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‘Precisamos criar novas formas de aprendizagem’

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

06/07/2020 | 00:01


Oficializado pelo prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), como reitor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) no dia 25, Leandro Campi Prearo diz que dará continuidade ao trabalho que Marcos Sidney Bassi vinha desenvolvendo, mas promete deixar como marca da sua gestão a inovação tecnológica, tanto administrativa como pedagógica. O professor fala da aspiração de inaugurar o primeiro campus da universidade no Interior, em Itapetininga, e da responsabilidade de comandar o processo de testes da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech contra a Covid em parceria com o Estado.

Existe mudança física no comando da universidade com a passagem de bastão do professor Marcos Sidnei Bassi para o senhor, mas a comunidade pode esperar continuidade do trabalho?

Sim, é uma continuidade. Até porque, eu era pró-reitor de graduação. Nestes últimos quatro anos eu tive assessorando o professor Bassi e a ideia é manter essa linha de trabalho.

Quais marcas pretende deixar na sua gestão, que a princípio vai até dia 28 de fevereiro? 

O professor Bassi transformou a USCS em algo muito maior do que era. Hoje, temos cinco campi, 38 cursos, colégio etc. Possivelmente vamos expandir para o Interior, chegamos em nível alto de crescimento, muito além disso não dá para ir. Agora, mantido crescimento com estabilidade financeira, é investir em inovação por dois caminhos. Primeiro é o pedagógico. Hoje o aluno não aguenta mais ficar três horas e meia recebendo conteúdo, precisamos falar de novas formas de aprendizagem. Isso exige investimento em recursos humanos a médio e longo prazos. Não é fácil professor que está há 35 anos dando aula de uma forma mudar o método de ensino. Agora, por causa da pandemia, meio que na marra mudou e fomos surpreendidos positivamente. Adotamos a plataforma Google for Education, que era sonho a médio prazo e acabou vindo a fórcepes pela pandemia. Temos essa dificuldade porque somos instituição pública, que tem professores com faixa etária acima da média e mudar isso é sempre complicado. Vamos investir nisso. Hoje, temos curso totalmente moderno neste sentido, que é o de medicina, 100% método de ensino baseado em problemas, mas queremos levar para outros cursos. Inclusive usando tecnologia. Outro caminho é o da inovação administrativa. Hoje a USCS tem ranço burocrático de instituição pública. O aluno precisa ir à universidade, carimbar papel, assinar ali, levar lá, mandar pelo correio, enfim, precisamos investir nisso, que vai ao encontro do aluno que faz tudo pela internet, poder pegar um histórico pelo celular, por exemplo. É um caminho que pretendemos trilhar nesses quatro anos. 

A pandemia abreviou tudo isso. É a tecnologia ocupando campo importante na educação?

Olhando o lado cheio do copo, antecipou processo que a gente vinha planejando, mas que não era para agora. Hoje, 100% dos professores estão inseridos no Google for Education, que é plataforma fantástica para ensino e aprendizagem. E a ideia é que isso fique para o futuro, quando as aulas voltarem para o presencial. 

O que funcionou bem durante a pandemia? 

O corpo docente. A gente achava que haveria uma grande parte dos professores com dificuldade técnica, que iria sentir falta da lousa. E os professores acabaram embarcando de corpo e alma no processo de modernização. Eles se adaptaram rapidamente. Isso surpreendeu bastante a gente. Para a USCS foi tudo muito rápido. Tivemos que nos adaptar porque temos apenas 3% de cursos EAD. 

Houve muitos problemas com inadimplência de alunos?

O grande pedido foi a redução das mensalidades, mas isso não é possível porque as nossas aulas não são em EAD (Ensino a Distância). São aulas não presencias mediadas por tecnologia. São síncronas. O aluno assiste à aula às 7h20, às 9h faz o intervalo, ou seja, o professor continua dando aula normal, no mesmo horário, não há redução de gasto com folha, que é o grosso do gasto de uma instituição de educação. O que fizemos, como não tem o presencial, foi reduzir alguns contratos como limpeza e segurança e demos desconto linear de 6% para todos os alunos.

Como imaginam que as universidades voltam depois da pandemia? 

A USCS pretende seguir estritamente as recomendações do governo do Estado. Se a orientação for voltar no dia 8 de setembro, vamos voltar. Com aqueles 35% iniciais que o governo está sugerindo, no esquema de rodízio. Dá para o aluno vir presencialmente dois dias por semana. Hoje, a partir do que foi falado pelo governador (João Doria-PSDB) é voltar dia 8 de setembro.

Acha viável voltar nessa data e nesse sistema proposto? 

A ideia que estamos tentando, neste curto período de tempo, é fazer de cada sala um estúdio. Câmera e áudio para que esses 65% dos alunos que estão em casa assistam à aula da mesma foram que os 35% que estão na sala de aula. Isso vai depender de investimento. Não sabemos se teremos tempo para fazer a internet funcionar. Este é nosso sonho de consumo para que fique no pós-pandemia. Queremos que estes 35% tenham facultada a ida a faculdade. Eles vão assistir à aula se quiserem, podem assistir em casa. Estamos sofrendo pressão de pais que estão com medo. Não queremos obrigar o aluno a ir à universidade.  

O aluno universitário tem mais autonomia para se proteger, mas ainda assim o risco é grande em uma sala de aula. Como estão se preparando para este retorno? 

Teremos grande protocolo. Na entrada estamos colocando lavatório para que higienizar as mãos seja obrigatório, vamos aferir temperatura na entrada, ter tapete sanitizador, álcool gel em todas salas, além de entregar kit  do aluno, com duas máscaras, álcool gel, enfim, tudo isso está comprado. Teremos fluxo único, só entra por uma portaria e sai pela outra. Salas estamos montando, com um metro e meio de distância para cada cadeira, professores com face shield (proteção facial transparente). Conversando com eles (professores) entendemos que é melhor do que a máscara convencional. Vamos desabilitar o ar-condicionado, enfim, fazer série de coisas.

O senhor acha que terá muitas dificuldades com os alunos que não conseguiram acompanhar o ensino remoto? 

Tem esta dificuldade, mas detectamos que no nosso caso é bem menor do que imaginávamos. Pelo contrário. Estamos percebendo que produtividade é muito maior. Teve professor que nos procurou no fim de maio, desesperado, que tinha acabado conteúdo. Aulas fluem tão bem que eles não estavam preparados. Sabemos que tem parte que teve dificuldade, estamos dispostos a flexibilizar algumas coisas. Se tinham três reprovações, não seguia, vamos permitir que carregue mais dependências, dar aulas aos sábados, mas acreditamos que impacto foi menor do que o esperado. Estamos com média de 80% de participação nas aulas, média maior do que a presencial. Grande dificuldade para nós no próximo semestre nem será dificuldade pedagógica dos alunos, mas disciplinas práticas que estão acontecendo neste semestre.  

Principalmente no que diz respeito a medicina, enfermagem, psicologia...  

Medicina nos dois últimos anos, quando estudantes não vão à escola, resolvemos bem. Alunos trabalharam no projeto Disque Coronavírus da Prefeitura e valeu, seguindo o que o MEC (Ministério da Educação) liberou, que pode fazer práticas dentro de programas envolvidos no combate ao vírus. Participaram de baita projeto, que é referência nacional pelo menos. Não de controle da infecção, mas da letalidade, sem dúvida. Em São Paulo também, temos campo de estágio no Hospital da Vila Penteado, que é gigante. Participaram da triagem da Covid. 

Sobre o fato de a universidade romper o território de São Caetano, influenciar e colaborar com o desenvolvimento das outras seis cidades. Queria que falasse sobre isso, a continuidade desta missão de colaborar para desenvolver todo o Grande ABC. 

Sem querer ser autocentrado na USCS, mas acho que sempre tivemos esse papel (colaborativo). Quantos trabalhos nossos foram referências? Sempre tivemos esse protagonismo. Mas o que existe não é nem gap (intervalo), é abismo entre a universidade e o poder público. Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) produz coisas o tempo todo, temos muitos dados do Grande ABC, temos radiografia gigante da região que ninguém tem. 

O senhor comentou que a expansão física chegou em um limite, mas e a expansão acadêmica, como vê? 

Na expansão física ainda faltam um hospital veterinário, que estamos em vias de conseguir, e o hospital universitário. Devemos inaugurar hospital veterinário este ano ainda, estávamos fechando com uma área, mas não deu certo. O hospital universitário será no Hospital São Caetano, que depende muito da pandemia para ser utilizado. Tem a possibilidade de irmos para Itapetininga, nosso campus no Interior, que vai depender também da pandemia, da nossa possibilidade de recursos humanos e financeiros, não sabemos o que vem pela frente. Mas lá, o recurso financeiro é pouco, a prefeita (Simone Marquetto-MDB) está cedendo dois prédios por 20 anos, prédios prontos, acabados. Pode ser que a gente vá no começo do ano que vem para lá. Do ponto de vista acadêmico não tem muito curso para abrir não. Devemos abrir em tecnólogo em gestão hospitalar, existe interesse muito grande na região, inclusive dos próprio alunos de medicina de ter formação complementar. E, acabando a pandemia, vamos entrar com novidades, que são os cursos técnicos. Iniciar com cursos na área de odontologia e técnico de enfermagem. Estava no radar para o meio do ano, mas não foi possível.

Como vê sua responsabilidade à frente do processo de testes da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Estado? 

Foi motivo de muito orgulho para nossa comunidade acadêmica receber esse convite para participar do teste da vacina. Nenhuma outra universidade da região foi convidada. Estar entre os 12 maiores centros médicos do País nos encheu de orgulho porque coroou o trabalho que a gente vem fazendo em todos esses anos e especialmente no período da pandemia, com projetos que foram feitos com a Prefeitura. Cito o Corona, o drive-thrue e o inquérito epidemiológico. A responsabilidade frente a esse trabalho da universidade é de seguir fielmente os protocolos que virão do Instituto Butantan. A universidade não tem nenhuma possibilidade de alterar ou criar seus próprios trâmites nesse sentido, tem de seguir, assim como os outros 11 centros, todos os protocolos que virão. Então, a responsabilidade é seguir isso da melhor forma possível, transparente, para que o trabalho ocorra da forma mais rápida, porque é o que o País e o mundo mais esperam neste momento, vacina eficiente e segura no combate à doença.



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‘Precisamos criar novas formas de aprendizagem’

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

06/07/2020 | 00:01


Oficializado pelo prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), como reitor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) no dia 25, Leandro Campi Prearo diz que dará continuidade ao trabalho que Marcos Sidney Bassi vinha desenvolvendo, mas promete deixar como marca da sua gestão a inovação tecnológica, tanto administrativa como pedagógica. O professor fala da aspiração de inaugurar o primeiro campus da universidade no Interior, em Itapetininga, e da responsabilidade de comandar o processo de testes da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech contra a Covid em parceria com o Estado.

Existe mudança física no comando da universidade com a passagem de bastão do professor Marcos Sidnei Bassi para o senhor, mas a comunidade pode esperar continuidade do trabalho?

Sim, é uma continuidade. Até porque, eu era pró-reitor de graduação. Nestes últimos quatro anos eu tive assessorando o professor Bassi e a ideia é manter essa linha de trabalho.

Quais marcas pretende deixar na sua gestão, que a princípio vai até dia 28 de fevereiro? 

O professor Bassi transformou a USCS em algo muito maior do que era. Hoje, temos cinco campi, 38 cursos, colégio etc. Possivelmente vamos expandir para o Interior, chegamos em nível alto de crescimento, muito além disso não dá para ir. Agora, mantido crescimento com estabilidade financeira, é investir em inovação por dois caminhos. Primeiro é o pedagógico. Hoje o aluno não aguenta mais ficar três horas e meia recebendo conteúdo, precisamos falar de novas formas de aprendizagem. Isso exige investimento em recursos humanos a médio e longo prazos. Não é fácil professor que está há 35 anos dando aula de uma forma mudar o método de ensino. Agora, por causa da pandemia, meio que na marra mudou e fomos surpreendidos positivamente. Adotamos a plataforma Google for Education, que era sonho a médio prazo e acabou vindo a fórcepes pela pandemia. Temos essa dificuldade porque somos instituição pública, que tem professores com faixa etária acima da média e mudar isso é sempre complicado. Vamos investir nisso. Hoje, temos curso totalmente moderno neste sentido, que é o de medicina, 100% método de ensino baseado em problemas, mas queremos levar para outros cursos. Inclusive usando tecnologia. Outro caminho é o da inovação administrativa. Hoje a USCS tem ranço burocrático de instituição pública. O aluno precisa ir à universidade, carimbar papel, assinar ali, levar lá, mandar pelo correio, enfim, precisamos investir nisso, que vai ao encontro do aluno que faz tudo pela internet, poder pegar um histórico pelo celular, por exemplo. É um caminho que pretendemos trilhar nesses quatro anos. 

A pandemia abreviou tudo isso. É a tecnologia ocupando campo importante na educação?

Olhando o lado cheio do copo, antecipou processo que a gente vinha planejando, mas que não era para agora. Hoje, 100% dos professores estão inseridos no Google for Education, que é plataforma fantástica para ensino e aprendizagem. E a ideia é que isso fique para o futuro, quando as aulas voltarem para o presencial. 

O que funcionou bem durante a pandemia? 

O corpo docente. A gente achava que haveria uma grande parte dos professores com dificuldade técnica, que iria sentir falta da lousa. E os professores acabaram embarcando de corpo e alma no processo de modernização. Eles se adaptaram rapidamente. Isso surpreendeu bastante a gente. Para a USCS foi tudo muito rápido. Tivemos que nos adaptar porque temos apenas 3% de cursos EAD. 

Houve muitos problemas com inadimplência de alunos?

O grande pedido foi a redução das mensalidades, mas isso não é possível porque as nossas aulas não são em EAD (Ensino a Distância). São aulas não presencias mediadas por tecnologia. São síncronas. O aluno assiste à aula às 7h20, às 9h faz o intervalo, ou seja, o professor continua dando aula normal, no mesmo horário, não há redução de gasto com folha, que é o grosso do gasto de uma instituição de educação. O que fizemos, como não tem o presencial, foi reduzir alguns contratos como limpeza e segurança e demos desconto linear de 6% para todos os alunos.

Como imaginam que as universidades voltam depois da pandemia? 

A USCS pretende seguir estritamente as recomendações do governo do Estado. Se a orientação for voltar no dia 8 de setembro, vamos voltar. Com aqueles 35% iniciais que o governo está sugerindo, no esquema de rodízio. Dá para o aluno vir presencialmente dois dias por semana. Hoje, a partir do que foi falado pelo governador (João Doria-PSDB) é voltar dia 8 de setembro.

Acha viável voltar nessa data e nesse sistema proposto? 

A ideia que estamos tentando, neste curto período de tempo, é fazer de cada sala um estúdio. Câmera e áudio para que esses 65% dos alunos que estão em casa assistam à aula da mesma foram que os 35% que estão na sala de aula. Isso vai depender de investimento. Não sabemos se teremos tempo para fazer a internet funcionar. Este é nosso sonho de consumo para que fique no pós-pandemia. Queremos que estes 35% tenham facultada a ida a faculdade. Eles vão assistir à aula se quiserem, podem assistir em casa. Estamos sofrendo pressão de pais que estão com medo. Não queremos obrigar o aluno a ir à universidade.  

O aluno universitário tem mais autonomia para se proteger, mas ainda assim o risco é grande em uma sala de aula. Como estão se preparando para este retorno? 

Teremos grande protocolo. Na entrada estamos colocando lavatório para que higienizar as mãos seja obrigatório, vamos aferir temperatura na entrada, ter tapete sanitizador, álcool gel em todas salas, além de entregar kit  do aluno, com duas máscaras, álcool gel, enfim, tudo isso está comprado. Teremos fluxo único, só entra por uma portaria e sai pela outra. Salas estamos montando, com um metro e meio de distância para cada cadeira, professores com face shield (proteção facial transparente). Conversando com eles (professores) entendemos que é melhor do que a máscara convencional. Vamos desabilitar o ar-condicionado, enfim, fazer série de coisas.

O senhor acha que terá muitas dificuldades com os alunos que não conseguiram acompanhar o ensino remoto? 

Tem esta dificuldade, mas detectamos que no nosso caso é bem menor do que imaginávamos. Pelo contrário. Estamos percebendo que produtividade é muito maior. Teve professor que nos procurou no fim de maio, desesperado, que tinha acabado conteúdo. Aulas fluem tão bem que eles não estavam preparados. Sabemos que tem parte que teve dificuldade, estamos dispostos a flexibilizar algumas coisas. Se tinham três reprovações, não seguia, vamos permitir que carregue mais dependências, dar aulas aos sábados, mas acreditamos que impacto foi menor do que o esperado. Estamos com média de 80% de participação nas aulas, média maior do que a presencial. Grande dificuldade para nós no próximo semestre nem será dificuldade pedagógica dos alunos, mas disciplinas práticas que estão acontecendo neste semestre.  

Principalmente no que diz respeito a medicina, enfermagem, psicologia...  

Medicina nos dois últimos anos, quando estudantes não vão à escola, resolvemos bem. Alunos trabalharam no projeto Disque Coronavírus da Prefeitura e valeu, seguindo o que o MEC (Ministério da Educação) liberou, que pode fazer práticas dentro de programas envolvidos no combate ao vírus. Participaram de baita projeto, que é referência nacional pelo menos. Não de controle da infecção, mas da letalidade, sem dúvida. Em São Paulo também, temos campo de estágio no Hospital da Vila Penteado, que é gigante. Participaram da triagem da Covid. 

Sobre o fato de a universidade romper o território de São Caetano, influenciar e colaborar com o desenvolvimento das outras seis cidades. Queria que falasse sobre isso, a continuidade desta missão de colaborar para desenvolver todo o Grande ABC. 

Sem querer ser autocentrado na USCS, mas acho que sempre tivemos esse papel (colaborativo). Quantos trabalhos nossos foram referências? Sempre tivemos esse protagonismo. Mas o que existe não é nem gap (intervalo), é abismo entre a universidade e o poder público. Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) produz coisas o tempo todo, temos muitos dados do Grande ABC, temos radiografia gigante da região que ninguém tem. 

O senhor comentou que a expansão física chegou em um limite, mas e a expansão acadêmica, como vê? 

Na expansão física ainda faltam um hospital veterinário, que estamos em vias de conseguir, e o hospital universitário. Devemos inaugurar hospital veterinário este ano ainda, estávamos fechando com uma área, mas não deu certo. O hospital universitário será no Hospital São Caetano, que depende muito da pandemia para ser utilizado. Tem a possibilidade de irmos para Itapetininga, nosso campus no Interior, que vai depender também da pandemia, da nossa possibilidade de recursos humanos e financeiros, não sabemos o que vem pela frente. Mas lá, o recurso financeiro é pouco, a prefeita (Simone Marquetto-MDB) está cedendo dois prédios por 20 anos, prédios prontos, acabados. Pode ser que a gente vá no começo do ano que vem para lá. Do ponto de vista acadêmico não tem muito curso para abrir não. Devemos abrir em tecnólogo em gestão hospitalar, existe interesse muito grande na região, inclusive dos próprio alunos de medicina de ter formação complementar. E, acabando a pandemia, vamos entrar com novidades, que são os cursos técnicos. Iniciar com cursos na área de odontologia e técnico de enfermagem. Estava no radar para o meio do ano, mas não foi possível.

Como vê sua responsabilidade à frente do processo de testes da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Estado? 

Foi motivo de muito orgulho para nossa comunidade acadêmica receber esse convite para participar do teste da vacina. Nenhuma outra universidade da região foi convidada. Estar entre os 12 maiores centros médicos do País nos encheu de orgulho porque coroou o trabalho que a gente vem fazendo em todos esses anos e especialmente no período da pandemia, com projetos que foram feitos com a Prefeitura. Cito o Corona, o drive-thrue e o inquérito epidemiológico. A responsabilidade frente a esse trabalho da universidade é de seguir fielmente os protocolos que virão do Instituto Butantan. A universidade não tem nenhuma possibilidade de alterar ou criar seus próprios trâmites nesse sentido, tem de seguir, assim como os outros 11 centros, todos os protocolos que virão. Então, a responsabilidade é seguir isso da melhor forma possível, transparente, para que o trabalho ocorra da forma mais rápida, porque é o que o País e o mundo mais esperam neste momento, vacina eficiente e segura no combate à doença.

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