Palavra do Leitor

Para derrubar o muro


Artigo

Gostaria de parabenizar a iniciativa do Diário do Grande ABC, que vem publicando reportagens diárias sobre a importância da implantação do Metrô em nossa região. Ao dar espaço, com pluralidade, a lideranças sociais e políticas, empresários, comerciantes e população em geral, o jornal dá voz aos mais interessados nessa discussão, afetados no cotidiano pela ausência de modal ágil e de qualidade. O Grande ABC é o segundo polo industrial do País em emprego – com cerca de 180 mil trabalhadores – e o terceiro em PIB (Produto Interno Bruto) industrial, atrás apenas das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Tornou-se essa referência econômica, em grande parte, devido à sua localização estratégica. Atraiu a indústria automobilística, pioneira no País, nos anos 1950, e a partir daí desenvolveu outros setores, valendo-se do acesso rápido ao Porto de Santos e à Capital.

Hoje, apesar de enfrentar dificuldades logísticas e de mobilidade, devido aos adensamentos populacional e urbano, ainda é polo de resistência econômico e industrial, que contribui fortemente para o Estado em arrecadação, consumo, conhecimento e tecnologia. Região como esta não pode continuar esquecida pelas políticas de integração regional do Estado. Até hoje, iniciativas para a região privilegiaram o transporte rodoviário, individual e de cargas, como o Rodoanel, o que é importante. No entanto, faltam opções para atender a grande parte da população que precisa do transporte público.

A demanda por linha de Metrô que interligue o Grande ABC à Capital é antiga. Antigas também são promessas de vários governos estaduais, que até hoje não se concretizaram. Os números mostram a necessidade. Das 38 milhões de viagens realizadas por dia na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), cerca de 1,2 milhão são do Grande ABC para a Capital ou vice-versa. São estes que formam imensas filas nas rodovias nos horários de pico e que, em boa parte, utilizariam transporte público, economizando dinheiro, tempo e recursos naturais se houvesse opção. Ou seja, é grande o potencial de a linha fazer essa interligação.

Somos produtores para a RMSP, assim como também seus consumidores. Cabe a nós que aqui vivemos, produzimos e atuamos nas várias esferas sociais cobrar investimentos e lutar para que os projetos, sejam do BRT, monotrilho ou o que for mais adequado, saiam do papel e tornem-se realidade. Retomar esse assunto, como tem feito o Diário, pautando o tema na sociedade, é fundamental. É incompreensível que estudantes e trabalhadores de região a cerca de 25 quilômetros de distância da Capital continuem enfrentando tantas dificuldades de deslocamento. Este muro tem de ser derrubado.

Wagner Santana é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Palavra do leitor

Das Tilápias
São precárias as condições da Rua das Tilápias, no Jardim Guiomar, em Rio Grande da Serra. Há aproximadamente um ano e oito meses tivemos assembleia com nosso prefeito, que na ocasião disse que iria fazer a pavimentação do bairro. Mas, infelizmente, estão pavimentando local que não tem casas e o nosso bairro está com a obra parada. Só mandam entulho para o bairro. Estamos no aguardo.
Gil Emerson
Rio Grande da Serra

Insuportável
Há ‘epidemia’ de motos com escapamentos barulhentos, que tomam conta de São Bernardo. Isso poderia ser denunciado para ver se autoridades tomam alguma providência. Está insuportável! Essas motos são, em sua maioria, de entregadores de pizza.
Rogério Oliveira
São Bernardo

Criadouro
Há um vizinho que está dificultando a vida dos moradores da Rua Manuel Hernandes Lopes, na Vila Dayse, em São Bernardo, pois a piscina dele está sendo utilizada como criadouro de mosquitos da dengue. Já tentamos de todas as formas o contato, mas ele se nega, diz que vai limpar e nada. Estamos com muito medo pela saúde das nossas crianças e pela nossa também.
Silvana Souza
São Bernardo

Novo e educação
Estou decepcionada com os deputados paulistas do partido Novo. O deputado Daniel José quer que sejam cobradas mensalidades nas universidades públicas? Caso não tivesse ganho as várias bolsas de estudo ao longo de sua vida teria chegado onde chegou? Com certeza não. Daniel, antes de se preocupar com o pagamento de mensalidades nas universidades públicas deveria começar pelos alicerces de boa educação, ou seja, infantil, fundamental e ensino médio nas escolas públicas. Assim, colocar os alunos do ensino público, os que não podem pagar a educação particular e não ganham bolsas de estudo, em condições de igualdade na hora dos vestibulares. Veja também o que dizem os reitores das universidades públicas de São Paulo com relação ao que representaria essa cobrança. Não adianta dizer que aos pobres não serão cobradas mensalidades. Então, Daniel, quem passou por agruras, mas teve a sua sorte, não pode ter ideia estapafúrdia como a sua.
Tânia Tavares
Capital

Teatro
Considero absurda a alteração da denominação do Teatro Municipal de Santo André Antônio Houaiss para ‘Flávio Florence’. Nada contra o saudoso maestro, porém, julgo desrespeitosa tal atitude com a memória do ilustre filólogo e diplomata. Se a atual administração municipal quer homenagear Flávio Florence, que o faça em equipamento público a ser inaugurado. Do contrário, a família do maestro corre o risco de ver seu nome ser substituído daqui a alguns anos.
Sandra Aparecida Moura
São Bernardo

Metrô
O governador de São Paulo, João Doria, disse apenas o óbvio durante visita à futura estação da Linha 15 do Metrô, em São Mateus, ao afirmar que será monotrilho ou BRT (Bus Rapid Transit – ou transporte rápido por ônibus, na tradução livre) o sistema a ser adotado para a escolha do modal que ligará o Grande ABC à Capital (Setecidades, dia 23). Ora, a decisão só poderia ser uma dessas duas. A não ser que os estudos que o governador diz estarem sendo feitos acabem por optar em cancelar tudo e engavetar novamente o projeto. Mas o governador João Doria deixou transparecer sua pretensão pela escolha do BRT quando, na entrevista, disse que os técnicos do governo continuam analisando qual desses dois é o modelo mais econômico. A própria reportagem deste Diário aponta que o BRT é menos oneroso do que o Metrô para a Linha 18.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema
 

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