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Alessandro Leone argumenta que missão é buscar despolitizar Aciscs

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atual presidente da entidade admite ‘estigma’, mas cita ações para se reaproximar de associados


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/02/2021 | 00:33


Presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), Alessandro Leone disse que trabalha no sentido de despolitizar a entidade. “Infelizmente esse estigma pegou no passado e temos atuado fortemente para mostrar que a associação não abre margem para isso, ela é voltada para o comerciante de São Caetano.”

Em visita ao Diário, Leone reconheceu que passos dados por antigos dirigentes da associação macularam a imagem da Aciscs no sentido de misturar política partidária com as atividades que a instituição, prestes a completar 83 anos, sempre encampou.

“Não acho que foi de forma intencional, dos dirigentes que por lá passaram. Mas ficou esse estigma, que é ruim para o comércio de maneira geral. O comerciante não quer saber da política partidária. Um ou outro só que tem essa afinidade. O comerciante, de maneira geral, quer que a cidade vá bem economicamente, tendo uma instituição forte, com ambiente favorável para negócios. É isso que temos feito agora”, discorreu o dirigente.

O clima político dominou a pauta da Aciscs com o mandato do advogado Walter Estevam Junior (Republicanos) à frente da instituição, em 2016. Estevam nunca escondeu desejo de ser candidato a prefeito e, nos bastidores, o que se dizia era que ele tentaria utilizar a associação como trampolim para cacifar seu planejamento. Em 2020, foi candidato a vereador, recebeu somente 467 votos e ficou sem a cadeira no Legislativo.

Leone assumiu o comando da Aciscs em julho, de forma interina, depois da renúncia de Moacir Passador Júnior. Em novembro, foi eleito definitivamente para a função. Ele garante que Estevam “nunca falou de política partidária” dentro da Aciscs e que condenava quem trazia o tema às reuniões, porém, admitiu que as movimentações externas dele contaminaram o ambiente interno. “Não foi possível separar e, infelizmente, ficou essa marca.”

Segundo o atual presidente da Aciscs, o melhor método de despolitizar a associação é mostrar trabalho a favor do associado. “Trouxemos plataforma EAD (Ensino a Distância) de cursos e palestras, lançamos o aplicativo da Aciscs, adotamos o clube de benefícios, disponibilizamos assessoria empresarial gratuita e orientação jurídica. É uma série de ações que o comerciante percebe valor, percebe que esta equipe que aí está quer trabalhar.”

Leone deu exemplo de grupo de comerciantes da Rua Santa Catarina, no Centro. Ele relatou que, no segundo semestre do ano passado, houve movimentação em torno de ações para melhorar as vendas no local, sem contar com a Aciscs. “Falaram que a politização atrapalhava”, comentou. “Eu sempre coloquei a casa à disposição deles, é a casa deles. Eles tentaram sozinhos, não conseguiram. E, agora, voltaram a nos procurar e vamos buscar ajudar, inclusive com as demandas junto ao poder público para auxiliar as vendas ali.” 



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Alessandro Leone argumenta que missão é buscar despolitizar Aciscs

Atual presidente da entidade admite ‘estigma’, mas cita ações para se reaproximar de associados

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/02/2021 | 00:33


Presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), Alessandro Leone disse que trabalha no sentido de despolitizar a entidade. “Infelizmente esse estigma pegou no passado e temos atuado fortemente para mostrar que a associação não abre margem para isso, ela é voltada para o comerciante de São Caetano.”

Em visita ao Diário, Leone reconheceu que passos dados por antigos dirigentes da associação macularam a imagem da Aciscs no sentido de misturar política partidária com as atividades que a instituição, prestes a completar 83 anos, sempre encampou.

“Não acho que foi de forma intencional, dos dirigentes que por lá passaram. Mas ficou esse estigma, que é ruim para o comércio de maneira geral. O comerciante não quer saber da política partidária. Um ou outro só que tem essa afinidade. O comerciante, de maneira geral, quer que a cidade vá bem economicamente, tendo uma instituição forte, com ambiente favorável para negócios. É isso que temos feito agora”, discorreu o dirigente.

O clima político dominou a pauta da Aciscs com o mandato do advogado Walter Estevam Junior (Republicanos) à frente da instituição, em 2016. Estevam nunca escondeu desejo de ser candidato a prefeito e, nos bastidores, o que se dizia era que ele tentaria utilizar a associação como trampolim para cacifar seu planejamento. Em 2020, foi candidato a vereador, recebeu somente 467 votos e ficou sem a cadeira no Legislativo.

Leone assumiu o comando da Aciscs em julho, de forma interina, depois da renúncia de Moacir Passador Júnior. Em novembro, foi eleito definitivamente para a função. Ele garante que Estevam “nunca falou de política partidária” dentro da Aciscs e que condenava quem trazia o tema às reuniões, porém, admitiu que as movimentações externas dele contaminaram o ambiente interno. “Não foi possível separar e, infelizmente, ficou essa marca.”

Segundo o atual presidente da Aciscs, o melhor método de despolitizar a associação é mostrar trabalho a favor do associado. “Trouxemos plataforma EAD (Ensino a Distância) de cursos e palestras, lançamos o aplicativo da Aciscs, adotamos o clube de benefícios, disponibilizamos assessoria empresarial gratuita e orientação jurídica. É uma série de ações que o comerciante percebe valor, percebe que esta equipe que aí está quer trabalhar.”

Leone deu exemplo de grupo de comerciantes da Rua Santa Catarina, no Centro. Ele relatou que, no segundo semestre do ano passado, houve movimentação em torno de ações para melhorar as vendas no local, sem contar com a Aciscs. “Falaram que a politização atrapalhava”, comentou. “Eu sempre coloquei a casa à disposição deles, é a casa deles. Eles tentaram sozinhos, não conseguiram. E, agora, voltaram a nos procurar e vamos buscar ajudar, inclusive com as demandas junto ao poder público para auxiliar as vendas ali.” 

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