Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 29 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Pequenas empresas deixam de faturar R$ 2,6 bi no ano


Soraia Abreu Pedrozo
Paula Oliveira

17/09/2016 | 07:26


As vendas das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC registraram, mais uma vez, o pior desempenho do Estado de São Paulo. Neste ano, até julho, as receitas dessas firmas tiveram queda de 14,4%, o equivalente a R$ 2,6 bilhões, totalizando R$ 15,4 bilhões em seus caixas. Os valores já têm a inflação do período descontada.

O mau desempenho das MPEs da região supera o da média paulista, que acumula retração de 13,1% nos sete primeiros meses do ano.

Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP, que teve sua primeira edição em 1999.

Considerando apenas julho, o impacto também é maior. No Grande ABC, as firmas venderam 14,1% menos do que no mesmo mês em 2015, com queda de R$ 364,4 milhões no faturamento, somando R$ 2,2 bilhões.

No Estado, a retração foi de 12,7%. Nesse comparativo, todas as regiões analisadas pelo levantamento, como Capital (-12,5%), Região Metropolitana de São Paulo (-12,5%) e Interior (-13%), apresentaram resultado negativo.

“Estamos vivendo aumento constante dos índices de desemprego. E, com isso, há uma queda no rendimento familiar e no consumo. Com menor renda disponível, a demanda para as empresas é menor, o que gera um ciclo vicioso”, explica Letícia Aguiar, consultora do Sebrae-SP.

No Grande ABC, de acordo com a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Seade/Dieese, a taxa de desocupados chegou a 16,8% em julho, com 240 mil pessoas em busca de emprego. Para se ter ideia do agravamento do cenário, no mesmo mês do ano passado, o volume era de 117 mil pessoas, e a taxa estava em 12,7%. Em um ano, portanto, houve acréscimo de 63 mil pessoas (35,6%) buscando emprego na região.

“Ainda não é possível saber quando será a hora da virada, em que o faturamento dos pequenos negócios voltará a aumentar. Porém, a melhora no ânimo dos donos de micro e pequenas empresas é sinal de que talvez já tenhamos passado pelo pior. Mas é preciso paciência, muito trabalho e direcionamento correto na condução dos negócios para superar a atual recessão”, diz o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Pequenas empresas deixam de faturar R$ 2,6 bi no ano

Soraia Abreu Pedrozo
Paula Oliveira

17/09/2016 | 07:26


As vendas das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC registraram, mais uma vez, o pior desempenho do Estado de São Paulo. Neste ano, até julho, as receitas dessas firmas tiveram queda de 14,4%, o equivalente a R$ 2,6 bilhões, totalizando R$ 15,4 bilhões em seus caixas. Os valores já têm a inflação do período descontada.

O mau desempenho das MPEs da região supera o da média paulista, que acumula retração de 13,1% nos sete primeiros meses do ano.

Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP, que teve sua primeira edição em 1999.

Considerando apenas julho, o impacto também é maior. No Grande ABC, as firmas venderam 14,1% menos do que no mesmo mês em 2015, com queda de R$ 364,4 milhões no faturamento, somando R$ 2,2 bilhões.

No Estado, a retração foi de 12,7%. Nesse comparativo, todas as regiões analisadas pelo levantamento, como Capital (-12,5%), Região Metropolitana de São Paulo (-12,5%) e Interior (-13%), apresentaram resultado negativo.

“Estamos vivendo aumento constante dos índices de desemprego. E, com isso, há uma queda no rendimento familiar e no consumo. Com menor renda disponível, a demanda para as empresas é menor, o que gera um ciclo vicioso”, explica Letícia Aguiar, consultora do Sebrae-SP.

No Grande ABC, de acordo com a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Seade/Dieese, a taxa de desocupados chegou a 16,8% em julho, com 240 mil pessoas em busca de emprego. Para se ter ideia do agravamento do cenário, no mesmo mês do ano passado, o volume era de 117 mil pessoas, e a taxa estava em 12,7%. Em um ano, portanto, houve acréscimo de 63 mil pessoas (35,6%) buscando emprego na região.

“Ainda não é possível saber quando será a hora da virada, em que o faturamento dos pequenos negócios voltará a aumentar. Porém, a melhora no ânimo dos donos de micro e pequenas empresas é sinal de que talvez já tenhamos passado pelo pior. Mas é preciso paciência, muito trabalho e direcionamento correto na condução dos negócios para superar a atual recessão”, diz o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;