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Ônibus atropela três na pista de Congonhas; um morre


Do Diário OnLine

13/09/2002 | 00:41


Um motorista em seu primeiro dia de trabalho se confundiu com pedais de um ônibus hidramático e provocou um acidente inédito no Aeroporto de Congonhas (zona Sul de São Paulo). Três pessoas foram atropeladas pelo veículo na pista do aeroporto, no final da tarde desta quinta-feira. Um passageiro morreu e outro ficou ferido levemente. Um funcionário de Congonhas também sofreu ferimentos leves.

O motorista Isaias Godoi Coutinho, 33 anos, relatou à Polícia Civil do aeroporto que se confundiu com os pedais do ônibus automático, modelo em que a mudança de marchas não é manual, e acabou provocando o acidente. O treinamento prático dos motoristas, segundo a Polícia, é obrigação da empresa que possui o ônibus (Pássaro Marrom, no caso). A Infraero se encarrega das aulas práticas.

Muito abalado, Coutinho chorou durante o depoimento e não quis conversar com a imprensa. O motorista será indiciado por homicídio culposo (em que não há intenção de matar).

Lotação - O acidente ocorreu por volta das 18h. O vôo 3730 da TAM, proveniente de Goiânia (Goiás) e Uberlândia (Minas Gerais), havia acabado de pousar em Congonhas. Os passageiros deixaram a aeronave e foram acomodados no ônibus, que presta o serviço de traslado entre a sala de embarque e as naves estacionadas na pista. Como o coletivo lotou, Augusto Veiga, 52 anos, e Sebastião Guimarães Alves, 54, contornaram na frente do veículo e partiram para uma van que estava ao lado. O ônibus começou a se movimentar e pegou os dois passageiros. O funcionário de Congonhas Jânio Alcides Negrão também foi atingido.

Veiga, funcionário do Banco Itaú, morreu na hora. Alves teve ferimentos nos braços e nas pernas. Negrão também sofreu escoriações menores, sem risco de morte.

Segundo a Infraero, foi o primeiro acidente do tipo registrado em toda a história de Congonhas, um aeroporto que transporta 750 mil pessoas por mês. O presidente do sindicato estadual dos aeroviários, Uébio José da Silva, chamou de estúpido o acidente e afirmou que a morte do passageiro teria sido evitada se a administração do aeroporto tivesse construído 'fingers' – túneis que ligam a pista aos terminais de passageiros.



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Ônibus atropela três na pista de Congonhas; um morre

Do Diário OnLine

13/09/2002 | 00:41


Um motorista em seu primeiro dia de trabalho se confundiu com pedais de um ônibus hidramático e provocou um acidente inédito no Aeroporto de Congonhas (zona Sul de São Paulo). Três pessoas foram atropeladas pelo veículo na pista do aeroporto, no final da tarde desta quinta-feira. Um passageiro morreu e outro ficou ferido levemente. Um funcionário de Congonhas também sofreu ferimentos leves.

O motorista Isaias Godoi Coutinho, 33 anos, relatou à Polícia Civil do aeroporto que se confundiu com os pedais do ônibus automático, modelo em que a mudança de marchas não é manual, e acabou provocando o acidente. O treinamento prático dos motoristas, segundo a Polícia, é obrigação da empresa que possui o ônibus (Pássaro Marrom, no caso). A Infraero se encarrega das aulas práticas.

Muito abalado, Coutinho chorou durante o depoimento e não quis conversar com a imprensa. O motorista será indiciado por homicídio culposo (em que não há intenção de matar).

Lotação - O acidente ocorreu por volta das 18h. O vôo 3730 da TAM, proveniente de Goiânia (Goiás) e Uberlândia (Minas Gerais), havia acabado de pousar em Congonhas. Os passageiros deixaram a aeronave e foram acomodados no ônibus, que presta o serviço de traslado entre a sala de embarque e as naves estacionadas na pista. Como o coletivo lotou, Augusto Veiga, 52 anos, e Sebastião Guimarães Alves, 54, contornaram na frente do veículo e partiram para uma van que estava ao lado. O ônibus começou a se movimentar e pegou os dois passageiros. O funcionário de Congonhas Jânio Alcides Negrão também foi atingido.

Veiga, funcionário do Banco Itaú, morreu na hora. Alves teve ferimentos nos braços e nas pernas. Negrão também sofreu escoriações menores, sem risco de morte.

Segundo a Infraero, foi o primeiro acidente do tipo registrado em toda a história de Congonhas, um aeroporto que transporta 750 mil pessoas por mês. O presidente do sindicato estadual dos aeroviários, Uébio José da Silva, chamou de estúpido o acidente e afirmou que a morte do passageiro teria sido evitada se a administração do aeroporto tivesse construído 'fingers' – túneis que ligam a pista aos terminais de passageiros.

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