Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 10 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Anistia divulga denúncias de tortura no Iraque


Das Agências

17/05/2003 | 00:06


A Anistia Internacional (AI) divulgou nesta sexta-feira denúncias de vários civis iraquianos, ex-prisioneiros de guerra, que afirmam terem sido torturados pelas tropas anglo-americanas durante a campanha militar no Iraque.

Em entrevista coletiva, Said Boumedouha, membro de uma equipe de investigadores da AI que acaba de chegar ao Iraque, disse que se encontrou com pelo menos 20 ex-prisioneiros de guerra iraquianos, tanto civis como militares, que disseram que foram maltratados pelas forças aliadas.

O representante da AI citou o caso de um homem que, segundo os testemunhos recolhidos, recebeu choques elétricos, enquanto outros foram espancados durante uma noite inteira, e declarou que, na sua opinião, "isto pode ser qualificado como tortura".

Todos foram detidos na cidade de Basra e em seus arredores (sul do Iraque) e já tinham sido libertados quando a AI entrou em contato com eles.

Judit Arenas, porta-voz da AI, disse na mesma entrevista coletiva que a prioridade no Iraque hoje é melhorar a segurança e preservar e tirar fotos das fossas comuns, que guardam provas de abusos cometidos contra os direitos humanos durante o regime de Saddam Hussein.

Segundo Arenas, a Anistia Internacional elaborou uma lista com 17 mil nomes de desaparecidos em território iraquiano desde 1979 (ano em que Saddam Hussein chegou ao poder) e disse que "os desaparecidos são o maior legado a longo prazo que Iraque terá que enfrentar quando for adiante".

Boumedouha confirmou que em todos os lugares visitados pela delegação da AI durante as quatro semanas que esteve no Iraque lhe foi transmitida a mesma mensagem: "as pessoas não necessitam de comida ou água, o necessário é segurança" e afirmam que as autoridades britânicas e norte-americanas "não fizeram o suficiente" nesse sentido.

Descoberta – Uma vala comum achada a oeste de Bagdá pode conter os restos mortais de kuwaitianos desaparecidos durante a guerra do Golfo de 1991, indicou nesta sexta-feira o Congresso Nacional Iraquiano (CNI), dirigido por Ahmed Chalabi e apoiado pelo Estados Unidos. A vala comum foi descoberta sexta-feira em Habbaniya pelas Forças iraquianas Livres, a milícia do CNI. Até o momento foram encontrados cerca de 40 cadáveres, precisou um dirigente do CNI. "Alguns cadáveres estão amarrados com cordas e têm marcas de balas disparadas contra suas cabeças", acrescentou.

O Kuwait afirma que 605 pessoas de diversas nacionalidades estão detidas no Iraque desde 1991.

Captura – Norte-americanos capturaram o dirigente do partido Baath no governo de Dhi Qar, Adil Abdala Majdi al-Duri, junto com alguns generais do regime de Saddam Hussein, informaram fontes oficiais.

As fontes disseram que Majdi estava na posição 52 da lista dos 55 membros mais procurados pelas tropas anglo-americanos. As forças da coalizão têm agora em seu poder 22 dos 55 indivíduos da lista, alguns dos quais foram capturados e outros negociaram sua rendição.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Anistia divulga denúncias de tortura no Iraque

Das Agências

17/05/2003 | 00:06


A Anistia Internacional (AI) divulgou nesta sexta-feira denúncias de vários civis iraquianos, ex-prisioneiros de guerra, que afirmam terem sido torturados pelas tropas anglo-americanas durante a campanha militar no Iraque.

Em entrevista coletiva, Said Boumedouha, membro de uma equipe de investigadores da AI que acaba de chegar ao Iraque, disse que se encontrou com pelo menos 20 ex-prisioneiros de guerra iraquianos, tanto civis como militares, que disseram que foram maltratados pelas forças aliadas.

O representante da AI citou o caso de um homem que, segundo os testemunhos recolhidos, recebeu choques elétricos, enquanto outros foram espancados durante uma noite inteira, e declarou que, na sua opinião, "isto pode ser qualificado como tortura".

Todos foram detidos na cidade de Basra e em seus arredores (sul do Iraque) e já tinham sido libertados quando a AI entrou em contato com eles.

Judit Arenas, porta-voz da AI, disse na mesma entrevista coletiva que a prioridade no Iraque hoje é melhorar a segurança e preservar e tirar fotos das fossas comuns, que guardam provas de abusos cometidos contra os direitos humanos durante o regime de Saddam Hussein.

Segundo Arenas, a Anistia Internacional elaborou uma lista com 17 mil nomes de desaparecidos em território iraquiano desde 1979 (ano em que Saddam Hussein chegou ao poder) e disse que "os desaparecidos são o maior legado a longo prazo que Iraque terá que enfrentar quando for adiante".

Boumedouha confirmou que em todos os lugares visitados pela delegação da AI durante as quatro semanas que esteve no Iraque lhe foi transmitida a mesma mensagem: "as pessoas não necessitam de comida ou água, o necessário é segurança" e afirmam que as autoridades britânicas e norte-americanas "não fizeram o suficiente" nesse sentido.

Descoberta – Uma vala comum achada a oeste de Bagdá pode conter os restos mortais de kuwaitianos desaparecidos durante a guerra do Golfo de 1991, indicou nesta sexta-feira o Congresso Nacional Iraquiano (CNI), dirigido por Ahmed Chalabi e apoiado pelo Estados Unidos. A vala comum foi descoberta sexta-feira em Habbaniya pelas Forças iraquianas Livres, a milícia do CNI. Até o momento foram encontrados cerca de 40 cadáveres, precisou um dirigente do CNI. "Alguns cadáveres estão amarrados com cordas e têm marcas de balas disparadas contra suas cabeças", acrescentou.

O Kuwait afirma que 605 pessoas de diversas nacionalidades estão detidas no Iraque desde 1991.

Captura – Norte-americanos capturaram o dirigente do partido Baath no governo de Dhi Qar, Adil Abdala Majdi al-Duri, junto com alguns generais do regime de Saddam Hussein, informaram fontes oficiais.

As fontes disseram que Majdi estava na posição 52 da lista dos 55 membros mais procurados pelas tropas anglo-americanos. As forças da coalizão têm agora em seu poder 22 dos 55 indivíduos da lista, alguns dos quais foram capturados e outros negociaram sua rendição.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;