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Sala alaga e crianças têm aula no pátio


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

21/02/2015 | 07:00


Alunos da Emeief (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Cândido Portinari, no bairro Jardim Guarará, em Santo André, são obrigados a assistir à aula no pátio ou na quadra coberta toda vez que chove forte. Isso porque a estrutura de uma das salas está comprometida com vazamentos e fiação danificada, o que resulta em ambiente alagado e com possibilidade de pane elétrica a cada temporal.

O último episódio de transtornos para as crianças ocorreu na quarta-feira, após forte chuva durante a tarde. Por conta do acúmulo de água no espaço e impossibilidade de acender as luzes para evitar curto-circuito e lâmpadas queimadas, as atividades da turma da pré-escola (com idade entre 4 e 5 anos) foram transferidas para o pátio da unidade de ensino. A mesma cena se repetiu na quinta-feira, já que ainda havia poças de água no espaço.

Ontem, a equipe do Diário esteve na Emeief e constatou que a sala de aula de número 16 já estava limpa, no entanto, sem carteiras e cadeiras para as crianças, que foram removidas para a higienização do local. Segundo funcionários e pais dos estudantes, as atividades do turno da tarde seriam realizadas na sala de informática. Apesar de seco, o local apresenta infraestrutura inadequada, com paredes emboloradas, cheiro de mofo e lâmpadas queimadas.

As crianças aguardavam o início das atividades sentadas no chão do corredor. “É uma vergonha”, define a dona de casa Vera Lúcia Silva dos Reis, 46 anos, mãe de estudante com apenas 4 anos. “É o primeiro ano dela aqui, mas dá vontade de trocar de escola. Pena que é difícil conseguir vagas”, diz.

Para o motoboy Anderson Cardoso, 35, a unidade de ensino pede reforma há anos, tendo em vista sua idade. “Estudei aqui quando criança. A escola foi sendo ampliada, mas nunca recebeu adequações. Não é uma goteirinha simples, escorre água pelas paredes e pelas lâmpadas”, comenta o pai de duas alunas da Emeief.

O problema não é novo, ressalta o marceneiro aposentado Luiz Silva, 75, avô de dois estudantes da unidade de ensino. “Já reivindicamos melhorias à direção, mas nunca obtivemos retorno”, lamenta.

A Secretaria de Educação de Santo André informou, por meio de nota, que está atenta aos problemas ocorridos nas estruturas da Emeief Cândido Portinari, atingida pelas fortes chuvas dos últimos dias. A escola atende a 967 alunos e, conforme a nota, apenas uma das de suas salas apresentou vazamento, atrapalhando o bom andamento do ensino.

De acordo com a Pasta, todo o material necessário para reparos no telhado, bem como na instalação elétrica e no piso, foram providenciados. As obras iniciam-se na segunda-feira e a expectativa é que a situação seja normalizada o mais rápido possível.



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Sala alaga e crianças têm aula no pátio

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

21/02/2015 | 07:00


Alunos da Emeief (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Cândido Portinari, no bairro Jardim Guarará, em Santo André, são obrigados a assistir à aula no pátio ou na quadra coberta toda vez que chove forte. Isso porque a estrutura de uma das salas está comprometida com vazamentos e fiação danificada, o que resulta em ambiente alagado e com possibilidade de pane elétrica a cada temporal.

O último episódio de transtornos para as crianças ocorreu na quarta-feira, após forte chuva durante a tarde. Por conta do acúmulo de água no espaço e impossibilidade de acender as luzes para evitar curto-circuito e lâmpadas queimadas, as atividades da turma da pré-escola (com idade entre 4 e 5 anos) foram transferidas para o pátio da unidade de ensino. A mesma cena se repetiu na quinta-feira, já que ainda havia poças de água no espaço.

Ontem, a equipe do Diário esteve na Emeief e constatou que a sala de aula de número 16 já estava limpa, no entanto, sem carteiras e cadeiras para as crianças, que foram removidas para a higienização do local. Segundo funcionários e pais dos estudantes, as atividades do turno da tarde seriam realizadas na sala de informática. Apesar de seco, o local apresenta infraestrutura inadequada, com paredes emboloradas, cheiro de mofo e lâmpadas queimadas.

As crianças aguardavam o início das atividades sentadas no chão do corredor. “É uma vergonha”, define a dona de casa Vera Lúcia Silva dos Reis, 46 anos, mãe de estudante com apenas 4 anos. “É o primeiro ano dela aqui, mas dá vontade de trocar de escola. Pena que é difícil conseguir vagas”, diz.

Para o motoboy Anderson Cardoso, 35, a unidade de ensino pede reforma há anos, tendo em vista sua idade. “Estudei aqui quando criança. A escola foi sendo ampliada, mas nunca recebeu adequações. Não é uma goteirinha simples, escorre água pelas paredes e pelas lâmpadas”, comenta o pai de duas alunas da Emeief.

O problema não é novo, ressalta o marceneiro aposentado Luiz Silva, 75, avô de dois estudantes da unidade de ensino. “Já reivindicamos melhorias à direção, mas nunca obtivemos retorno”, lamenta.

A Secretaria de Educação de Santo André informou, por meio de nota, que está atenta aos problemas ocorridos nas estruturas da Emeief Cândido Portinari, atingida pelas fortes chuvas dos últimos dias. A escola atende a 967 alunos e, conforme a nota, apenas uma das de suas salas apresentou vazamento, atrapalhando o bom andamento do ensino.

De acordo com a Pasta, todo o material necessário para reparos no telhado, bem como na instalação elétrica e no piso, foram providenciados. As obras iniciam-se na segunda-feira e a expectativa é que a situação seja normalizada o mais rápido possível.

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