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Defesa de Ronan protocola habeas corpus em Porto Alegre

Empresário é investigado por supostamente ter chantageado lideranças do PT de envolvimento na morte de Celso Daniel


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/04/2016 | 07:00


A defesa do empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário, impetrou ontem habeas corpus, com pedido de liminar, para anular a decisão do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de decretar prisão preventiva do empresário. A expectativa é que o parecer sobre o habeas corpus seja dado hoje.

O documento foi apresentado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. “Aguardamos que o TRF reverta a ilegalidade cometida pelo juiz Sérgio Moro”, afirmou Luiza Oliver, advogada de Ronan no caso.

Ronan foi detido na sexta-feira, na 27ª fase da Operação Lava Jato, denominada Carbono 14. Ele é investigado por supostamente ter chantageado lideranças do PT de envolvimento na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em 2002. Em troca, teria recebido R$ 6 milhões via empréstimo fraudulento intermediado pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin – dinheiro esse quitado após o Schahin obter contrato bilionário com a Petrobras, em 2009. Ronan nega as acusações. Diz que contraiu empréstimo da Remar Assessoria no valor citado para comprar ônibus para suas empresas que prestam serviço de transporte coletivo e não para comprar o Diário.

Inicialmente, Moro decretou prisão temporária de Ronan que vencia na terça-feira. Mas no mesmo dia modificou a detenção para preventiva, sem prazo de vencimento. Ele acatou pedido do MPF (Ministério Público Federal). Outro investigado preso na 27ª fase da Lava Jato, Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, foi solto na terça-feira. Para a defesa de Ronan, a prisão preventiva do empresário “representa o desprezo solene à presunção de inocência”. “Foi uma aberração jurídica”, classificou Luiza Oliver quando Moro anunciou sua decisão.
 



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