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Aos 44 anos, Edson Celulari é um galã versátil


Roberta Brasil
Da TV Press

30/11/2002 | 16:54


No jargão dos artistas, a expressão “levar o personagem para a cama” se aplica a um ator que não se desliga do papel que interpreta. Com 44 anos de idade e 27 de carreira, Edson Celulari jura que esse não é o seu caso. Mas admite que tem dificuldades para esquecer o atormentado Jean Valjean quando deixa os estúdios onde grava Sabor da Paixão, de Ana Maria Moretzsohn. E não por uma questão psicológica, mas estética. Para reforçar o aspecto sujo do pintor francês, ele usa uma pasta especial no cabelo e não consegue livrar-se dela facilmente. “Eu lavo, seco, penteio e os fios continuam ensebados. Essa coisa não sai de jeito nenhum!”, diz, sem desgrudar os olhos do espelho.

A não ser pela briga diária com as madeixas, Celulari não tem do que reclamar. “Nunca fiz nada parecido com o Jean Valjean na TV”, afirma. De fato, o maltrapilho personagem da novela das seis em nada lembra um outro Jean que marcou a carreira do ator, há 13 anos – o épico Jean Pierre, de Que Rei Sou Eu?. Na verdade, o currículo de Celulari na televisão é recheado de galãs. Diante de seus gestos refinados e vibrantes olhos azuis, não há como esquecer, por exemplo, o misterioso Raimundo Flamel, de Fera Ferida, e o safado Vadinho, da minissérie Dona Flor e seus Dois Maridos.

Pergunta - Jean Valjean é um pintor francês que vive bêbado e jogado pelas ruas. Como é interpretar um personagem tão diferente dos tipos heróicos, malandros e sedutores que marcaram sua carreira?
Edson Celulari - É absolutamente maravilhoso! Uma grande novidade mesmo. foi justamente o que me animou a aceitar o papel. O Jean é um homem amargurado, que se esconde na própria sombra, que perdeu a fé. Vive atormentado pelas memórias do passado, por uma grande tragédia que aconteceu na sua vida e o marcou profundamente. Ele tenta reagir, mas não consegue... E até sua pintura reflete esse espírito conflituado. Tanto que ele cria e destrói tudo que faz.

Pergunta - E você não teve receio de viver um tipo tão depressivo em uma comédia romântica, como Sabor da Paixão?
Celulari - Não, porque toda boa história precisa ter sua escala musical. Drama, comédia, romance... E, obviamente, o Jean tem uma função importante dentro deste painel de sabores, de paixões, de amores que é a novela.

Pergunta - Além disso, o Jean tem problemas com bebidas. O alcoolismo tem sido um tema recorrente nas novelas este ano. Foi abordado em O Clone e até na antecessora do horário das seis, Coração de Estudante...
Celulari - E merece ser tratado muitas vezes mais, porque é um problema muito sério. Mas, no caso do Jean Valjean, é apenas mais um elemento. Conseqüência do grande dissabor que ele viveu.

Pergunta - Mas, naturalmente, seu personagem terá uma virada... Será que, então, vai assumir uma personalidade mais sedutora?
Celulari - Espero que sim! Já pensou ficar nove meses no fundo do poço? E a sedução tem muitas facetas...



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Aos 44 anos, Edson Celulari é um galã versátil

Roberta Brasil
Da TV Press

30/11/2002 | 16:54


No jargão dos artistas, a expressão “levar o personagem para a cama” se aplica a um ator que não se desliga do papel que interpreta. Com 44 anos de idade e 27 de carreira, Edson Celulari jura que esse não é o seu caso. Mas admite que tem dificuldades para esquecer o atormentado Jean Valjean quando deixa os estúdios onde grava Sabor da Paixão, de Ana Maria Moretzsohn. E não por uma questão psicológica, mas estética. Para reforçar o aspecto sujo do pintor francês, ele usa uma pasta especial no cabelo e não consegue livrar-se dela facilmente. “Eu lavo, seco, penteio e os fios continuam ensebados. Essa coisa não sai de jeito nenhum!”, diz, sem desgrudar os olhos do espelho.

A não ser pela briga diária com as madeixas, Celulari não tem do que reclamar. “Nunca fiz nada parecido com o Jean Valjean na TV”, afirma. De fato, o maltrapilho personagem da novela das seis em nada lembra um outro Jean que marcou a carreira do ator, há 13 anos – o épico Jean Pierre, de Que Rei Sou Eu?. Na verdade, o currículo de Celulari na televisão é recheado de galãs. Diante de seus gestos refinados e vibrantes olhos azuis, não há como esquecer, por exemplo, o misterioso Raimundo Flamel, de Fera Ferida, e o safado Vadinho, da minissérie Dona Flor e seus Dois Maridos.

Pergunta - Jean Valjean é um pintor francês que vive bêbado e jogado pelas ruas. Como é interpretar um personagem tão diferente dos tipos heróicos, malandros e sedutores que marcaram sua carreira?
Edson Celulari - É absolutamente maravilhoso! Uma grande novidade mesmo. foi justamente o que me animou a aceitar o papel. O Jean é um homem amargurado, que se esconde na própria sombra, que perdeu a fé. Vive atormentado pelas memórias do passado, por uma grande tragédia que aconteceu na sua vida e o marcou profundamente. Ele tenta reagir, mas não consegue... E até sua pintura reflete esse espírito conflituado. Tanto que ele cria e destrói tudo que faz.

Pergunta - E você não teve receio de viver um tipo tão depressivo em uma comédia romântica, como Sabor da Paixão?
Celulari - Não, porque toda boa história precisa ter sua escala musical. Drama, comédia, romance... E, obviamente, o Jean tem uma função importante dentro deste painel de sabores, de paixões, de amores que é a novela.

Pergunta - Além disso, o Jean tem problemas com bebidas. O alcoolismo tem sido um tema recorrente nas novelas este ano. Foi abordado em O Clone e até na antecessora do horário das seis, Coração de Estudante...
Celulari - E merece ser tratado muitas vezes mais, porque é um problema muito sério. Mas, no caso do Jean Valjean, é apenas mais um elemento. Conseqüência do grande dissabor que ele viveu.

Pergunta - Mas, naturalmente, seu personagem terá uma virada... Será que, então, vai assumir uma personalidade mais sedutora?
Celulari - Espero que sim! Já pensou ficar nove meses no fundo do poço? E a sedução tem muitas facetas...

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