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Bahia quer elevar PIB em US$ 30 bilhoes


Do Diário do Grande ABC

26/04/2000 | 13:06


Nos planos da Bahia, a ambiciosa meta de saltar de um PIB de US$ 40 bilhoes, no ano passado, para US$ 70 bilhoes em 2005, depende em parte da reestruturaçao do pólo petroquímico de Camaçari (BA). Esse rearranjo leva em conta a atraçao de novas indústrias transformadoras das resinas produzidas no pólo.

Atualmente, apenas 5% a 10% das matérias-primas petroquímicas do pólo local, sao transformadas em bens de consumo final por empresas baianas - 70% se dirigem ao Sudeste e de 20% a 25% para o exterior.

"Vamos nos esforçar para que 60% das resinas produzidas em Camaçari fiquem na Bahia", antecipa o coordenador de Química e Petroquímica da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineraçao do Estado da Bahia, Luiz Rogério Galvao de Souza. Hoje, a Bahia possui 70 indústrias transformadoras de plásticos, 17 projetos aprovados para a implantaçao de novas unidades e geraçao de 1.344 empregos diretos. Os investimentos sao da ordem de US$ 96 milhoes e o faturamento anual é estimado em US$ 140 milhoes. Há outros 77 projetos em análise e a sinalizaçao de que mais 100 empresas do setor irao investir na Bahia nos próximos cinco anos.

Incentivos - O objetivo do governo baiano é respaldado por um forte plano de atraçao de indústrias, que inclui a reduçao do ICMS, durante sete anos sem ressarcimento aos cofres públicos, da seguinte forma: 41% para as empresas que venderem seus produtos no Estado; 50% para as que exportarem a outras regioes brasileiras; e de 70%, dependendo das características da produçao e exportaçoes para os outros países. Outro incentivo é a venda de terrenos em áreas industriais, com infra-estrutura completa, ao preço de R$ 1 o metro quadrado, enquanto o valor de mercado varia de R$ 10 a R$ 15 por metro quadrado.

Segundo Luiz de Souza, o parque baiano de transformaçao de plásticos é bastante diversificado, contemplando indústrias de tubos e conexoes, produtos para agricultura protegida, como tubos de irrigaçao, lonas, filmes e até caixas para transportar os produtos do campo, fibras têxteis, garrafas para refrigerantes, água mineral e cerveja, embalagens para alimentos brinquedos, peças e componentes de carros para a Ford, e outros itens.

"Nao queremos substituir importaçoes de Sao Paulo, Santa Catarina e Paraná, mas ter indústrias que possam competir com elas e exportar seus produtos", ressalta Luiz de Souza. Para isso, diz, o governo está empenhado no desenvolvimento de negócios conforme as competências do Estado da Bahia.

Refinaria - Para que a Central Petroquímica do Nordeste (Copene) possa proporcionar o salto de produçao das indústrias de resinas, e estas tenham escala para disputar os transformadores com outros Estados brasileiros, Luiz de Souza acredita na viabilidade da implantaçao de uma refinaria de petróleo junto a central de matérias-primas do Pólo de Camaçari. "Nao podemos ter guetos forçados", recomenda.

Esses guetos produtivos dizem respeito ao pólo de Triunfo (RS), que investiu em poucos tipos de produtos (possui menos de 15 indústrias), mas em grande escala produtiva, características da petroquímica de exportaçao. Enquanto o pólo de Camaçari, que possui 35 indústrias químicas e petroquímicas, é levada a investir em especialidades químicas e petroquímicas, por esgotamento da capacidade instalada da Copene. Essa nao é a vocaçao de Camaçari, mas a indefiniçao sobre a venda do controle da Copene levou a essa situaçao de estagnaçao em aumento de escala.

"Quem comprar a Copene e quiser colocar uma refinaria, pode fazer o negócio, que terá lucro", incentiva o coordenador de Química e Petroquímica do governo da Bahia. Conforme a necessidade do mercado, diz a refinaria, pode realocar a produçao dos derivados e até exportar os excedentes para Roterda na Holanda, o maior entreposto mundial desse tipo de commoditie petrolífera.

Segundo ele, o problema é que, embora os campos de exploraçao de petróleo estejam sendo licitados, esse setor brasileiro só será livre, de fato, daqui a 15 anos e até lá continuará tendo os preços controlados pelo governo federal.



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