grupo que tem “compromisso com a universalização”

Mauá aparece como a cidade da região com a segunda melhor colocação no Ranking ABES da Universalização do Saneamento, com 484,85 pontos e a terceira colocada entre todas as cidades com pontuação entre 450 e 489no grupo de municípios classificados como os que têm “compromisso com a universalização”. “A cidade está priorizando ao saneamento e de alguma forma conseguiu estabelecer essa boa marca”, afirmou o presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy.

Mauá se destacou como uma das cidades que mais avançaram nos últimos anos, com 74% de tratamento de esgoto, o melhor índice da Região Metropolitana de São Paulo. O estudo mostra a cidade com 95,79 pontos alcançados no serviço de coleta de esgoto e 90,56 no tratamento. 

Da edição divulgada em 2018 para a de 2019, a cidade avançou na área da saúde em função do saneamento, pois a taxa de internações (por 100 mil habitantes) passou de 18,35 em 2018 para 11 pontos, em 2019.

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