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Ronaldo reconhece que está em má fase


Das Agências

24/03/2005 | 12:12


Ronaldo admitiu na quarta-feira aquilo que seus companheiros se esforçaram na véspera para negar: está em má fase. O atacante do Real Madrid agradeceu bastante o empenho dos colegas de seleção na tentativa de reanimá-lo, mas reconheceu que precisa, urgentemente, voltar a fazer o que sabe: gols. "Estou numa fase difícil no clube. Os gols não estão saindo. Até tenho feito bons jogos, mas o público quer é ver gol, e eu não os tenho feito", disse o Fenômeno.

A pressão sobre o atacante não é só dentro de campo, mas também fora dele. Considerado pelo técnico Parreira uma "celebridade", Ronaldo está tendo de aprender a conviver com as vaias. No jogo de domingo pelo Real Madrid, contra o Málaga, chegou a atirar uma garrafa de plástico em torcedores que o criticavam. "É difícil não ficar de cabeça quente quando ofendem sua mãe e cometem um ato racista", disse Ronaldo, sem revelar as ofensas, mas admitindo que o racismo o tem incomodado bastante. "Atrapalha, mas é coisa de uma minoria de ignorantes". Ainda sobre o incidente no último jogo do Real, Ronaldo disse que "o que doeu mais foi ter tido três ou quatro chances de marcar gols e não ter feito nenhum. Doeu muito mais do que o que aconteceu depois".

O atacante se assustou quando questionado se concordava com a avaliação de Parreira, de que seria "uma das três maiores celebridades do mundo". Ele acha que não é para tanto. "Eu sou o que sou. Não tento ser mais do que ninguém, não tento tirar o espaço de ninguém e, principalmente, não tento passar por cima de ninguém. Só tento ser o melhor no que faço, ser o melhor pai, o melhor filho, o melhor atacante..."

O desabafo, que pode ser considerado profundo para um jogador que não costuma se expor bastante nas entrevistas, surpreendeu os jornalistas que se acotovelavam para ouvir o primeiro depoimento de Ronaldo desde que ele desembarcou no Brasil, segunda-feira. Ao perceber que já tinha falado demais, o Fenômeno interrompeu o papo, se despediu e correu para o campo treinar com os outros jogadores. Foi praticar finalizações para os gols que lamenta não vir fazendo.



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Ronaldo reconhece que está em má fase

Das Agências

24/03/2005 | 12:12


Ronaldo admitiu na quarta-feira aquilo que seus companheiros se esforçaram na véspera para negar: está em má fase. O atacante do Real Madrid agradeceu bastante o empenho dos colegas de seleção na tentativa de reanimá-lo, mas reconheceu que precisa, urgentemente, voltar a fazer o que sabe: gols. "Estou numa fase difícil no clube. Os gols não estão saindo. Até tenho feito bons jogos, mas o público quer é ver gol, e eu não os tenho feito", disse o Fenômeno.

A pressão sobre o atacante não é só dentro de campo, mas também fora dele. Considerado pelo técnico Parreira uma "celebridade", Ronaldo está tendo de aprender a conviver com as vaias. No jogo de domingo pelo Real Madrid, contra o Málaga, chegou a atirar uma garrafa de plástico em torcedores que o criticavam. "É difícil não ficar de cabeça quente quando ofendem sua mãe e cometem um ato racista", disse Ronaldo, sem revelar as ofensas, mas admitindo que o racismo o tem incomodado bastante. "Atrapalha, mas é coisa de uma minoria de ignorantes". Ainda sobre o incidente no último jogo do Real, Ronaldo disse que "o que doeu mais foi ter tido três ou quatro chances de marcar gols e não ter feito nenhum. Doeu muito mais do que o que aconteceu depois".

O atacante se assustou quando questionado se concordava com a avaliação de Parreira, de que seria "uma das três maiores celebridades do mundo". Ele acha que não é para tanto. "Eu sou o que sou. Não tento ser mais do que ninguém, não tento tirar o espaço de ninguém e, principalmente, não tento passar por cima de ninguém. Só tento ser o melhor no que faço, ser o melhor pai, o melhor filho, o melhor atacante..."

O desabafo, que pode ser considerado profundo para um jogador que não costuma se expor bastante nas entrevistas, surpreendeu os jornalistas que se acotovelavam para ouvir o primeiro depoimento de Ronaldo desde que ele desembarcou no Brasil, segunda-feira. Ao perceber que já tinha falado demais, o Fenômeno interrompeu o papo, se despediu e correu para o campo treinar com os outros jogadores. Foi praticar finalizações para os gols que lamenta não vir fazendo.

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