Palavra do Leitor

Vidas em chamas


Se as pessoas soubessem que grande parte dos maus sentimentos e estagnação da vida é resultado do que nós mesmos fazemos, teríamos população bem mais resolvida. Mas não é o que se vê. Ao contrário. Nos deparamos todos os dias com situações de puro conflito, tristeza e mágoas, que poderiam ser resolvidas com terapia interna; ou seja, olhar para dentro de si. Isso ninguém faz, é muito mais fácil aceitar os ‘nãos’, julgando ser culpa do outro, nunca sua. Isso porque se tem a falsa impressão de achar que jamais faria isso consigo mesmo, mas faz a todo instante.

 Se você reclama o tempo todo que não consegue nada na sua vida, já pensou se foi em busca mesmo? Já tentou mudar alguma coisa em você para que conquiste aquilo? Já parou para pensar se está vivendo a vida que queria, ou está vivendo a vida do outro? Sua felicidade é mesmo essa, ou você se faz de feliz para que te vejam assim? Quantas vezes por dia agradece a tudo o que recebe todos os dias? Ou acha que nada acontece, apenas vive todos os dias as mesmas coisas? Está cuidando da sua vida direitinho, preocupando-se de fato com o seu caminho, ou está mais preocupado em acabar com a vida do outro, se dar bem sem medir o sofrimento que causa no outro? É assim que deseja suas conquistas?

Veja bem, quantos são os problemas que o próprio ser causa a si mesmo, mas não se dá conta disso? Não acha que está prejudicando a própria vida, acha que está sendo esperto, inteligente, perspicaz, e ainda se orgulha disso. Pobre pessoa! Não percebe que o mau é só para si mesmo. Acha que está vendo ‘o circo pegar fogo’, mas não enxerga que a sua vida está em chamas. É maldade, inveja, intriga, raiva, insatisfação, colocando fogo na humanidade, trazendo os piores sentimentos para dentro da alma, estragando e estagnando a própria vida.

Dedique mais tempo a você. Coloque-se como a pessoa mais importante a ser analisada e julgada, estudada, admirada, orgulhosa de você mesma. Se as pessoas no mundo passassem a ter mais tempo para cuidar de si e ter mais compaixão, não haveria tanto desamor, tanto ódio, tantos transtornos psicológicos, tanta competição e tanta traição. Nunca se conquistou nada no ódio, como é que então hoje se acredita tanto nisso? Onde foi que tudo isso começou? Quais são os valores de hoje, eles ainda existem? Acho que não. Se tudo está do jeito que cada um quer, os valores se foram, e com eles a moral e a capacidade de amar também.

Maristela Prado é escritora, professora, biógrafa e autora do blog asletrasdavida.online .

Cidade segura

Quando tenho de criticar alguma coisa, critico! Mas quando é para falar bem, também falo! São Caetano foi eleita a terceira cidade mais segura entre 139 municípios de São Paulo (Setecidades, dia 7). Parabéns ao município por mais esse prêmio, que recebe com muito prazer. Orgulho-me de ser cidadão são-caetanense e poder morar nessa cidade maravilhosa. De novo, parabéns!

Fernando Zucatelli

São Caetano

Quarteirão

Estamos até hoje aguardando o banho de luz tão prometido pela Prefeitura de Santo André ao bairro Campestre, mais precisamente à Alameda Campestre. Atitude alguma foi tomada. Também falta segurança no bairro, no qual algumas coisas vêm acontecendo sem, contudo, serem reparadas. Além disso, aguardamos sermos lembrados, pois, em abril de 2013, o então vereador Edson Sardano sugeriu o Quarteirão da Segurança no bairro, que tem estação de trem, terminal de ônibus e vias de acesso muito rápido. Teríamos o ir e vir melhor pela Avenida Industrial. Acredito também que haveria diminuição da violência. Na época, parecia-me que a Prefeitura já tinha plano, caberia ao prefeito decidir a prioridade, mas caiu no esquecimento. Senhor Paulo Serra, ‘regente’ de nossa cidade, leve adiante esse projeto! Poderia até ter parceria com a iniciativa privada, que também ganharia com o plano.

Cláudio Luiz da Silva

Santo André

Semasa, explique!

Com toda crise hídrica que passamos, aprendemos a economizar ao máximo a nossa tão preciosa água. Fiz a minha parte, aprendi a guardar água de reúso da lavadora de roupas para lavar quintal, troquei válvulas de descarga para as mais ecológicas (isso acarretou grande investimento) porque acreditei que era o correto – anteriormente utilizava de 11 m³ a 12 m³ por mês e consegui trazer para 7 m³ a 8 m³. Mas, por motivo de viagem, nos dois últimos meses utilizei 5 m³. Mas, para meu espanto, a conta continua com valor de quando eu utilizava metragem maior. Aí, pergunto: para que tanta campanha e investimentos em economia da água se não vemos a nossa conta diminuir? Gostaria que alguém me explicasse, pois gasto menos de 5 m³ e pago como se estivesse utilizando o total. Valem a pena sacrifício e investimento?

José Amâncio

Santo André

Herói

Sem liderança nenhuma nem respeito às nossas instituições, o presidente Jair Bolsonaro assiste de camarote e sem reagir às ofensas que diariamente faz o seu guru e incendiário Olavo de Carvalho aos ministros militares! Diferentemente do sensato ministro da Justiça, Sérgio Moro, que reconhece como ‘herói nacional’ o general e ex-comandante do Exército Eduardo Villas Boas, também ofendido por Olavo, idolatrado pelo presidente. 

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

Temer preso

Ex-presidente volta à prisão. Nada a temer. É só ficar com sua boquinha bem fechada. Advogados carésimos o tirarão de lá em um piscar de olhos. E ainda tem o Gilmar Mendes, aquele ‘ministrão’ que não gosta de ver ‘peixão’ atrás das grades. Fica frio, Michel Temer! 

Maria Elisa Santos

Capital

Destruidor

Bolsonaro havia dito em campanha que iria acabar com o ‘kit gay’ nas escolas. Mas, eleito, não o encontrou. Então, agora, resolveu acabar com as escolas. Presidente sem cérebro. País acéfalo. 

Kátia Nascimento Begas

Sumaré (SP)

Catadores 

Não é de hoje que vemos o vai e vem dos catadores de papel pelas ruas dos grandes centros. Há também os recolhedores de frutas, verduras, legumes e hortaliças na feirinha da Ceagesp. Carrinhos e mais carrinhos cheios de resto de alimentos, tudo do bom e do melhor. Serviço suado que exige esforço. Não são ‘pedintes’, mas ambulantes, que acharam meio honesto para vencer o desemprego. Triste quadro social. Dito isso, tanto um quanto o outro trabalham para sustento próprio e da família. É o chamado ‘ganha-pão’. Essa turma junta algum dinheiro para suprir pequenas necessidades do lar. Algo digno de elogio. Assim, a vida laboriosa começa cedo. Dura o dia todo. Parece interminável. O mercado popular, sem eles, não é o mesmo, nobres trabalhadores.

Thiago Valeriano Braga

Capital


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